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A altura do alambrado será reduzida. |
Entre várias obras paralisadas na cidade, de responsabilidade da prefeitura municipal, encontramos pavimentação de ruas, construção de pontes, ampliação de escolas, reforma de calçadas entre outras. Uma delas é a construção de alambrado na quadra da Pç. Romildo Pereira – Feira Mar – que foi interrompida por falta de aprovação do projeto pelo Iphan-Pr, órgão responsável pelo tombamento da cidade, que aconteceu no mês de julho próximo passado.
É bom deixar claro, que o tombamento da cidade foi realizado por solicitação da própria administração municipal, que deveria cumprir com os novos parâmetros estabelecidos na proteção paisagística e arquitetônica.
Durante os últimos trinta anos - desde quando o saudoso Aloísio Magalhães era o presidente nacional da instituição – tenho um relacionamento estreito com a entidade por ser uma área próxima a minha formação artística e acadêmica.
Quando aparecem situações e questionamentos pertinentes ao Patrimônio Histórico, sempre recorro a Coordenadoria Estadual do Patrimônio e ao Iphan-Pr, para esclarecimentos, principalmente agora que passamos por um momento de tombamento da cidade. Pedir informações aos órgãos públicos não é nenhum crime, pois eles existem para prestar serviços, proteger e fiscalizar nossas ações.
Atualmente solicitei explicações sobre a autorização do Iphan para a construção do alambrado na Praça e também sobre a construção da Garagem da Cultura, que começaram a construir em 2010 e está há mais de seis meses parada.
No caso do alambrado – quero deixar bem claro que ninguém é contra melhorias na quadra de esportes – a instituição não tinha sido consultada e notificou a prefeitura para encaminhar o projeto para análise. A obra ficou parada por alguns dias e a entidade já liberou a construção do tal alambrado, desde que tenha sua altura reduzida. Creio que por problemas de visibilidade e volumetria, valores importantes para preservar a visibilidade paisagística do setor histórico.
A atual administração precisa assumir seus erros - que são muitos – e não usar pessoas como escudo de sua inoperância. Que seja mais responsável e verdadeira.
No caso da Garagem da Cultura – construção paralisada ao lado do Teatro Municipal - a construtora contratada abandonou a obra e cabe a prefeitura sua conclusão e até impor sanções cabíveis contra a empresa responsável. Os recursos são de convênio entre a PMA e o MINC, com supervisão do Iphan-Pr.
Infelizmente nossa cidade caminha muito lentamente e sempre escuto que por aqui nada acontece porque tem sempre alguém que interrompe o processo. Mas não é bem assim. O que ainda não aprendemos foi planejar e cumprir com todos os rituais estabelecidos pela lei. Precisamos de um executivo qualificado, para não ter que “achar purpurina no bolso alheio”. Com competência e planejamento já é difícil tocar a máquina pública. Mas sem, é impossível. Temos que reconhecer “nossa” incompetência.
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