sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Urubus
Perguntaram-me como era voltar a morar em Antonina?
Pensei...pensei e respondi:
“ Pescar um bagrinho por dia até que é fácil, difícil mesmo é
aguentar os urubus”.
terça-feira, 12 de março de 2013
Velha Morada
Velha Morada
Uma velha e histórica residência é colocada a venda através
de leilão. Vários pretendentes manifestam suas intenções em adquiri-la, pois sua maioria se diz apaixonada por ela e garante sua
restauração caso a
transação venha a ser concretizada.
A situação do referido imóvel não é dos mais animadores. Por
se tratar de uma construção
antiga irá precisar de uma reforma quase que total.
Sua fachada foi descaracterizada devido à falta de interesse
de seus últimos proprietários e das intempéries. Chove muito dentro, precisando
urgentemente de uma reforma na estrutura do seu telhado. A área apesar de
protegida se encontra com muito lixo e o mato toma conta de tudo.
Anos atrás, devido as fortes chuvas na região aconteceram
alguns alagamentos e deslizamentos de terra, afetando consideravelmente a
propriedade.
Seus centenários jardins também precisam de reformas, pois
seu último proprietário em um ato de pura ignorância, mandou cortar dezenas de
árvores.
Apesar de antiga, há instalações elétricas e hidráulicas,
mas quase sempre são interrompidas quando ameaçadas por simples manifestações
da natureza. Também não está ligada a rede de tratamento de esgoto, utiliza
fossas que são despejadas diretamente ao mar.
No dia do leilão, o menos pretensioso dá um lance inesperado
e adquire o imóvel.
Dia seguinte ninguém acredita tal façanha, nem mesmo o
pretendente comprador, que dali em diante vai ter que mostrar a seus familiares
e amigos, o por que desta tão aguerrida empreitada.
Mais de sessenta dias se passaram entre o dia do leilão e a
verdadeira entrega da chave da morada, devido aos procedimentos legais de
transferência e registro do imóvel.
Familiares e amigos como também vizinhos do local estão
esperançosos e atentos para a entrega da documentação e das chaves do referido
imóvel para o novo proprietário. E acreditam que, considerando tal disposição
na disputa do processo, tenha aproveitado os dias subseqüentes ao leilão, para
contratar equipe competente e planejar ações prioritárias para no mínimo melhorar
seu aspecto de limpeza e conservação.
No dia primeiro de janeiro lhe foi entregue as chaves da
propriedade, onde junto com seus amigos e familiares puderam tomar posse do
referido e histórico imóvel.
Muitos dias já se passaram e o que mais a comunidade vem
notando, é um entra e sai de pessoas. Mas até o momento não deu para notar
nenhuma melhora daquela velha e histórica residência.
Houve-se que o atual proprietário tem reclamado muito dos
antigos empregados, que eram os responsáveis pela manutenção do imóvel. E no
lugar de um bom diálogo e um convite para que eles possam participar da sua
recuperação, o que se percebe é uma ação de “caça as bruxas”.
Pela importância histórica da velha morada, muitos são os
interessados em deslumbrar com as ações prometidas e verdadeiras para a sua
reforma. O que não dá para ouvir, são as desculpas vãs
que alegam impossibilidades das mais adversas.
que alegam impossibilidades das mais adversas.
Quem adquire uma velha moradia, precisa saber tudo aquilo que será necessário para recupera-la.
Ou será que o tal novo proprietário não sabia?
Ou será que o tal novo proprietário não sabia?
Em tempo de Conclave...
ANJOS E DEMÔNIOS.
Para quem ainda não assistiu, vale a pena conferir e rever seus conceitos.
Em qualquer locadora de vídeo.
Dois anos de espera castigam o Litoral
![]() |
| Das 88 casas em construção em Antonina, 18 estão em fase de conclusão. A previsão é de que todas estejam prontas até julho |
Gazeta do Povo - Publicado em 11/03/2013 | KATIA BREMBATTI
Famílias continuam em abrigos nas cidades atingidas pela
enchente. A maioria das casas não está pronta e pontes não foram reconstruídas
Podiam ser cicatrizes, mas ainda são feridas abertas. Passados
dois anos da tragédia que fez água e lama invadirem casas no Litoral do Paraná,
as marcas da enxurrada ainda afetam a vida de muita gente. Apesar dos R$ 24
milhões já investidos, famílias continuam em abrigos e pontes não foram
refeitas. Moradores de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba aprenderam a
conviver com as consequências da grande enchente.
Para quem vivia em um
amplo sobrado de mais 100 metros quadrados, em Antonina, a família do
garçom Magno Azevedo se vê apertada em uma casa de dois quartos, dividida com
outra família. A chuva continua sendo um pesadelo. A cada pancada, a água
escorre por paredes, focos de luz e janelas.
Prevenção
Após enchente, estudos foram feitos
para evitar nova tragédia na região
O
deslizamento de morros e o desmoronamento de casas mataram quatro pessoas no
Litoral paranaense em 11 de março de 2011. As cidades de Morretes, Antonina,
Paranaguá e Guaratuba foram atingidas. Depois do desastre, foram feitos estudos
sobre áreas de risco e levantamentos para indicar áreas preferenciais de
atuação em caso de emergência, como ruas que mais alagam e morros mais
suscetíveis.
Após a
enchente, o número de estações pluviométricas – que monitoram o volume das
chuvas – aumentou de 14 para 20. Além disso, duas comunidades receberam
treinamento de evacuação. Estudos sobre a viabilidade da ocupação na comunidade
rural de Floresta também foram feitos, mas o governo estadual ainda não tomou
uma decisão final sobre a situação. Pelo menos 78 famílias manifestaram a
vontade de continuar na área rural.
Escola
Recentemente, a Gazeta do Povo mostrou a situação de
estudantes que, sem transporte escolar por causa da falta de pontes, precisam
caminhar sete quilômetros – atravessando pequenos córregos – para chegar à
escola em Paranaguá.
Adaptação
Confira a história de algumas pessoas
que ainda vivem as consequências da enchente:
Floresta
O
agricultor Nagib Capeta não pretende sair do distrito de Floresta, em Morretes.
“Estão dando a Floresta como desativada. Estamos sem direito de fazer
empréstimo em banco”, conta. Ele diz que a saída para o asfalto enche em dias
de chuva e que a dragagem feita no rio foi insuficiente. “Tiraram a areia e
jogaram para cima do barranco. Quando chove, volta tudo”, resume.
Morro Inglês
A
professora Liliane Celestino Andreoli é moradora de Morro Inglês, em Paranaguá.
“Onde eu moro não existe ponte. Em dia de chuva não dá para passar”, afirma.
Nos outros dias, as pessoas precisam passar por um curso d’água. “A gente vai
se adaptando. É um lugar que a gente gosta. A minha família vive aqui há mais
de 100 anos.”
Antonina
O
servidor público Gilberto Cardoso, 36 anos, continua morando com a família em
um abrigo improvisado em Antonina. “Graças a Deus, não perdemos ninguém na
enchente”, conforma-se. Quando foi morar na casa de três cômodos, que é
dividida com outra família, não imaginou que ainda estaria ali dois anos
depois. “Aqui eu não posso mexer em nada. A casa não é minha”, comenta.
Dinheiro
R$ 43,3 milhões foram destinados pelos
governos federal (R$ 21,2 mi) e estadual (R$ 22,1 mi) para a recuperação do
Litoral paranaense. Confira como o montante é usado:
Obras concluídas
•
Recuperação das rodovias PR-340 e PR-408: R$ 17,5 milhões
•
Estabilização de taludes: R$ 1,7 milhão
• Reforma
de abrigos temporários: R$ 97 mil
• Reforma
nas redes de água, esgoto e energia: R$ 510 mil
•
Terraplanagem e drenagem em Paranaguá: R$ 1,4 milhão
•
Recuperação, limpeza e canalização de rios: R$ 2,7 milhões
Em execução
•
Construção de 223 casas: R$ 9,3 milhões
Em fase de licitação
•
Construção de 19 pontes: R$ 10 milhões
segunda-feira, 11 de março de 2013
O 11 DE MARÇO
Publicado em 11/04/2011 e no livro "Tenho Dito" 2012.
O 11 DE MARÇO
O dia 11 de
março de 2011 será marcado pelos
episódios naturais ocorridos em nossa cidade. A bela “deitada-à-beira-do-mar”,
como dizia o poeta, acordou assustada com as notícias nunca divulgadas de
enchentes e deslizamentos de morros em seu ventre e entorno, causados pela
quantidade de chuva torrencial que se abatia.
No dia anterior,
a natureza já havia traçado um desenho do que estava para acontecer, quando
começou chover em quantidade e volume nunca vistos, descendo dos morros, alagando os
pontos mais baixos e dando o primeiro indício com o deslizamento no Morro do
Bom Brinquedo, no coração da cidade.
Mas foi na noite
do dia 10, quinta-feira, e amanhecer do dia
11, sexta, que presenciamos o maior volume de chuva aqui registrado.
A quantidade e a
força da água foram tão intensas que os telhados das casas indicavam que todos
iriam desabar. As centenárias telhas de algumas casas históricas não resistiam
a tal quantidade de água e gotejavam por inteiro, causando pânico aos
moradores. As luzes se apagaram, os telefones ficaram mudos e o abastecimento
de água potável foi interrompido.
Mas foi em torno
das 14h que começamos a perceber a
verdadeira consequência das intensas chuvas, quando aconteceram os
deslizamentos no bairro das Laranjeiras. Dois morros no seu entorno não
suportaram tanta água, deslizaram e levaram árvores, pedras e lama, soterrando
grande parte das moradias e fazendo uma vítima fatal. Em outras localidades também
aconteciam deslizamentos, como na Graciosa de Cima, no Bairro da Caixa D’Água,
Buraco da Onça e no km 4. Somente não houve mais vítimas fatais nos
soterramentos devido ao trabalho dos policiais do Corpo de Bombeiros, que, aos
primeiros sinais, retiraram os moradores. As ruas centrais se transformaram em
verdadeiros rios e todas as casas abaixo do nível das ruas foram tomadas pelas
águas. Bairros inteiros foram alagados.
Fomos todos
vítimas, independente de grau de perda. A noite foi longa, mais ainda para os
desabrigados que perderam tudo e para centenas de desalojados que foram
acolhidos em igrejas e escolas municipais. O momento era indescritível de pura
tristeza, choro, pânico e desalento. Ninguém acreditava que tudo aquilo estava
acontecendo conosco, pois estávamos acostumados a ver este tipo de cenário
somente pela televisão. Em outras comunidades.
As autoridades
constituídas começaram imediatamente
suas tarefas de abrigar as pessoas, cadastrá-las e coletar doações para
minimizar o sofrimento. A Defesa Civil fez sua parte e a maioria da comunidade
não mediu esforços para ajudar. Um enorme mutirão aconteceu. Parecia que
estávamos em guerra. Som de helicóptero tangia nosso amargo silêncio e dezenas
de veículos cruzavam nosso olhar, carregando móveis, mantimentos e distribuindo
água potável para a população. Autoridades de todos os escalões nos visitaram e
viramos noticiário nacional.
O dia 11 de
março das tão cantadas chuvas nos
pegou de maneira diferente, de surpresa, sem estarmos preparados, apesar de “termos consciência” da natureza do nosso hábitat e da
fragilidade do nosso solo. A natureza reagiu e mandou seu recado. Espero que
tenhamos ouvido, visto e refletido para agirmos com mais sabedoria e respeito.
Nossa cidade não é mais a mesma depois do dia 11 de março de 2011.
quinta-feira, 7 de março de 2013
A chuva cai
A chuva forte cai no telhado
Na rua caminha pela calçada
Em direção ao mar
As centenárias telhas
Já não aguentam tão forte pancada
De dentro configuram
Imagens imagináveis e sonoras
Não somente os sons da chuva
Mas das batidas nas platibandas
Calhas, janelas e portais.
A chuva cai lá fora.
Amanhã vai ter sol...
Novamente.
Eduardo Nascimento
04 mar 2010
quarta-feira, 6 de março de 2013
CARGOS COMISSIONADOS DA PMA
Agora é a Câmara dos Vereadores fiscalizar os desvios de função. Credo! Tem cada um.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Valores invertidos
VALORES INVERTIDOS
É difícil conviver em uma sociedade quando um cidadão –
consciente de seus direitos –tenta defender a vida, a natureza ou a sua própria
história e recorre às instituições públicas, tais como Ministério Público, IAP
– Instituto Ambiental do Paraná ou até mesmo ao IPHAN – Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional –, órgãos fiscalizadores, no sentido de alertar
abusos ou crimes cometidos por algum cidadão ou entidade governamental da
cidade. Infelizmente o cidadão é rifado pelos “safados de plantão” e de mocinho
passa a ser tratado como bandido. “Bom mesmo” é quem se apropria de recursos
públicos, digo, rouba e vira “doutor”, empreendedor e até é convidado para se
tornar assessor no “Ministério da Hipocrisia e da Mediocridade”.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Memória Fotográfica
Dicas de cinema
Assisti ontem. Fantástico! A jovem atriz Quvenzhané Wallis foi indicada para o Oscar de Melhor Atriz...mas não ganhou a estatueta. Mais um motivo para ver sua impecável atuação. A história é de uma menina de seis anos que vive com o pai as margens de um rio em uma comunidade pobre. Um dia seu pai descobre que está muito doente e começa a ensinar a filha como sobreviver em sua ausência.
Nos cinemas mais próximos!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
MENTIRAS VERDADEIRAS
Notícias que gostaríamos ouvir:
a)
Empreiteira responsável pelas obras de reurbanização e
pavimentação das avenidas Thiago Peixoto – desde o km4 – e Conde Matarazzo, é
autuada pelo Ministério Público e deverá entregar as obras prontas até o dia
primeiro de abril.
b)
Secretariado entrega ao prefeito relatório das ações
desenvolvidas durante os dois primeiros meses de gestão, marcados pelas
inovações não só no tratamento da cidade, como também com o atendimento ao
público.
c)
Prefeito, em programa de rádio, elogia performance do
funcionalismo público municipal e garante aprovar um Plano de Cargos e
Carreiras, ainda no primeiro semestre.
d)
Trapiche Municipal ganha nova iluminação, flutuante e
vigilância 24 horas. Melhorando consideravelmente a utilização do local pelos moradores,
ilhéus e visitantes.
e)
Após nomear os Conselhos Municipais, prefeito pede dedicação
aos membros para encaminhar propostas que venham melhorar as condições da
comunidade.
f)
Enfim finalizado estudo de sinalização de veículos no centro
da cidade. A implantação do sistema será imediata, dependendo agora da
licitação para fornecimento das placas.
g)
A Empresa Techint finalizou junto ao Governo do Paraná, os
últimos ajustes para a instalação industrial definitiva no espaço portuário de Antonina.
Antigos funcionários do Porto serão remanejados para Paranaguá.
h)
Hospital de Antonina reabre e satisfaz comunidade, melhorando
o pronto atendimento, encaminhamentos e especialidades. O novo Centro Cirúrgico
já está em funcionamento.
i)
A valorização dos profissionais locais é a marca da atual
administração municipal.
Todos os cargos comissionados
foram criteriosamente preenchidos. Prática também adotada para nomeação do
segundo escalão: diretores e chefes.
N.E.do Blog: Mas quem não gostaria de ler estas notícias?
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Utilidade pública - direito do idoso
Para nós idosos - com mais de sessenta anos - e familiares.
DIREITO DO IDOSO!
Tome conhecimento, de um direito do idoso que todos devemos conhecer e
divulgar pois, nem os hospitais, nem os planos de saúde divulgam.
De acordo com o Art. 16, Capítulo IV, da Lei nº 10.741, de 1º de
outubro de 2003 (Estatuto do Idoso): "Ao idoso internado ou em
observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de
saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em
tempo integral, segundo critério médico."
Nestas "condições adequadas" está incluído: o pernoite e as
três refeições. Independe do plano de saúde contratado pois está na
lei. Recebi orientação de uma advogada que entende do assunto. Dois
idosos conhecidos conseguiram o benefício apenas falando com o
hospital e o plano de saúde. Eles cederam logo porque sabem que é um
direito, apenas não avisam...
Todos nós temos ou teremos alguém nesta situação, portanto, vamos divulgar!
DIREITO DO IDOSO!
Tome conhecimento, de um direito do idoso que todos devemos conhecer e
divulgar pois, nem os hospitais, nem os planos de saúde divulgam.
De acordo com o Art. 16, Capítulo IV, da Lei nº 10.741, de 1º de
outubro de 2003 (Estatuto do Idoso): "Ao idoso internado ou em
observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de
saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em
tempo integral, segundo critério médico."
Nestas "condições adequadas" está incluído: o pernoite e as
três refeições. Independe do plano de saúde contratado pois está na
lei. Recebi orientação de uma advogada que entende do assunto. Dois
idosos conhecidos conseguiram o benefício apenas falando com o
hospital e o plano de saúde. Eles cederam logo porque sabem que é um
direito, apenas não avisam...
Todos nós temos ou teremos alguém nesta situação, portanto, vamos divulgar!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Torre de Babel...para não ter que escrever de novo
Publicado no blog em 20/01/2006
TORRE DE BABEL
Esta semana recebi um convite para exposição promovida pela Prefeitura Municipal de Antonina, chancelado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Esta tal Secretaria não existe. É preciso que a atual gestão faça a sua tão esperada reforma administrativa para que a gente – e também eles – comece a se entender. O Secretário que assina pela cultura é de direito Secretário da Cultura e Comunicação, que está também respondendo pela Secretaria do Turismo, que não é do Turismo é do Esporte e do Turismo. O Esporte esta na Secretaria da Educação, que gostaria de ser Educação, Esporte e Laser, e não é. Já quem “assina” e responde pela Secretaria da Comunicação é por lei o Secretário de Indústria e Comércio, que inexiste de fato. O Chefe de Gabinete responde pelo Departamento de Compras, e quem realmente atende o Gabinete é quem se diz Secretário de Governo, cargo que não existe. Depois de também ter assinado por algum tempo como Secretario de Turismo e saber que o “tempo” de maturação de idéias do nosso prefeito é dos bem demorado, já esta na hora de tomar as medidas que venham solucionar está total confusão, ou “poderemos” responder por crime de falsidade ideológica.
TORRE DE BABEL
Esta semana recebi um convite para exposição promovida pela Prefeitura Municipal de Antonina, chancelado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Esta tal Secretaria não existe. É preciso que a atual gestão faça a sua tão esperada reforma administrativa para que a gente – e também eles – comece a se entender. O Secretário que assina pela cultura é de direito Secretário da Cultura e Comunicação, que está também respondendo pela Secretaria do Turismo, que não é do Turismo é do Esporte e do Turismo. O Esporte esta na Secretaria da Educação, que gostaria de ser Educação, Esporte e Laser, e não é. Já quem “assina” e responde pela Secretaria da Comunicação é por lei o Secretário de Indústria e Comércio, que inexiste de fato. O Chefe de Gabinete responde pelo Departamento de Compras, e quem realmente atende o Gabinete é quem se diz Secretário de Governo, cargo que não existe. Depois de também ter assinado por algum tempo como Secretario de Turismo e saber que o “tempo” de maturação de idéias do nosso prefeito é dos bem demorado, já esta na hora de tomar as medidas que venham solucionar está total confusão, ou “poderemos” responder por crime de falsidade ideológica.
ADMINISTRANDO FOFOCAS Publicado no blog em 21/05/2006
Infelizmente, uma grande parte da nossa sociedade, principalmente aquela que votou no atual prefeito - mais em protesto a péssima administração passada, do que pela proposta do candidato – a cada dia que passa vai se decepcionando com o tratamento com que está sendo administrada a nossa cidade. Pra iniciar, um imenso “desarranjo” funcional. Quase nada funciona. A necessária reforma administrativa que deveria ter sido encaminhada para a Câmara nos primórdios do primeiro ano de mandato, até esta data nada foi feito. Agora, por medidas legais, tem Secretário que deixou o cargo, mas continuará assinando pela Secretaria como Diretor, para não perder o emprego. A famosa “Torre de Babel”, que já escrevi nos meus primeiros artigos, continua. Mas o pior é saber que o nosso alcaide prioriza fofocas e vai de cidadão em cidadão “tirar a limpo” o que ouviu de um suposto “amigo”. Em lugar de juntar as pessoas, as que pensam diferentes também, e tentar começar a solucionar os nossos problemas, se dá ao luxo de “administrar fofocas” e parte para o confronto com todo mundo. "O estabelecimento não presta..." porque as pessoas que o frequentam não comungam com ele. O outro... É um bastardo e falido!” Alguns (em posse de uma planilha de
Infelizmente, uma grande parte da nossa sociedade, principalmente aquela que votou no atual prefeito - mais em protesto a péssima administração passada, do que pela proposta do candidato – a cada dia que passa vai se decepcionando com o tratamento com que está sendo administrada a nossa cidade. Pra iniciar, um imenso “desarranjo” funcional. Quase nada funciona. A necessária reforma administrativa que deveria ter sido encaminhada para a Câmara nos primórdios do primeiro ano de mandato, até esta data nada foi feito. Agora, por medidas legais, tem Secretário que deixou o cargo, mas continuará assinando pela Secretaria como Diretor, para não perder o emprego. A famosa “Torre de Babel”, que já escrevi nos meus primeiros artigos, continua. Mas o pior é saber que o nosso alcaide prioriza fofocas e vai de cidadão em cidadão “tirar a limpo” o que ouviu de um suposto “amigo”. Em lugar de juntar as pessoas, as que pensam diferentes também, e tentar começar a solucionar os nossos problemas, se dá ao luxo de “administrar fofocas” e parte para o confronto com todo mundo. "O estabelecimento não presta..." porque as pessoas que o frequentam não comungam com ele. O outro... É um bastardo e falido!” Alguns (em posse de uma planilha de
IPeTeUS )... “São devedores e safados!”.Etc...etc...etc.
Esperávamos que esta gestão não tivesse o mesmo comportamento que a anterior. Mas repete os mesmos erros e às vezes ainda pior, pois a ex-mandatária, sabia reconhecer as pessoas que lhes confiaram. Parafraseando uma internauta: “a Mônica vai processar o Kleber por plágio”.
A cidade continua sem nenhum projeto, principalmente de geração de renda. Vai passar seus quatro anos “tapando buracos” e perseguindo os que não aceitam este tipo de situação. Não é possível ainda acreditar em um administrador, que em dezessete meses de gestão, sequer fez uma reunião administrativa (uma, sim senhor), com o seu secretariado, para discutir programas e estratégias. Durma com um barulho desse.
P.S. Pelo bem da nossa cidade, gostaria de estar enganado quando a minha atual leitura desta administração. Pois temos que torcer, para que a cidade funcione.
Esperávamos que esta gestão não tivesse o mesmo comportamento que a anterior. Mas repete os mesmos erros e às vezes ainda pior, pois a ex-mandatária, sabia reconhecer as pessoas que lhes confiaram. Parafraseando uma internauta: “a Mônica vai processar o Kleber por plágio”.
A cidade continua sem nenhum projeto, principalmente de geração de renda. Vai passar seus quatro anos “tapando buracos” e perseguindo os que não aceitam este tipo de situação. Não é possível ainda acreditar em um administrador, que em dezessete meses de gestão, sequer fez uma reunião administrativa (uma, sim senhor), com o seu secretariado, para discutir programas e estratégias. Durma com um barulho desse.
P.S. Pelo bem da nossa cidade, gostaria de estar enganado quando a minha atual leitura desta administração. Pois temos que torcer, para que a cidade funcione.
N. E. do Blog: Parece que mudou somente o cacique. Continuam
os mesmos vícios e a falta de visão administrativa. Somos tratados sem o mínimo
respeito.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Entre idas e vindas. Tombamento.
Agora parece que a coisa vai começar a funcionar.
Não somente uma equipe da Câmara Municipal como da
prefeitura marcaram presença no escritório do IPHAN-PR em Curitiba nos últimos
dias (sic).
Após o tombamento da cidade, o Iphan vem atentamente
fiscalizando as movimentações quanto às alterações sobre os nossos bens
arquitetônicos. Enquanto nossos administradores - quer no executivo como no
legislativo – ainda não tinham conhecimento dos novos procedimentos que já
deveriam ter sitos adotados, após a assinatura do Termo de Tombamento.
Problemas vieram a surgir, quando a própria Câmara Municipal
foi autuada pelo Iphan-Pr, por não ter sido consultado para a recuperação da
pintura da fachada do seu prédio. E também, na inclusão da nossa cidade no PAC
das Cidades Históricas, onde todos foram “forçados” a se mobilizar, para não
perder o prazo – 19 de fevereiro – para apresentação de uma lista de
obras prioritárias. A qual no mês de março será submetida à aprovação das
instâncias de gestão do PAC, que definirá a previsão de investimentos para cada
cidade.
Segundo informações paralelas, a lista foi apresentada
dentro do prazo, garantindo recursos que serão aplicados para a recuperação do
nosso patrimônio, nos próximos anos.
Quais são essas obras a gente não sabe. Pois ainda nossos
governantes não aprenderam a consultar a sociedade para decidir suas
prioridades, pois recursos são raros e precisamos é investir em obras que
garantam melhorias na qualidade de vida e geração de renda. Eu disse GERAÇÃO DE
RENDA!
Também parece que ficou claro na reunião com o pessoal da
prefeitura, que as ações deverão ser executadas pela administração municipal, a
qual deverá montar equipe técnica e capacitada para tal tarefa.
A participação da comunidade é fundamental para a
concretização dos programas e das ações de proteção ao nosso patrimônio, para
isso deverão ser realizadas Audiências Públicas, no sentido de normatizar essas
ações. Cabendo ao Legislativo Municipal a fiscalização do cumprimento da Lei de
Tombamento e a criação de Leis Complementares, que venham ainda mais facilitar
a conservação dos bens protegidos.
Até parece que a coisa começa andar. E tenho dito!
![]() |
Cópia da Ata da reunião que ocorreu no último dia 05 de
fevereiro na sede do Iphan-Pr.
Fonte: http://vereadormarciobalera.blogspot.com.br/
|
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
ECOS DO CARNAVAL....Para não ter que escrever de novo
Publicado em 28/02/2007 e no livro "Tenho Dito" 2012.
ECOS
DO CARNAVAL
O
nosso carnaval, por sua própria naturalidade, é muito bom. Sua diversidade de
comportamentos e atrativos faz a diferença. Aqui se tem um pouco de tudo ao
mesmo tempo. Blocos de rua, desfile de escolas de samba, baile público e muita
brincadeira.
Claro
que tem seus problemas, muitos de longas datas, tais como falta de
infra-estrutura, de recursos financeiros, de serviços de qualidade, de
organização e pouca, muito pouca divulgação.
Nos
últimos dois anos temos que reconhecer uma pequena melhora, principalmente com
o reaparecimento das Escolas de Samba, da transmissão ao vivo do desfile feita
pela Paraná Educativa e de pontuais melhorias na organização. Mas faltam muitas
coisas a serem feitas para transformar esta festa não somente em um produto da
alegria, mas em um produto turístico.
Acho
fundamental a participação da sociedade na organização do evento – algo que não
vem acontecendo – para discutir os ajustes que possam aperfeiçoar ainda mais o
já consagrado Melhor Carnaval do Paraná.
O
que não podemos é continuar eternamente convivendo com “achismos oficiais” na
tentativa de vender um produto de “mentirinha”. A profissionalização dos
serviços e uma maior seriedade dos políticos poderão contribuir de maneira
positiva no resgate da nossa melhor festa. Garantida, como sempre, pela alegria
dos foliões e pelos trabalhos incansáveis dos nossos artistas, compositores e
carnavalescos.
Venho
há muito tempo tentando achar formas para melhorar ainda mais esta grande
festa, mas quem sou eu, um simples observador, para criar formatos. Até cheguei
a pensar em não escrever sobre o assunto e somente mostrar o que eu sei fazer
de “melhor”, as minhas fotos. Mas, como em comunicação a palavra redundância
tem um valor importante, pois é somente “redundando” que se consegue reforçar a
informação, estou aqui de novo.
CENTRO
DE EVENTOS
O
formato como está sendo montada a atual manifestação não cabe mais no espaço
competente. É preciso urgentemente, para preservar o pouco que nos resta do
patrimônio histórico e cultural, criar um espaço adequado para a realização de
eventos deste porte. São aproximadamente 20 mil pessoas que se apinham na
avenida para brincar ou assistir ao carnaval, no meio de barracas, cercas,
equipamentos de som, postes, ligações de esgoto, hidráulica, postes de
decoração, sanitários... Uma verdadeira “michorna” visual e física que
atrapalha tudo e todos em uma verdadeira aula de poluição ambiental, altamente
insustentável. A programação da implantação de um espaço multiuso se faz necessária
e é bom lembrar que temos – a municipalidade – um terreno livre, bem em frente
à sede do 29 de Maio, que poderá acolher este equipamento. Sabemos também que o
nosso município tem sobra de caixa e poderá contratar dívida de até 2,5 milhões
de reais, mais que necessária para a implantação deste tipo de empreendimento.
Defendo
e acredito que este tipo de equipamento será de muito mais utilidade do que a
construção de um simples ginásio de esportes, pois organizaria de maneira
sustentável o desenvolvimento de projetos e atividades turísticas, culturais e
recreativas e na comercialização dos nossos produtos artesanais, gerando uma
verdadeira cadeia produtiva e de renda. Claro, quero deixar bem esclarecido que
em nenhum momento sou contra a construção de um ginásio de esportes, mas, se
tivesse que priorizar optaria pelo Centro de Eventos e melhoraria as condições
da quadra coberta poliesportiva do Batel. Já que não temos recursos para tudo,
temos que priorizar aquelas obras que possam contribuir para a geração de renda
da população. Depois, faremos o resto.
CARNAVAL
NOTA...
Para
quem aprendeu a transformar objetos de arte e comunicação em números, não me
parece muito difícil dar uma nota para o nosso último carnaval: sete. Sete,
dentro do princípio de avaliação de atividades educacionais, é considerada uma
boa nota, não é nota média, porque média matemática é cinco. Então sete por
todos os pontos fortes e fracos que o nosso maior evento teve. Em muito pouco
tempo, pouco menos de quatro anos, a nota seria muito abaixo da média cinco.
Quase chegamos ao fundo do poço e torcemos para que possamos, em bem pouco
tempo, chegar ao topo da avaliação.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Carnaval de Antonina 2013 - Fotografias II
Segunda-feira - Dia das Escandalosas
Os interessados em adquirir uma fotografia em alta resolução e sem marca d'agua
solicitar por e-mail: eduardobo51@ibest.com.br.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Fotografias do Carnaval de Antonina . 2013
DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA
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| Alegoria Filhos da Capela |
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| Bateria do Batel |
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| Bateria Brinca |
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| Alegoria Capela |
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| Alegoria Capela . Marcelo Cecyn |
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| Alegoria Batel |
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| Alegoria Batel . Detalhe |
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| Comissão de frente BAtel |
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| Mestre Sala e Porta Bandeira . Leões de Ouro |
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| Bateria Leões - Mogango |
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| Pandeiro . Leões de Ouro |
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| Rainha Bateria . Batel |
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Previsão do tempo em Antonina...

Na sexta, sábado,
domingo, segunda e terça,
muita festa e alegria.
É o que sabemos
fazer de melhor.
Faça chuva ou faça sol...
Aqui sempre haverá carnaval!
Mas é bom ver a previsão para sair prevenido:
http://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/cidade/1300/antonina-pr
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Histórias e Estórias XIII...Enfeites de Carnaval
ENFEITES DE CARNAVAL
Lá pelos idos dos anos sessenta, mais precisamente entre
1967 e 1969. Trabalhava em uma loja em Antonina como ajudante de pacoteiro, mas
como tinha aptidão para pintura, também fazia os cartazes e enfeites
decorativos.
Próximo ao carnaval, o presidente do Clube dos Operários,
seu Douglas Guimarães conhecedor das minhas habilidades, me convidou para fazer
a decoração do salão do clube para os bailes carnavalescos. Lá fui eu, com meus
pincéis e uma grande bobina de papel, a fazer os desenhos para decorar o local.
Figuras de bruxas, arlequins, pierrôs e colombinas – ícones
bem representativos da época – foram pintados nos cartazes que decoraram as
paredes para os bailes do clube, até então considerados os melhores e mais
animados da cidade.
Em Morretes
Também fui contratado pelo senhor Miguel Maceno, presidente
do Clube dos Operários de Morretes o qual me encomendou uma réplica do foquete
APOLO 5, que era o nome do conjunto musical contratado para animar os bailes
carnavalescos do clube.
Confeccionei o foguete em isopor, pintado com tinta Acrilex
fosforescente, adequado aos ambientes da época, onde o escurinho era resultado
de uma lâmpada chamada “luz-negra”, que dava um brilho aos objetos quando
pintados com tintas apropriadas.
O tal enfeite foi construído em quatro partes e quando lá
chegou foi montado, colado e pendurado sobre o conjunto musical.
Transporte
Construir o tal foguete não foi muito problemático, o
complicado era como transportar até Morretes aquele “grande” objeto, pois não
dispunha de nenhum meio de transporte que pudesse me facilitar.
Sem pestanejar peguei mesmo foi o trem das 15h, que saía de
Antonina com destino a Curitiba e Paranaguá, com “baldeação” em Morretes.
Chamei seu Brites – carroceiro que fazia os fretes na
Estação Ferroviária - carreguei os módulos, despachei para o destino e
acompanhei tal “odisséia”.
Às 16h30 estávamos chegando ao destino. Desembarcamos o
objeto e utilizei-me do mesmo meio de transporte – carroça - para chegar
até o Clube dos Operários.
Depois de montado como havia programado, já a “noitinha” ligamos as luzes do salão e o efeito fosforescente transformava aquele simples
objeto em uma bela alegoria.
No dia do baile foi só alegria, pois felicidade maior foi
ter feito a primeira encomenda fora da minha cidade e ter
conseguido um resultado satisfatório.
O resto foi só carnaval! Coisas da vida.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Dar apelido é esporte em Antonina
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Roberto Fernandes é Cara-de-Relógio.
Por que,
ninguém sabe.
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
|
Além dos atrativos naturais, cidade do litoral leva fama pelos codinomes dos moradores, que querem transformar as alcunhas em atração turística05/02/2013, 00:12 GISELE BARÃO, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO
Marquinho Pé-de-Mola, Luiz Pirulito, Pelicano,
Cara-de-Relógio, Boca-de-Caçapa, Pé-de-Pano. Em Antonina, no Litoral do Paraná,
todo mundo se conhece pelo apelido. O costume é uma das marcas da cidade e não
gera intriga para ninguém. A origem pode ser a personalidade, uma
característica física chamativa, um sobrenome diferente, uma história de
infância ou, simplesmente, uma brincadeira sem explicação. E, se o apelido
pegar mesmo, o nome verdadeiro pode virar história. É o que conta João Peixoto.
Quem? O João Foró. “Se perguntar por João Peixoto, ninguém sabe quem é”, diz.
Roberto Fernandes, vereador em Antonina, é conhecido como
Cara-de-Relógio desde os 19 anos. A origem não tem nenhuma explicação lógica,
mas pegou. “Quem me deu esse apelido foi o Pé-de-Pano”, conta. Famílias
inteiras também ganham nomes diferentes. Tem os Araponga, os Boca Larga, a
família Garça, família Maravilha e os Pinto Loco, conhecidos assim por causa da
tradicional participação nas folias de carnaval.
Virou
moda
São tantos codinomes que a cidade os assumiu como
característica. E há quem se preocupe em registrar a criatividade dos moradores
na invenção dos apelidos. O cantor e compositor Rui Graciano, filho da famosa
dupla caipira Belarmino e Gabriela, mora em Antonina há cerca de 30 anos e já
fez músicas sobre o costume. A “Moda dos Apelidos” foi composta na década de
80. “Depois do sucesso, algumas pessoas vieram me cobrar, porque o apelido
delas não estava na letra da música”, conta.
Um dos personagens citados na “Moda dos Apelidos” é o
professor aposentado Eduardo Nascimento, o Eduardo Bó. Ele mantém um blog há
cerca de dez anos, no qual já contou casos divertidos sobre o tema.
Também há preocupação em transformar os nomes alternativos
em uma marca cultural da cidade. Para algumas pessoas, o costume poderia ganhar
um espaço de homenagem em Antonina, funcionar até como atrativo turístico.
Nascimento conta que, junto com outros colecionadores, já buscou projetos para
consolidar a ideia. “A cidade tem essa essência e queríamos transformar em
produto cultural”, conta. Mas o município não tem nenhum projeto oficial que
garanta ao menos a catalogação.
Rui e a esposa, Soraya Valente, formam uma dupla caipira.
Nos shows que fazem pelo país, eles contam histórias dos apelidados de
Antonina. Os dois já catalogaram mais de 900 nomes diferentes. A intenção é
reunir alguns e publicar em livro. “As pessoas trazem apelidos na nossa casa, ou
me encontram na rua e contam uma história”, diz. Curiosamente, eles escaparam:
não têm nenhum apelido. Ainda.
Na boca do povo
Conheça mais
histórias de personagens de Antonina:
Dalila Bú
Uma senhora chamada Dalila, que perambulava pela cidade até
os anos 80, descalça, com roupas velhas e uma cesta de cipó ganhou dos
moradores o apelido de Bú. Cada vez que passava e era chamada assim, Dona
Dalila Bú praguejava: “Bú é a mãe”, dizia. Mas, no fundo no fundo, Bú gostava
do novo nome. Se as pessoas ficavam em silêncio quando ela passava, Bú
insistia, até ouvir o chamado. E aí, enérgica, voltada a distribuir
xingamentos.
Aposta de curitibano
Um curitibano, certa vez, apostou com amigos que iria até a
cidade e conseguiria voltar sem apelido nenhum. Chegando a Antonina, o homem se
isolou em um hotel e apenas olhava pela janela de vez em quando. Na hora do
retorno, ao sair do estabelecimento, ouviu como despedida dos moradores:
“Tchau, Cuco!”.
Eleições
Em eleições municipais, candidatos também apostam em nomes
populares para ganhar um voto ou outro. Zé da Verdura, Zé Boiadeiro, Clayton
Galo Cego, Jessé Papai Noel, Marquinhos da Quiboa, Mario Malária, Jorge Gato e
Vera do Castelinho concorreram ao cargo de vereador nas eleições do ano
passado.
Casamento
Uma composição de Rui Graciano conta a história do casal
antoniense Pedro e Maria. Segundo ele, o romance deu certo porque os apelidos
combinaram: Pedro Perereca e Maria Tararaca.
Veja matéria e vídeo: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/verao/conteudo.phtml?id=1342228#video
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
TOMBAMENTO: PROCEDIMENTOS OBRIGATÓRIOS
Após a postagem da matéria sobre o PAC das
Cidades Históricas, onde me referi sobre a regulamentação da Lei de
Tombamento, o Arquiteto Moisés Stival – leia IPHAN-PR, fez no Facebook um comentário técnico que poderá nos auxiliar no
entendimento dos procedimentos que devemos tomar, quanto a real situação da
nossa cidade pós-tombamento:
"Não existe a regulamentação da lei do tombamento. O que existe é a exposição das diretrizes e normas através de portaria do que pode e não pode ser feito.
O tombamento já é uma lei regulamentada pelo
decreto-lei 25 de 1937. E os artigos 17 e 18 dizem
exatamente tudo o que não deve ser feito:
Art. 17. As
coisas tombadas não poderão, em caso nenhum ser destruídas, demolidas ou
mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob
pena de multa de cinquenta por cento do dano causado.
Art. 18. Sem
prévia autorização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não
se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou
reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser
mandado destruir a obra ou retirar o objeto, impondo-se neste caso a multa de
cinquenta por cento do valor do mesmo objeto.
Traduzindo tudo isso: se queremos fazer qualquer obra, tais como:
EM EDIFÍCIOS - pintura,
restauro, reforma demolição, abertura de novos vãos - janelas e portas, reparos
no telhado, instalação de toldo, publicidade, obra nova,
NA CIDADE - alteração do desenho urbano - calçadas vias,
pavimentação, etc., ou seja, quaisquer intervenções nos edifícios da área
tombada e na própria área urbana tombada têm que pedir autorização ao Iphan.
Enfim, essa é a lei a ser cumprida. As normas vêm a EXPLICITAR o que já está dito no decreto-lei 25 e no próprio processo de tombamento da cidade. As normas não vão além do decreto (e nem podem). Toda a atuação de FISCALIZAÇÃO do Iphan é baseada somente nesses dois artigos.
Após a apresentação de solicitação para execução de obras (mediante apresentação de projeto, ou somente uma carta ou ofício, no caso de pequenos reparos) o Iphan emitirá parecer favorável ou não. Baseando no que está escrito no decreto lei 25 de 1937 e nos valores atribuídos ao conjunto urbano no processo de tombamento: histórico e paisagístico".
Enfim, essa é a lei a ser cumprida. As normas vêm a EXPLICITAR o que já está dito no decreto-lei 25 e no próprio processo de tombamento da cidade. As normas não vão além do decreto (e nem podem). Toda a atuação de FISCALIZAÇÃO do Iphan é baseada somente nesses dois artigos.
Após a apresentação de solicitação para execução de obras (mediante apresentação de projeto, ou somente uma carta ou ofício, no caso de pequenos reparos) o Iphan emitirá parecer favorável ou não. Baseando no que está escrito no decreto lei 25 de 1937 e nos valores atribuídos ao conjunto urbano no processo de tombamento: histórico e paisagístico".
E ainda complementou:"Após a apresentação
de solicitação para execução de obras (mediante apresentação de projeto, ou
somente uma carta ou ofício, no caso de pequenos reparos) o Iphan emitirá
parecer favorável ou não - baseando-se no que está escrito decreto lei 25 de
1937 e nos valores atribuídos ao conjunto urbano no processo de tombamento:
histórico e paisagístico".
N.Editor do Blog:
A Câmara Municipal de Antonina foi autuada pelo Iphan-Pr no dia
24 de janeiro, por não ter solicitado autorização para alteração da pintura da fachada
de sua sede. A casa terá 15 dias para apresentar defesa. Leia mais: http://vereadormarciobalera.blogspot.com.br/2013/01/em-antonina-tudo-pode.html . Se a Lei é para todos, teremos que nos adaptar aos novos procedimentos.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Memória Fotográfica...Velhos Carnavais
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