terça-feira, 21 de julho de 2026

A RESTAURAÇÃO DA IGREJA DE SÃO BENEDITO

Obra de restauração.


A RESTAURAÇÃO DA IGREJA DE SÃO BENEDITO

Quem passa pela Igreja de São Benedito, em Antonina, nota que está sendo recuperada, restaurada. A restauração faz parte do PAC das Cidades Históricas, programa do Governo Federal, sob responsabilidade do IPHAN- Instituto Histórico e Artístico Nacional.

A entrega da obra esta prevista para o mês de outubro próximo, com investimento de R$2,7 milhões.

Durante o processo de restauro - dentro da política participativa do Governo Federal, o canteiro de obra é aberto ao público para visitação, tudo dentro de uma programação, antecipadamente agendada e publicitada.

Visita ao canteiro de obras da igreja.

Visita ao canteiro de obras, vista do campanario.

Visita ao canteiro de obras, campanario
(foto Lizangela Siqueira)

Participei de uma dessas visitas, guiada pelo arquiteto responsável, que com clareza, nos apresentou as etapas e modificações pretendidas, conforme o projeto. Aproveitei a oportunidade, e tendo em mãos copias dos projetos de restauração que foram contemplados para a nossa cidade, percebi um simples detalhe, que não contemplava no projeto, o acesso através de escadas até o campanário e ao mirante da torre, local que quando ainda jovem frequentava, pois era somente dali que poderíamos deslumbrar, a 360º toda a paisagem da cidade. Perguntei se seria refeito o acesso, mas, como não consta do projeto – acho um deslize – no momento não seria então contemplado.

Durante a visita (foto) aproveitamos subir até a torre e ainda consta uma escada metálica como acesso ao campanário. A complementação seria apenas um andar, do campanário até o mirante...quase nada, para uma obra daquela importância e valor. O arquiteto com certeza, anotou minha solicitação para adicionar o solicitado: acesso ao mirante da torre.

 

Torre da igreja sendo lavada para pintura.
Mirante visto de baixo.
Mirante da torre

O acesso ao mirante da torre da Igreja de São Benedito, apenas não complementa a restauração e suas funções monumental, como também possibilita a comunidade um local para visitação e contemplação da nossa paisagem. É bom lembrar que o tombamento da cidade é paisagístico, e a igreja está no centro da área protegida, bom motivo para resgatar o pertencimento do local, complementado por um material de publicidade e sinalização.

Na qualidade de cidadão, enviei correspondência a Superintendência Regional do IPHAN-Pr, relatando nossa visita e a constatação deste pequeno detalhe, importante ao acesso para a comunidade, e que dentro do possível, poderia ter – ainda em tempo – aditivo complementar para a construção de uma escada e acessibilidade segura ao mirante da igreja. Em resposta, a entidade demonstrou interesse em atender a solicitação e agradeceu a participação como membro da comunidade.

Também fiz alguns contatos políticos e está sendo agendado uma visita do Iphan a obra, para juntos, encontrar atalhos para a complementação do projeto e termos acesso ao mirante da igreja...Bom para todos. Estamos aguardando.


foto do projeto

Placa da obra. 



Leia mais:

História da Igreja de São Benedito 

https://palavradobo.blogspot.com/2022/06/recortes-da-historia-da-igreja-de-sao.html

Nas escadarias da Igreja de São Benedito 

https://palavradobo.blogspot.com/2019/01/das-escadarias-da-igreja-de-sao-benedito.html


quinta-feira, 4 de junho de 2026

5 de junho de 1880. A visita do imperador D.Pedro II a Antonina...há 146 anos.

Há 146 anos. A visita do imperador D.Pedro II a Antonina, em 05 de junho de 1880.

 
O imperador D. Pedro II (arquivo digital*)

O imperador D, Pedro II e sua comitiva passou duas vezes por nossa cidade. A primeira, a 20 de maio de 1880, vinda de Paranaguá, que aqui permaneceu por poucas horas e foi a Curitiba pela nova Estrada da Graciosa, e a segunda, retornando, após visitar várias cidades paranaenses, ficou por aqui dois dias, 05 e 06 de junho, e aproveitou para visitar escolas, igrejas, hospitais e o local do porto, conhecedor dos estudos realizados pelo Barão de Teffé.

O historiador Francisco M. dos Santos, em sua edição intitulada “D. Pedro II- Diário da visita a Província do Paraná” nos proporciona curiosas anotações do imperador, referindo-se as localidades visitadas, e em especial – para nós - a nossa cidade. Eis um pequeno trecho: “Partindo de Morretes e retornando a Antonina, percebi colonos dos terrenos percorridos mostram-se contentes. Cavaleiros no lugar em que a estrada se reúne a da Graciosa, e cheguei a Antonina cujo aspecto é risonho, as 4 e 20 minutos.” do dia 05 de junho.

 Chegando a Antonina“...Câmara, a casa é boa, e está muito bem arranjada. Padrões métricos o que já tenho dito, parecendo-me, contudo, melhor tratados que em outros municípios, porém não com o mesmo cuidado da Lapa.

O clube literário está bem arranjado. Também há leitura de noite. Poucos livros. Cadeia vazia alugada por 20$000 ao mês a um mestre de obras, Adriano, que me apresentou o dono da casa que habito, Antônio Alves de Araújo, e parece seu protegido, quando a casa da Câmara que alugou a casa da cadeia e de que é presidente Alves de Araújo, paga 30$000 sendo muito melhor casa. Não há proporção. (na fachada da casa existe uma placa comemorativa a visita do imperador, sede da prefeitura, que aguarda por recursos para ser restaurada).

Finalmente, visitei a enfermaria particular montada pelos Drs. Melo e Grilo em casa de sobrado por que pagam 15$000. Só havia seis doentes, sendo um por infecção palustre.

Jantar cerca das 7, conversa depois, e às dez horas recolhi-me para ainda ler requerimentos, que não pudera examinar em Morretes...

Em Antonina sai as sete da manhã. Casas pequenas, mas bem arranjadas. Os professores e professora das aulas que o inspetor me designou como melhores pareceram-me bons. Os chamados como melhores, embora recitem orações, não sabem explicá-las. O vigário passa por virtuoso, mas não explica doutrina. Fui também ao mercado – casa menos que a de Paranaguá. Poucos gêneros. As reses – três por dia – matam-se fora, no campo. Almoço às oito e meia. Nove horas. Exame no porto desde Itapema de baixo até o molhe, cuja escada na ocasião de meu passeio da manhã vira que ficara em seco, tanto espraia o mar. Notei três pedras ou parcéis, que não estão no mapa de Tefé. As ondas deste parecem exatas, pois as que se fizeram no meu escaler e foram em meio e mais que preamar. O ancoradouro está-se aterrando, pelo que traz o rio cachoeira. Um dos práticos me disse que vira formar uma ilha que parece bem grande.” (3)

Escreveu ainda o imperador D. Pedro II:

” Forma o Porto de Antonina como um lago rodeado de montanhas...a Serra da Prata oferece-se majestosa no fundo da paisagem...no alto da serra a vista é ainda mais bela. O pôr do sol dava-lhes cores admiráveis...o céu estava semeado de nuvens de ouro.”

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Fontes de referências:

 (1) https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/litoral/por-onde-o-imperador-esteve-9rakb9ploapsz27yrxqptw21a/

(2) Jornal Dezenove de Dezembro de 21 de maio de 1880.

(3) fonte: D Pedro II: Diário da visita a Província do Paraná. Organizado por Francisco M. dos Santos. Ponta Grossa, UEPG, 2008.

Nascimento, Eduardo. Antonina Frag-men-tos. Editora Insight, 2020.

* Imagem do imperador: https://www.reddit.com/r/ColorizedHistory/comments/1sn9bz/dom_pedro_ii_the_last_emperor_of_brazil_1876/?tl=pt-br

 O texto completo você encontra no livro “Antonina frag-men-tos” de Eduardo Nascimento, ainda se encontra alguns exemplares físico. Em breve na Amazon em livro digital.


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terça-feira, 14 de abril de 2026

VISITA A ILHA DE SUPERAGUI...após 40 anos.

Visita a Ilha de Superagui...após quantenta anos.

Barqueiro saindo de Paranaguá - 1986

No ano de 1986, foi a primeira vez que visitei a Ilha de Superagui, pertencente ao município de Guaraqueçaba, litoral do Paraná.

Em companhia do amigo André Carraro, a viagem foi a lazer, sem outro compromisso que “curtir a ilha”, mas na época gostávamos de fotografar, cada um levou seu modesto equipamento e fizemos algumas imagens da paisagem e dos moradores daquela vila de pescadores, como era conhecida.

Acostumado sempre em buscar histórias dos locais que visito, desta vez não foi diferente.

Informado que naquela localidade, em 1854, havia desembarcado um suíço de nome Willian Guilherme Michaud, onde viveu até 1902.

Para surpresa, o mesmo Michaud que já tinha conhecido através dos livros das Belas Artes, foi um dos colonizadores da região e um dos primeiros pintores a retratar nosso litoral.

Dentro do pouco tempo disponível, procurei me informar se ali havia alguns herdeiros da família Michaud, e encontrei algumas pessoas como Dona Helena, sua bisneta.

Dona Helena Michaud, Eu e seu Trajano - 1986

Helena Michaud, bisneta de Willian Michaud - 1986

Descendentes do Michaud - 1986

Helena Michaud dos Santos casou-se com Trajano Santos e tiveram vários filhos.

Também encontrei uma escola com o nome do pintor, mas, infelizmente não registrei.

A Ilha de Superagui, em 1991, foi reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera, Unidade de Preservação e Parque Nacional do Superagui, em 1997, que engloba um conjunto de ilhas: de Superagui, das Peças, do Pinheiro e do Pinheirinho. *

vista parcial da orla - 1986

Por do sol Ilha de Superagui - 1986

Neste ano de 2026, faz 40 anos da minha primeira visita a ilha. Apesar que, durante este período ter voltado diversas vezes e ter acompanhado sua lenta transformação.  O tempo me ensinou e fez me interessar em retornar a ilha, para comemorar esses 40 anos – onde são poucos os privilegiados.

Entardecer em Supoeragui - 2026
A visita foi mais de lazer que qualquer outra coisa, claro, com um smartfone em mãos – diferente de quarenta anos atrás – e em companhia de minha esposa Marcia, saímos a caminhar pela praia, deslumbrados com a paisagem e com as pessoas que por ali circulavam, alguns turistas, muitas embarcações e nativos pescadores. Claro, a beleza do lugar faz despertar a paixão pela fotografia e não deu outra: muitas imagens.

Ao chegar a uma pequena pousada, de propriedade da amiga Selma, a Nativos, primeira coisa que indaguei se ela conhecia alguns descendentes do Michaud. Em posse de uma imagem que registrei quando ali estive, em 1986, com referência a um casal de descendentes, seu Trajano e dona Helena, então bisneta do suíço.

A primeira informação mais pertinente, obtive da senhora sogra da Selma, sua vizinha, dona Olinda Cardoso Silva de Araujo, 90 anos, que me indicou a casa do seu Erondino de Ramos, 82 anos, casado com uma neta da dona Helena.

Herondino de Ramos - 2026

Surpresa maior foi quando seu Erondino me indicou a casa de sua vizinha e sogra, Niza Michaud Miranda dos Santos, 91 anos, então filha do casal Helena/Trajano.

Conduzidos até a casa vizinha, batemos palma e alguém discretamente nos olhou pela janela – meio desconfiada. Seu Erondino nos abriu o caminho, dizendo que queríamos conhecer as herdeiras da família Michaud e imediatamente fomos recebidos no quintal da casa simples, de material e com um jardim bem florido.

Niza Michaud - 2026

Maria José e sua mãe Niza Michaud

Niza Michaud, eu e sua filha Maria José - 2026

Conhecemos dona Niza Michaud e sua filha Maria José dos Santos, 73 anos, no caso filha de neta do casal que fotografei em 1986.

Ao mostrar a imagem fotográfica, dona Niza teve dificuldade visual, disse que precisava trocar de óculos e operar a catarata. Mas, ao mostra a foto para sua filha Maria José, imediatamente, com muita emoção discorreu:  - foto de vovó Helena e vovô Trajano. O momento foi ímpar, pois narrei como obtive aquela imagem, nos abraçamos, fizemos alguns registros fotográficos junto as duas herdeiras e alongamos a conversa. Antes de deixar a casa, Niza me convidou para ver seu jardim, com muitas flores, árvores frutíferas e temperos.

Apesar de termos ainda algum tempo para permanecer na ilha. Encontrar descendentes dos Michaud, foi um momento marcante... emocionante, único...quando Maria José, reconheceu seus avós e os olhos de Niza lacrimejaram – filha de Helena.

Maravilhoso o poder da fotografia, da memória e da procura em dividir seus momentos, ora de um simples registro fotográfico, ora de uma “viagem” que o tempo nos proporcionou narrar histórias, resgatar sensações e interagir emoções.

Janela da porta- Ilha de Superagui -2026

Dias depois, retornamos a Paranaguá, trazendo na bagagem histórias de vida, recordações e novas narrativas para contar.

“Para ir a algum lugar é preciso saber de onde você veio.”

Eu carregando bagagem, Ilha de Superagui 1986
foto: André Carraro

Eduardo Nascimento - Abril de 2026



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Livros do Bó...Edições do Autor. Eduardo Nascimento.


 Apoie autores locais, que registram acontecimentos da cidade: Apelidos, Causos e Histórias. Adquira os livros e COMPARTILHE!

sábado, 29 de novembro de 2025

TUCUM. Apelidos de Antonina. Lançamento do livro.

 O livro mais aguardado do ano...chegou TUCUM.


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POESIADOBÓ - Praça vazia...Silencio.

Silêncio

Praça vazia…
Calçada verdejante;
Mato apoderado.
Flores mortas pelo chão.
Bancos tristes falhados sem brilho…
Recorda poeta morto;
Aos pés da tamarindeira.
Coreto silencioso…as escuras
No pátio que já foi da matriz,
Ou da República golpista.
A chuva interrompe a lembrança,
Mas resisto, na tentativa em…
Terminar.
Para chuva. Bicicleta molhada.
Tá na hora do almoço. Mas, antes…
Me viro, vejo casas fechadas.
Pura fachadas, cenário cinematográfico.
Almas perdidas, história contadas…
Sem escritas padecem.
Levanto-me pego trecho…
Molhado e alma lavada.
Momento solo…lembranças;
Vida!
E não é que o sol apareceu?!?!?
16 11 25
Eduardo Nascimento

segunda-feira, 30 de junho de 2025

34 anos do Primeiro Festival de Inverno da UFPR...em Antonina.

 Hoje, 30 de junho de 2025, as 11 horas, completa trinta e quatro anos da abertura do 1º Festival de Inverno da UFPR, realizado aqui em Antonina, no período de 30 de junho a 07 de julho de 1991.

 

Solenidade de abertura do 1 Festival de Inverno da UFPR - 30 junho 1991,
Na foto: Prefeito Leopoldino de Abreu, Reitor Prof. Dr. Carlos Alberto Faraco e 
Prof. Dra. Marcia Kresten - Pro-Reitora de Extensão e Cultura 
foto: Eduardo Nascimento

A abertura solene foi realizada em um palco montado na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, pelos senhores Prof. Dr. Carlos Alberto Faraco - Magnífico Reitor da UFPR, Professora Dra. Marcia Kersten, Pró- Reitora de Extensão e Cultura e Leopoldino de Abreu Neto, Prefeito Municipal de Antonina. Seguindo com a apresentação da Filarmônica Antoninense, dando as boas-vindas a universidade.

Apesar do difícil momento pelo qual as universidades públicas passavam, durante o Governo do Collor de Mello, onde até foi instinto o Ministério da Cultura, aleijando ainda mais a área. A comunidade universitária declara Greve das IFES, em pleno período de montagem e realização do evento. Sem o aparato logístico da universidade, as dificuldades e os desafios foram ainda maiores para a realização do evento, mas a equipe não mediu esforços e realizou o 1º Festival de Inverno da UFPR, em Antonina.

Assim declarou Márcia Simões¹: "O Festival não tinha condições de parar, são mais de cem professores envolvidos, monitores, gente de fora. Quando se faz uma greve, a gente tem que considerar este tipo de coisa, a perda que acarretaríamos. Embora de um lado a gente seja a favor da greve, de outro sabemos que o Festival precisa acontecer”.

"O momento para buscar saídas é exatamente esse, o momento do caos. Não basta a Universidade fechar as portas. A gente tem que propor alternativas ao acesso ao conhecimento e a produção cultural. E uma alternativa é ir ao encontro da comunidade, convidando-a a consumir e a participar da produção existente. Infelizmente o projeto desse Festival ainda saiu das mãos de poucas pessoas até em função das dificuldades do momento." argumenta o professor Eduardo Nascimento, um dos idealizadores e coordenador do evento.

Primeiro cartaz do Festival de Inverno, criado pelos
alunos de projeto gráfico do curso de
Comunicação Visual da UFPR.

O Festival de Inverno da UFPR, foi realizado até o ano de 2022, sua 32ª edição, e por desinteresse recíproco das instituições parceiras, UFPR e Prefeitura de Antonina, dirigentes e comunidades até então envolvidas, o projeto pedagógico foi interrompido e não passou mais a ser realizado. Bom lembrar que, até durante a pandemia, o evento aconteceu em caráter on-line e voltou fisicamente no ano de 2022 (última edição).

Vale salientar que, este projeto já foi considerado o maior evento de extensão artística de uma universidade pública do sul do país. Mas, também bom lembrar, que qualquer projeto institucional, principalmente da “frágil” área da cultura, quando se torna apenas um compromisso burocrático “para cumprir tabela” tende a desaparecer.

O Festival de Inverno da UFPR, sempre cumpriu com seu papel principal de envolver o fazer artístico da Universidade e da Cidade, projeto criado, discutido e planejado com esmero de uma equipe comprometida, principalmente com a educação pública, gratuita e de qualidade. Onde o entretenimento era apenas complementar, as dezenas de wokshops realizados, tudo muito em sintonia com as expectativas da comunidade acadêmica e da comunidade capelista. Acredito, ter cumprido seu papel, com transparência, profissionalismo e dedicação.

Certa vez já escrevi: “Festival de Inverno da UFPR, um estado de espírito”.

do livro “11 anos de cultura, arte e cidadania Festival de Inverno da UFPR, pág. 23, Editora PROEC-UFPR, 2001”

Outras informações: https://palavradobo.blogspot.com/2014/07/assim-nasceu-o-festival-historias-e.html

https://palavradobo.blogspot.com/2023/07/e-assim-nasceu-o-festival-de-inverno-da.html

sexta-feira, 16 de maio de 2025

NO QUINTAL DA MINHA CASA...

 

Fachada da minha casa...mas no quintal...

No quintal da minha casa…

 

No quintal da minha casa,

Tem praça com árvores…

Palmeiras e coqueiros.

Tem um pé de abricó e

Mangueira que não dá fruta.

 

No quintal da minha casa,

Tem água meio do mar…

E também do rio.

Tem manguezal, Caranguejo…

Siri também tem.

Peixe, bacucu e camarão…

Barreado e Pirão do mesmo.

 

Tem quero-quero e socó,

Garça, biguá e até guará.

Gaivota de vez em quando,

Urubu sobrevoar.

 

No quintal da minha casa,

Tem canoa, barco e veleiro.

Navio avista-se ao longe.

Tem de nascer e…

Pôr do sol.

 

No quintal da minha casa,

Tem montanha no horizonte…

Pico, nuvens… Neblina.

Tem ruínas e muita história.

Igreja, mirante…chafariz;

Calçamento de pedras…

Caldo de cana.

Tem Festival, Carnaval e procissão.

Bala, aqui é de banana.

Banda para acompanhar e

Trem para passear.

 

No quintal da minha casa,

Tem gato para cuidar,

Gambá para observar…

Tem mato para limpar.

Lixo para separar.

 

No quintal da minha casa…

Tem gente para conversar,

Calçada para prosear…

Causos para ouvir…

E contar.

Silêncio para despertar.

 

No quintal da minha casa…

Tem.

 

05.05.25

Eduardo Bó Nascimento

Antonina


quinta-feira, 10 de abril de 2025

POESIADOBÓ...Ninguém.

 Vou e volto

E não encontro ninguém.
Mas, ninguém me encontra,
Indo ou voltando.
Na ida também;
Não encontro ninguém.
Ninguém na volta.
Mas se a volta for meia…
Ninguém meia volta.
Volta e novamente…
Ninguém.
Mas na ida alguém me olha,
Volto e…Ninguém.
Vou e volto…
Ninguém.

Bó 09 abr 25

segunda-feira, 31 de março de 2025

ARMAZÉM MACEDO...E DAÍ?

ARMAZÉM MACEDO...E DAÍ?

 
Imagem durante a reconstrução. 
Arquivo do bloguista.

Quem visita o tão badalado Armazém Macedo, joia da gestão municipal anterior, sente a falta de cuidados, abandono e deterioração deste tão importante marco para a cidade e região.

A restauração do Armazém Macedo, foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas, programa do Governo Federal – 2012, mas, por divergências teve seu projeto interrompido durante alguns anos. Em 2017, foi selecionado como prioridade pela gestão do Iphan-Pr, junto com a adm. Municipal. E em um esforço coletivo, teve seu projeto aprovado e executado.

Em 2020, restaurado foi entregue a comunidade, ficando então, sob “responsabilidade da Prefeitura Municipal”. Mas será que foi assinado o Termo de Comodato (empréstimo) entre a Superintendência do Patrimônio da União e a Prefeitura?

Até então o que notamos, foi uma movimentação de ocupações por agentes municipais, mas, muito aquém da grandeza que o local merece.

Em determinado momento, apareceu o SESC como novo protagonista do espaço. Novamente, tudo não passou de mera especulação, pois “conforme acordado” a prefeitura, mais agiu como acomodada do que Concessionária e não poderia repassar tal Concessão (creio não existir).

Ano passado, véspera das eleições municipais, a gestão atual da PMA, começou um flerte com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (poderá ser um bom parceiro) e deve ter tentado repassar tal responsabilidade para esta instituição.

No momento, o que denotamos, é um espaço sendo subutilizado, com vestígios de falta de manutenção e deterioração em todos os aspectos. Grades enferrujadas, deque de madeira apodrecendo e sem pintura, iluminação insuficiente, ar-condicionado sem funcionar e o mais grave, limitação de acesso público ao conjunto restaurado. Alegado pela vigilância de plantão que somente poderá adentrar com ordem da Universidade. Mas, cadê a Universidade?

A pergunta de nós cedentes é a seguinte: quem é realmente a Concessionaria responsável pelo funcionamento e gestão do conjunto restaurado, conhecido por Armazém Macedo? O SPU, o Iphan, a Prefeitura de Antonina...ou a UTFPR?

Apenas queremos e merecemos ter o direito à informação dos desígnios dos espaços públicos e saber de quem é a responsabilidade em gerir e manter aquele espaço. Bom ressaltar, que custou nada menos de R$8 milhões dos cofres do Governo Federal, aliás, nosso dinheiro. E não poderá ser tratado com descaso e desleixo. Total falta de respeito a tudo e a todos.

Queremos o Armazém Macedo VIVO. Com gestores responsáveis e competentes (seja lá quem for), mas, que tenhamos espaços equipados e acesso democrático com práticas culturais das mais diversas, pois de uma coisa tenho certeza, o local foi restaurado para agregar manifestações e eventos culturais. Fiz parte desta escolha.

Vamos aguardar. Atentos.

N.Ed.Blog. Enviei correspondência a Superintendência Regional do Patrimônio da União-PR, para esclarecimentos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

MANUTENCÃO EIS A QUESTÃO...velho papo...mesmo problema.

 MANUTENÇÃO EIS A QUESTÃO!


Postado em 26 de novembro de 2002...e no livro "Crônicas da Capela" ed 2006.

A vida nos ensina que devemos sempre agir com responsabilidade em todos os nossos atos. Desde um gesto simples de sobrevivência com dignidade, na constituição de uma família e muito mais no exercício difícil da política quando ocupamos cargos públicos.

Manter alguma coisa em nossos dias é tarefa muito difícil. O simples assalariado vê o seu poder aquisitivo fugidio e só com muita ginástica consegue manter as suas necessidades básicas e quando sobra algumas migalhas procura guardar para adquirir alguma coisa que irá melhorar – nem sempre – a sua qualidade de vida.

Mas o difícil mesmo é manter esta qualidade.

Um pequeno planejamento é necessário para se conseguir equilibrar o orçamento. Não dá pra sair por aí comprando tudo o que a gente vê, sem antes fazer as contas e checar como se vai manter o novo bem que se adquire, ele não só tem um custo inicial como também deverá ser calculado, quanto iremos gastar com a sua manutenção. Aí começam os problemas.

Manutenção são medidas necessárias para a conservação ou a permanência de alguma coisa ou de uma situação. São determinados cuidados que devemos tomar para dar vida as nossas aquisições, sejam elas materiais, humanas, culturais, utilitárias, de serviços...Etc... Etc.

Diariamente nos damos conta de pessoas que não conseguem manter os seus bens, ou que eles se deterioram com o tempo por falta de manutenção e chegam a perder tudo.

No poder público quase sempre acontece a mesma coisa. É fácil de perceber que cada novo governante gosta de deixar a sua marca administrativa. É muito fácil construir coisas, principalmente megalomaníacas. O governante gasta o que bem entende, nem se quer consulta a comunidade sobre a necessidade da obra, constrói e deixa o tempo tomar conta da edificação. Não tem dinheiro para contratação de pessoal e muito menos para a sua manutenção. Daí vamos nos dar conta novamente de mais “uma coisa” feita pelos belos caprichos da administração, que sempre se diz pública. Sabemos que é muito difícil manter as coisas, por isso é preciso planejar e envolver a comunidade em suas decisões.

Em nossa cidade deparamos muito bem com este problema. A prefeitura diz que não tem dinheiro sequer para trocar as lâmpadas queimadas. Há cinco anos deram um novo visual na Praça Cel. Macedo – muito bom por sinal – mas não consegue sequer manter um jardineiro. Faltam lâmpadas, luminárias, bancos e carinho com o nosso centenário logradouro público. A Praça Romildo Pereira – Feira Mar está totalmente as escuras. Em seis anos desta gestão foram ali colocados apenas uma dúzia de bancos e nada mais. Nem uma boa varrida nos finais de semana é feita. O Centro Social do Batel – obra desta gestão- não tem uma programação contínua e esporadicamente acontece alguma coisa promovida pela prefeitura. Falta tudo.

 

Sem falar do Teatro Municipal, que nem luz no palco tem. Muito menos funcionários especializados para o seu funcionamento mínimo de acordo com suas finalidades. Ainda mais tem a Ponta da Pita, as Fontes da Carioca e Laranjeiras, o Mirante da Pedra da Bela Vista que necessitam com urgência de uma manutenção sistemática.

Hoje ao chegar na cidade o visitante depara com novas e importantes construções, patrocinadas pelo Governo do Estado. A Estação Ferroviária, o Mercado e o Trapiche Municipal estão sendo recuperados e irá em breve melhorar o visual da cidade. Mas a pergunta persiste...Quem irá manter estas obras? Será que vai ser o município?  É claro que sim, e é aí que mora a nossa preocupação.  A Estação deve se tornar um Centro Cultural e Turístico (até agora a gente só sabe por causo da placa), o Mercado deve funcionar como mercado, ou não? E o Trapiche ta lá, de vez em quando atraca um barco. Sem ao menos ter sido oficialmente entregue a comunidade já está danificado, com a metade da iluminação queimada e o mato bem crescido.                                                                                                      A quantidade de dinheiro público gasto para a recuperação destes edifícios deveria englobar o custo para a sua manutenção, para não termos que novamente assistir o desgaste e a total desatenção administrativa municipal, que comprovadamente não consegue sequer manter nossas mínimas necessidades. A cidade está esburacada, às escuras - estão sendo substituídas as lâmpadas de mercúrio por vapor de sódio pela Copel (Procel) – maltratada e judiada. A gente sente a falta da presença da administração, a gente sente a falta total de manutenção em tudo em todos os lugares.

E daí? Se um cidadão não consegue manter um bem que compra, perde. A justiça cobra e faz a pessoa devolver. Quando não mantemos a nossa família a justiça nos prende. E os políticos como ficam quando eles não conseguem manter as necessidades mínimas da população, será que a Lei de Responsabilidade Fiscal tem como cobrar deles? Ou será que devemos acionar junto ao Ministério Público, estes irresponsáveis e incompetentes? O que não podemos é continuar assistindo um Festival de gastos públicos que em muito pouco tempo se transforma em sucata, e começa tudo de novo. Devemos sim é cobrar políticas mais responsáveis, mais verbas e pessoal competente para manter as nossas necessidades básicas. No mínimo gostaríamos que os nossos administradores se fizessem presentes em nossa cidade. Pois nem os manter por aqui a gente consegue, imaginem as nossas reivindicações.

 N.E. Para não ter que escrever de novo.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

DURANTE O APAGÃO DE ONTEM ...

Imagem arquivo Face


DURANTE O APAGÃO

Foi com apenas 8 anos, que pude deslumbrar com a luz de uma lâmpada elétrica, em nossa casa. Isso lá no longínquo 1959.

Nossa casa - a mesma que resido hoje e onde estou escrevendo esse relato, sem luz, devido ao temporal na região - acredito que foi a última residência da rua a ter energia elétrica.

Lembro bem, que seu Maninho, eletricista da Cia. Telefônica, foi o responsável pela instalação.

No dia de ligar, deitei-me no chão para admirar tal façanha…uma lâmpada elétrica acesa. Que maravilha! Algo encantador.

Logo, foram colocadas lâmpadas em todas as peças da casa.

Na nossa cama, tinha uma tomada, interruptor, chamado de pera, na ponta de um grande fio elétrico, amarrado no espelho da cama. Era um conforto, poder acender e apagar a lâmpada, sem ter que sair do aconchego.

Até então, a luz que nos orientava nas noites, era de um lampião Aladim, a querosene, que ficava no centro da mesa da sala, adquirido em Curitiba, por nosso tio Nho Bó, Bráulio.

Minha mãe Cirene, costureira, trabalhou muito sob a luz deste lampião e muitas vezes até de lamparina, uma espécie de vela, muito utilizada na época.

Com a luz elétrica, vieram os aparelhos utilitários da casa. Primeiro foi o rádio, um Semp, com várias “ondas”, mas nós sintonizávamos sempre na rádio local, a Antoninense, ZYX-6, para saber das notícias da cidade.

Outro importante aparelho, foi o ferro elétrico, que substituiu o a carvão, um aparelho que continha brasa, elemento que aquecia e servia para passar as roupas amassadas, então, provavelmente, lavadas a mão em um tanque ou em uma bacia.

Agora, acaba de “chegar a luz”, e minha memória se dissolve nos estímulos dos aparelhos e equipamentos.

Mas, voltarei a contar um pouco da passagem, por este pequeno quadrado…ou redondo. Mas nunca plano, do meu país chamado Terra.

Boa noite

02/01/25


 

domingo, 22 de dezembro de 2024

Bom Jour

 Bom jour

Festa apagada,
Banda muda.
Noel saco vazio;
Presente.
Ausente sentimento,
Valor perdido.
Triste idade…cidade.
Gente passando arrumada;
Formada de nada.
Barulho noutro lado
Lanche da fome, canto calado…
Seresta.
Dois de frente não se falam,
Circula notícia mentira.
Vazia maré….caranguejo.
Aceno da noiva…carinho.
Reconheço verdade.
Simples momento.
Há gente. Janta.

BÓas festas e um 2025 florido de borboletRas.


 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Causos antoninenses. O Natal de Luz da Liga...Se liga?!?!

 
Natal de Luz da Liga/2004.















CAUSOS ANTONINENSES/LEGADO

NO NATAL DE LUZ DA LIGA...Cuidado com a rede elétrica

A partir dos anos 2002 aconteceu o Natal de Luz da Liga. A tradicional instituição filantrópica da cidade, sob a batuta da dupla dinâmica Maria Lucia Correa/Olga Marlene Mussi e diretoria realizaram evento festivo natalino, com a participação dos alunos da escolinha.

A ideia partiu do aceito pela amiga professora Lia Pinheiro – trabalho voluntário, em criar um coral com as respectivas crianças. Durante os ensaios a diretoria se entusiasmou e começou um planejamento a fim de apresentar o coral nas janelas do prédio da entidade. Assim, elaborado um belo repertório, indumentária adequada, e uma decoração natalina apropriada foi realizado o primeiro Natal de Luz da Liga.

Este "escrevinhador" aceitou o desafio da direção e produção da festa – voluntário, que, graças a participação e dedicação da comunidade – diretoria, professores, alunos e familiares, emoldurou o espírito natalino da entidade e da cidade, por alguns anos.

Sempre, na última apresentação do coral, programada para o dia 23, o ponto alto do evento era a chegada do casal Noel. No primeiro ano, 2002, eles chegaram de escuna e nos anos subsequentes – até 2006, de trem (ABPF), recepcionados na estação por milhares de crianças com direito a desfile em carro dos Bombeiros, pelas ruas da cidade, abrilhantado pela Filarmônica Antoninense. O desfile tinha como destino a sede da Liga, onde seria realizada a última apresentação do coral das crianças.

A cada ano o pessoal da organização tentava proporcionar uma novidade para o encerramento. Foram flocos de neve de isopor, balões a gás...e muita música. Uma verdadeira apoteose natalina.

Em 2006, creio que tenha sido o último da série, a presidente teve a “brilhante ideia” – brilhante mesmo, em adicionar fitas metalizadas nos balões a gás que seriam soltados durante a cantata de encerramento.

Tudo pronto, crianças apostas e afinadas, prédio iluminado, o casal Noel aposto nas escadarias e os alunos da escolinha trajados com vestimentas representativas de vários países. Carro de bombeiro, Filarmônica engajada e uma plateia alegre, festiva e empolgante.

Hora do encerramento, mensagem da presidente...e que soltem os balões – azul e branco. E assim, como planejado, música e alegria e centenas de balões ascendem aos céus, quando de repente...breves estouros de curtos-circuitos. Luzes se apagam e segundos de pânico – preocupação para com as crianças. Minutos após volta a energia, e nosso pessoal técnico percebe que as festivas fitas laminadas dos balões a gás ao encontrar a rede elétrica fecharam curto – a fiação não era protegida, causa de toda a queda de energia.

Assustados, mas não desanimados, reiniciamos o término do evento, agradecendo a presença de todos, pedindo desculpas pela ocorrência e desejando um Feliz Natal e Ano Novo de 2007, repleto de saúde e felicidade.  Saudado pela musicalidade da nossa Filarmônica Antoninense, que se despediu interpretando o clássico Jingle Bell.

“Nem sempre tudo ocorre perfeitamente, mas só acontece para quem tenta fazer.” Cuidado com a rede elétrica.

Este e outros 50 causos estão no livro “Divã do Jekiti” Adquira em Antonina, na Livraria da Barca, ou autografado com o autor, através da WhatsApp 41 99906-4081. Pague com pix e receba em casa. Apenas R$59,90*. Apoie autores locais. Presenteie com livros! 

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domingo, 6 de outubro de 2024

Resultado das eleições 2024 em Antonina PR.

ELEIÇÕES 2024 – RESULTADO DAS URNAS

 

ROZANE OSAKI PSD 55

5.999 votos  50,01%  ELEITA

 

MÔNICA REPUBLICANOS – 10

40,12%  •  4.812 Votos computados

JEFFERSON FONSECA PODE – 20

5,79%  •  694 Votos computados

PROF DAVID COUTO PDT – 12

4,09%  •  490 Votos computados

 

Votação 12.471 votos

Votos a candidatos concorrentes · 96,18%  11.995 Votos Válidos

Anulados Sub Judice 275 · 2,21%

Nulos 201 · 1,61%

 

Fonte: https://resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html#/eleicao;e=e619;uf=pr;mu=74217;ufbu=pr;mubu=74217;tipo=3/resultados

 

 

VEREADORES ELEITOS

 

- 658 votos

UNIÃO – 44444

YURI OSAKI

Eleito por QP

 

- 536 votos

PSD – 55100

PAULO BROSKA

Eleito por QP

 

- 491 votos

PP – 11607

SANDRA

Eleito por QP

 

- 460 votos

UNIÃO – 44000

THARSON

Eleito por média

 

- 450 votos

PP – 11123

VITOR FERNANDES

Eleito por média

 

- 433 votos

PL – 22777

VALMIR GODOI

Eleito por QP

 

- 424 votos

REPUBLICANOS – 10000

LUCAS PELUSO

Eleito por média

 

- 366 votos

PL – 22000

PROFESSORA PATRICIA TAKASSAKI

Eleito por média

 

- 334 votos

SOLIDARIEDADE – 77400

ZÉ BOIADEIRO

Eleito por QP

 

- 331 votos

PODE – 20124

RAFAEL

Eleito por QP

 

- 294 votos

PSD – 55222

SARA

Eleito por média

 

Outros resultados: https://resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html#/eleicao;e=e619;uf=pr;mu=74217;ufbu=pr;mubu=74217;tipo=3/resultados/cargo/13