segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Resultado das Eleições em Antonina

Resultado das Eleições em Antonina
100% das urnas apuradas em ANTONINA: 16.259 votos

Os mais votados para Presidente
45 - AÉCIO NEVES PSDB 42,46% 4.870 Votos
13 – DILMA PT 27,91% 3.201 Votos
40 - MARINA SILVA PSB 25,02% 2.870 Votos

Para Governador
45 BETO RICHAPSDB 55,2% 6.276 Votos
15 REQUIAOPMDB 29,01% 3.299 Votos
13 GLEISI HOFFMANNPT 14,34% 1.631 Votos

Deputados Estaduais
15128 - ALEXANDRE CURI (PMDB) 958 votos
25111 - NELSON JUSTUS (DEM) 828 votos
14789 - TIÃO MEDEIROS (PTB) 821 votos
15156 - KIELSE (PMDB) 657 votos
20123 - RATINHO JUNIOR (PSC) 630 votos

Deputados Federais
7777 - DELEGADO FRANCISCHINI (SD) 1.071 votos
2014 - TAKAYAMA (PSC) 1.064 votos
1322 - ANGELO VANHONI (PT) 894 votos
1345 - TONINHO WANDSCHEER (PT) 693 votos
2525 - OSMAR BERTOLDI (DEM) 540 votos

Senador
456 - ALVARO DIASPSDB 7.821 votos
650 - RICARDO GOMYDEPC do B 1.195 votos
151 - MARCELO ALMEIDAPMDB 1.105 Votos



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

RESULTADO DE ENQUETE...Vc votaria nos candidatos indicados pelo prefeito...

Você votaria nos candidatos indicados pelo prefeito João Domero?

Sim 29%
Não 66%
Talvez 4%

Total votantes: 219 
Encerrada em 30/09/14

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Vem pra rua vem! Em Antonina não nasce mais ninguém"!!!.

Foto fonte: Fala Antonina)
E agora João?
Mesmo com chuva MORADORES de Antonina preocupados com a falência do sistema de saúde do município saíram de suas casas para protestar aos gritos "Vem pra rua vem! Em Antonina não nasce mais ninguém"!!!. Antonina só tem a ganhar com atitudes iguais a essas de iniciativa popular, onde a população pode cobrar do EXECUTIVO e LEGISLATIVO seus direitos. 

Algumas das reivindicações feitas pela população: abertura do Hospital DOUTOR SILVIO BITTENCOURT LINHARES, a volta dos serviços de OBSTETRÍCIA e MATERNIDADE do HOSPITAL de ANTONINA (fonte: Fala Antonina).

Nota oficial
Em nota oficial, publicada após a suspensão dos serviços de obstetrícia e maternidade, o prefeito João Domero reconhece a suspensão dos serviços, por falta de condições sanitárias e de equipe médica.
Interessante que sequer o Conselho Municipal de Saúde foi consultado para a tomada de decisão e tudo ficou na vontade do prefeito. Não há nenhum indicativo de prazo para que os serviços sejam restabelecidos.

Povo na rua
O descaso com o atendimento a saúde da população chegou ao limite, e não é de hoje que reclamações e reivindicações vêm acontecendo.
A troca constante de titular da pasta – secretario da saúde – demonstra o total despreparo administrativo do atual prefeito, que só nomeou pessoas sem as mínimas condições técnicas para a área, como também nunca se fez presente - nem fisicamente - as situações do sistema.

O legislativo
Nosso legislativo, que tem a OBRIGAÇÃO de fiscalizar os serviços e as contas públicas, quase sempre faz corpo mole. “Bate e assopra” quando interessa.
A maioria dos vereadores faz parte da base de apoio ao prefeito, e ainda alguns são exímios praticantes do assistencialismo a doença. Levam e trazem pacientes para hospitais próximos, cultivando a abominável prática clientelista. Assim, não há sistema que sobreviva.

MP
No início da atual gestão João Domero, o Ministério Público recebeu denuncia sobre possíveis desvios nas contas da saúde, foi aberto processo e os envolvidos estão sendo ouvidos.
No recente caso da suspensão dos serviços do SAMU e da falta de cumprimento as despensas com o programa Mais Médicos, o MP estabeleceu prazo para o retorno dos serviços, com multa para os provedores, caso os serviços não fossem restabelecidos.
Agora, novamente o Ministério Púbico deverá ser acionado, para que sejam restabelecidos, no mínimo os serviços de obstetrícia e maternidade em nosso já precário Hospital.
Esta é a “Antonina de Verdade”.

"Vem pra rua vem! Em Antonina não nasce mais ninguém"!!!.





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ANTONINENSE ESPECIE EM EXTINÇÃO.

A partir de ontem, 24 de setembro 2014, os atendimentos em obstetrícia do SUS não serão mais disponibilizados pelo Sistema Municipal de Saúde de Antonina. Decisão tomada pelo prefeito João Domero, por prazo indeterminado.
Com isso, nosso já frágil serviço de pronto atendimento a saúde, deixará ainda mais de atender nossa população, principalmente a faixa mais necessitada. Os pacientes em serviços de parto deverão procurar os hospitais mais próximos, o de Morretes ou Paranaguá para dar a luz – atendimento essencial à vida.
Com esta atitude – que precisa ser muito bem esclarecida – rompe mais uma vez o já precário e diminuto nascimento de pessoas em nossa cidade.

No fundo do poço
Há poucos dias, os serviços de pronto socorro do SAMU foram restabelecidos, suspensos por falta de pagamento por parte da prefeitura, dívida esta desde 2013. As ambulâncias retomaram o atendimento a nossa população, minimizando nossa carência em termo de serviço público a saúde.
Quando nos sinalizam com uma notícia boa, o retorno do SAMU, chega outra muito pior, o fechamento da Maternidade, ou seja, dos serviços de parto em nosso município.

E agora João?
O prefeito precisa se explicar, e não é com blá...blá...blá e com agressões físicas e intimidações verbais que iremos solucionar os problemas em nossa cidade.
Como se não bastassem os ares de arrogância, prepotência e ostentação - marcas desta administração, agora comprova o seu despreparo no trato para com a causa pública em nossa cidade.
A maioria quando votou – acredito - escolheu alguém para ajudar no estabelecimento de metas, para melhorar as condições de vida da comunidade. Não precisamos de alguém que tenta usar a chibata ou cada dia aparecer com um novo “brinquedo” na cidade, para justificar seus ganhos.
Precisamos sim de um prefeito de verdade. Que saiba ouvir e respeitar as pessoas e o dinheiro público, e que contribua de maneira ordeira e democrática no encontro das soluções – que não são muitas – e necessidades do nosso pequeno rincão chamado Antonina.
Aqui, por enquanto não nasce mais ninguém.
Antoninense espécie em extinção.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Politica do eu sozinho. OH! Vale a pena ler de novo?

















Publicado no blog em 19/09/2010 e no livro “Tenho Dito” 2012.

POLÍTICA DO EU SOZINHO


Em um mundo globalizado e capitalista, a figura do eu sozinho está cada vez mais em extinção. A sociedade contemporânea é organizada e a maioria das pessoas tem consciência da necessidade de se agrupar para discutir, reivindicar e defender seus interesses perante o sistema político e
econômico. Os trabalhadores se organizam em associações, sindicatos, centrais, enquanto o empresariado associa-se ao seu segmento, às federações... etc.
Na política nos organizamos através dos partidos, mas é preciso que nas cidades as comunidades também estejam dispostas a se organizar, para então ter representatividade perante os poderes.
Aqui em Antonina, o exercício da política e da organização é muito latente. Ainda não aprendemos a exercitar o pensamento coletivo, organizar para fortalecer e facilitar os árduos caminhos do bem viver em uma sociedade democrática. Quando – de alguma maneira – nos propomos a criar um corpo de ideias, seja ele com a representação de uma associação ou de um outro denominador qualquer, grande parte das pessoas ignora por inteiro o quanto esta atitude poderá ser benéfica para toda a sociedade. Quem não se organiza e é contrário a tal atitude continua fazendo parte dos analfabetos políticos. Daqueles que acham que política não serve para nada e não imagina que sua omissão contribui para a falta de segurança, para a prostituição infantil, para a corrupção e para a falta de políticas públicas que possam melhorar a vida de cada cidadão.
Nos últimos trinta anos, sempre participei de alguma organização. Hoje, tendo o privilégio de desfrutar de uma aposentadoria, sou sindicalizado da APUFPR-Sind./Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná. Quando ainda na ativa, fiz parte do Conselho de Representantes. Neste longo caminhar, com a democratização do país (1982), ajudei a fundar a APAP-PR – Associação dos Profissionais de Artes Plásticas do Paraná e a APAEP-PR – Associação dos Arte-Educadores do Paraná.
Em Antonina, com valorosos e sonhadores microempresários, em 2007, fundamos a Aestur – Associação dos Empreendedores de Serviços Turísticos de Antonina. Mas, o que mais me entristece é ainda conviver com pessoas que subestimam o caráter organizacional e continuam insistindo que uma entidade classista não serve para nada.
Governantes competentes e bem intencionados procuram sempre interagir com este tipo de organização, fazendo parcerias, discutindo maneiras viáveis para minimizar os problemas da sociedade, atitude que não encontra respaldo em nossa cidade.
Diariamente ouvimos das pessoas, e principalmente de alguns empresários, que não precisam se associar a nada, pois sozinhos conseguem resolver seus problemas. Prática também exercida por nossos governantes, que se acham poderosos e milagreiros e se distanciam cada vez mais da comunidade, principalmente das poucas organizadas que ainda por aqui sobrevivem. A “gestão da masturbação” quer pública ou privada, continua dando prosseguimento ao estado de total falta de expectativas desenvolvimentistas para a nossa cidade e região. E tudo não deixa de acabar em porra. Porra mesmo!

 



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

E o Parque da Laranjeira ?

Parque da Laranjeira

No último 05 de agosto, postei matéria referente a entrega do Relatório do GT da Laranjeira  para a Câmara Municipal de Antonina, que até aquele momento não tinha se manifestado.
Na semana passada estive na Câmara e recebi das mãos do presidente, vereador Marcio Balera, copia do ofício n 248/2014 de 02 de julho, enviado ao senhor prefeito municipal, senhor João Ubirajara Lopes, cópia dos estudos visando à criação do Parque Municipal Natural da Laranjeira, em área hoje abandonada a qual foi afetada pelas chuvas de 11 de março de 2011 no referido bairro. O local foi um dos escolhidos pelo IPHAN, dentro do PAC das Cidades Históricas que deverá ser recuperado, cujo projeto já esta sendo elaborado.
A proposta inicial do GT é se criar uma Unidade de Conservação, dentro do limite apresentado, mas, o legislativo entende que a referida área seja declarada de utilidade pública para fins de desapropriação, através de decreto do Poder Executivo.
O documento foi entregue e protocolado na prefeitura no dia 14 de julho, recebido pelo funcionário Rosil do Pilar do Rosário.

Esperamos a acolhida da nossa proposta pelo prefeito João Domero, que anterior a sua posse, já havia tomado ciência da existência do grupo de estudos, elaborado sem ônus para o erário público.
Faz-se necessária à declaração de utilidade pública da referida área, para que os recursos do Iphan sejam aplicados e tenhamos a área protegida e recuperada.
Vamos aguardar!

Grupo de Trabalho da Laranjeira

copia oficio

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Prefeito João Domero e Secretário Municipal de Saúde José Luiz, tem 72 horas para quitar divida e garantir serviços do Samu

O prefeito João Domero e seu secretário de saúde tem 72 horas para regularizar o pagamento de parcelas em atraso junto ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA) e, assim, garantir que os cidadãos da cidade possam voltar a contar com os serviços do Samu 192. As atividades do Samu foram suspensas em Antonina e podem ser excluídas do mencionado consórcio, sem que haja qualquer plano secundário de atendimento emergencial de saúde à população, porque o Município não efetuou os repasses referentes a 2013 e 2014. Caso não efetuem o pagamento dentro do prazo, a multa pessoal ao prefeito e ao secretário é de R$500,00 por dia de atraso.

A decisão judicial, de caráter liminar, atende à ação civil pública de obrigação de fazer, ajuizada nesta quarta-feira, 10 de setembro, pela 1ª Promotoria de Justiça de Antonina. A Promotoria ajuizou, também, na mesma data, ação civil pública de responsabilização por atos de improbidade administrativa contra o prefeito João Domero e o secretário José Luiz Velloso, que ainda aguarda decisão judicial.



terça-feira, 9 de setembro de 2014

Em tempo de eleições

Faltam poucos dias para as eleições e nossa cidade e região continuam na expectativa de novamente não eleger nenhum representante. Nossos políticos – como de praxe – com seus olhares intimistas, negociam os seus redutos e apóiam candidatos pára-quedistas em troca de alguma benesse pessoal.
“Nosso” prefeito, que sempre afirmou total falta de compromisso político, loteou a administração e cada secretário teve a “liberdade” de trabalhar para o candidato de “seu” gosto e conveniência.
Mas será que alguém em sã consciência votaria nos candidatos indicados pelo atual prefeito? Esta é a pergunta que estamos fazendo na enquête ao lado...Responda se quiser.

Você votaria nos candidatos indicados pelo prefeito João Domero?
Vote na enquete ao lado direito da coluna

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Caso da Saúde da Gestão João Domero, está no MP.

O presidente da Câmara Municipal de Antonina, vereador Marcio Balera, ontem, 26 de agosto, protocolou denúncia junto a 1.ª Promotoria Pública da Comarca de Antonina o expediente em anexo (Ofício 309/2014) narrando toda a situação que envolve o Atendimento de Emergência do SAMU na cidade, na atual gestão João Domero. “As coisas não podem mais ser tratadas da maneira como estão sendo em nossa cidade, principalmente na área de saúde. Fizemos a reunião na segunda-feira passada onde foi dito que havia o dinheiro para o pagamento. Na terça-feira foi aprovada a inclusão da verba no orçamento em regime de votação única. Na quarta-feira a lei estava nas mãos do prefeito e hoje somos todos surpreendidos com isso: MAIS QUINZE DIAS DE SUSPENSÃO! Não posso compactuar com isso. Não se trata de situação ou oposição e sim de responsabilidade com a coisa pública!”  afirma o vereador.

Tentando entender
Por falta de pagamento por parte da prefeitura, leia-se Gestão João Domero, ao Consórcio CISLIPA, responsável pela prestação dos serviços do SAMU na região – ambulância e socorrista (serviço móvel de urgência), o sistema de atendimento municipal do SUS não conta mais com os tais serviços, suspensos por mais de um mês. A alegação inicial foi a falta de previsão orçamentária, cuja complementação foi votada em medida de urgência, na semana passada, pelos vereadores. Mas até o momento, o valor acordado entre as partes de R$99.900,00 não foi quitado, em razão de dificuldades financeiras, justificadas pelo Secretário da Saúde, senhor José Luis Velloso (of.128/208).
O prazo para a quitação desta parcela – pois já se está pagando o parcelamento de dívidas referentes a 2013 -  se esgotou ontem, e o Consórcio concordou aguardar por mais 15 dias o pagamento da parcela prometida, mantendo a suspensão dos serviços.
Ou seja, por mais quinze dias não podemos contar com os serviços de Atendimento Móvel de Urgência do SAMU.

MP
Agora o caso está nas mãos do Ministério Publico, que deverá se manifestar e dar prazo para o imediato retorno aos serviços de atendimento, enquanto os perdidos da atual gestão municipal, não sabem o que e como fazer. Quem paga e sofre é a população, pois ha muito tempo não conta com um hospital, médicos e equipamentos básicos necessários para um bom atendimento, agora fica também sem os serviços dos socorristas e ambulâncias, que ao menos garantiam o acesso a outros centros médicos, mais equipados.
Socorro!

cópia of.309/2014 enviado ao MP.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Votar para mudar...Vale a pena ler de novo?

Publicado em 28/03/2010 e no livro "Tenho Dito" 2006.

VOTAR PARA MUDAR

 

Quando se aproximam as eleições, a pergunta é sempre a mesma: em quem devemos votar para melhorar a nossa cidade? 
Hoje, também fui indagado. E respondi na tampa: “qualquer um!”.
Primeiro, que ainda – como comunidade – continuamos votando em quem nos “ajuda” superficialmente. “Nos vendemos” por qualquer mixaria.
Não é possível vivermos em uma região com mais de 180 mil leitores e não termos sequer um representante da região na Assembleia Legislativa e muito menos no Congresso Nacional.
Se continuarmos votando com a “barriga”, iremos continuar nossa missão de pedinte ad infinitum.
É preciso um amplo trabalho de conscientização do nosso eleitorado para que, nas próximas eleições, se vote em candidatos do litoral e não naqueles que aparecem por aqui e contam suas historinhas: “Vovó gostava muito de Antonina... E eu adoro esta cidade.” Até pode ser verdade, mas esta pessoa tem compromisso maior com sua base eleitoral, sua cidade e região. Vem para cá somente para caçar alguns votinhos.

O mesmo acontece com os nossos prefeitos. Não adianta nada se somente fizermos o nosso dever de votar em alguém e o elegermos. É preciso – depois de eleitos – cobrar seus compromissos de campanha. Participar ativamente de um grupo político, principalmente nas associações de bairros, e fazer valer seus direitos de cidadão e morador da cidade.
Caso isso não aconteça, somente estamos mudando as pessoas, mas continuamos com os mesmos vícios de eternos omissos. Se nada ou muito pouco acontece por aqui, somos nós os responsáveis. Continuamos reclamando pelas esquinas e achando que alguém irá resolver os nossos problemas. Se tudo continua como antes é porque a gente também não mudou.

Um trabalho de conscientização política muito bem poderia ser realizado pelos clubes de serviços, igrejas, associações e sindicatos. É preciso mudar nossos conceitos e votar em candidatos da nossa região. Vai ter candidato de todas as espécies, mas acredito que dará muito bem para escolher o “menos ruim”. Ao menos vamos ter “mais um”, mas com um cheirinho de bagre. E certamente irá entender e atender as reivindicações da nossa cidade e região. Seremos mais respeitados pelos governantes, pois teremos um representante fiscalizando e aprovando ou não suas ações. É o litoral sendo representado.


Uma coisa é certa. Em outubro teremos eleições e é bom começar desde já a pensar no assunto e não se deixar levar pelo ópio da Copa do Mundo. Cuidado, os caçadores de esperança já estão chegando.

Resultado da enquete sobre o Festival de Inverno

RESULTADO da enquete: Como você avalia o 24° Festival de Inverno da UFPR?

Ótimo 22%
Bom 26%
Mais ou Menos 20%
Ruim 5%
Péssimo 6%
Imperceptível 20%

Total votantes: 95

Analisando o resultado, a maioria 26% achou que o Festival foi BOM, e somente 5% acharam Ruim. Se somarmos os votos em Ótimo(22%) e Bom (26%) teremos 48% dos votantes que se expressaram positivamente. Os Mais ou Menos chegaram a 20%. Já os Péssimo ou Ruim somaram 11% e os que sequer perceberam o evento, Imperceptível somam 20%.
Se agruparmos em dois grupos, teremos o seguinte resultado: Ótimo, Bom e Mais ou Menos (regular) teremos 68%, justapondo aos 32% dos Ruim, Péssimo e Imperceptível.

Comparando com a enquête de 2013 teremos o seguinte resultado:
Em 2013 a soma de Bom, Ótimo e Mais ou Menos foi de 52%, em 2014 subiu para 68%.
Ruim, Péssimo e Imperceptível foi de 40% em 2013, contra 32% agora em 2014.


A enquete é um simples instrumento momentâneo de opinião, que poderá servir para diagnosticar ou não o rumo de uma situação. Uns as utilizam para melhorar suas performances, outros ignoram. O blog simplesmente abriu seu espaço.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

E o Parque da Laranjeira?

No dia 04 de novembro de 2013 foi entregue o relatório de estudos do Grupo de Trabalho da Laranjeira, ao Presidente da Câmara Municipal de Antonina, Marcio Balera. Protocolado sob o nº 511/2013.
O grupo intitulado GT da Laranjeira - desde abril de 2012, por livre e espontânea vontade, se reuniu e discutiu possibilidades para a utilização do Bairro da Laranjeira, cuja área foi drasticamente atingida pelas chuvas de março de 2011 e se encontra em total abandono.
O Relatório Técnico entregue para a presidência da Câmara, propõe a criação de uma Unidade de Conservação denominada de Parque Municipal e Natural da Laranjeira. Com isso se pretendia dar maior agilização ao processo de apresentação, discussão e aprovação por parte dos nossos legisladores e rápida aprovação pelo executivo, por se tratar de matéria pertinente, principalmente no momento onde o IPHAN-PR abre licitação para projetos relativos à restauração arquitetônica da Fonte da Laranjeira* e do seu entorno, contemplados no PAC das Cidades Históricas.
O que nos surpreende é que até o momento (nove meses após a entrega da proposta) não houve sequer manifestação da presidência da casa quanto à apresentação da matéria aos vereadores, a não ser em conversas informais. Nenhum edil teve conhecimento.
Por outro lado, o edital de tomadas de preço do Iphan-Pr (Nº 06/2014) conta com dados do nosso relatório, como a limitação de área a ser projetada...Etc. Informações – cremos - passadas pela arquiteta da prefeitura e integrante do GT.
Por se tratar de área que merece tratamento diferenciado e que não mais poderá ser ocupada por habitações permanentes (relatório da Mineropar), seria mais que oportuno à aprovação da nossa proposta, pois as obras de restauração da Fonte, do Mirante e entorno, que viessem a ser executadas pelo Iphan-pr, estariam ainda mais protegidas. Caso contrário os recursos aplicados, em pouco tempo seriam tomados pelo mato.
Senhores vereadores estamos aguardando suas manifestações. Parlem!
E Tenho Dito e feito.
Ato da entrega do relatorio: 04 nov 2013.
Copia do documento

Area proposta pelo grupo e utilizada pelo Iphan
Figura 9 - Mapa elaborado a partir do levantamento topográfico.
Fonte: Grupo de Trabalho da Laranjeira, Relatório Final, 2013.
Participantes do grupo de voluntários: Ailde Mendes Polari, André Garcia, Caetano Cândido Machado, Cássia Fonseca, Eduardo Bittencourt do Nascimento (articulador), Fernando José Dias, Izis de Oliveira Mendes, José Maria Rosa Filho, Julio César Campos, Laís de Oliveira, Mônia L.F.Fernandes, Nelson Mendes, Ruth Fernandes de Oliveira, Wagner Corrêa Santos.

 *A Fonte da Laranjeira integra o perímetro de entorno do Conjunto Histórico e Paisagístico de Antonina que compreende o centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), protegidos pela legislação federal, desde fevereiro de 2012, por meio do Decreto lei n° 25/1937.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Etc e tal

Etc e tal

Já fiz carnaval...E festival...
Já plantei uma árvore no meu quintal.
Já fui chamado de burro...
Por um “animal”.

Já escrevi e publiquei até jornal;
Limpei banheiro e lecionei na federal...
Fiz desenho, gravura, pintura e me dei mal.
Fotografar é sensacional...
Quando o assunto não é normal.

Critiquei o político no mural;
E fui expulso do sacramental.
Mas nunca cumpri pena criminal.
Ah, se eu pudesse ser menos formal.

O ponto e a vírgula ser inicial;
Como seria rever o verbal?
Se a verborréia construísse
O imaginário bacanal.

Ah, se tudo fosse normal.
O que seria de mim...Condicional;
Na alameda da vida...
Em alto astral.

Chega de tanta coisa banal...
Etc e tal.

EduardoBó Nascimento

28 07 14

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como foi o Festival de Inverno?

Deixe sua opinião sobre o Festival de Inverno, realizado em Antonina em 2014.
Ela é importante para planejar o próximo evento, que acontecerá ano que vem e completará 25 edições.
Vote na enquete ao lado direito e no topo da página.
Como você avalia o 24° Festival de Inverno da UFPR?

Mais uma festa

Acabamos de assistir e participar de duas grandes festas na cidade. O Festival de Inverno promovido e organizado pela Universidade Federal do Paraná e o Encontro Paranaense de Veículos Antigos, organizado pelo Clube MP Lafer/Curitiba. Os organizadores fazem das “tripas-coração” para dar continuidade aos eventos a cada ano.
Este ano, para quem viu de fora, notou nitidamente um total desencontro em tudo. Primeiro na coincidência de calendário gerando conflitos de espaços e interesses. Depois, o mais revoltante, a organização da cidade. Quem chegava não sabia por onde entrar, onde trafegar...E estacionar. O que estava acontecendo? Credo!
A prefeitura não teve a capacidade de montar a tal Pç de Alimentação – já tradicional ao lado da Cel. Macedo – e deixou tudo correr muito à vontade. Cada barraqueiro montava seu comercio ambulante onde bem entendia. Até parece que foi disponibilizado um espaço na Carlos Gomes da Costa ao lado do Brasílio Machado. Mas, totalmente contra mão – um descaso com todos, com o patrimônio da cidade, com os moradores, com o tráfego de veículos e principalmente com os eventos.
Nenhuma sinalização de tráfego e nenhum policiamento de transito foram disponibilizados para orientar a grande “muvuca” no domingo. Um verdadeiro “inferno”. Muitos participantes afirmaram que dificilmente voltarão...No próximo ano – caso existir.
Será que não tem alguém na prefeitura que possa criar um calendário de eventos, pensar a cidade em dia de festa e tentar minimizar estes já “cabeludos” problemas?
E não venham agora me dizer que estava tudo uma beleza.

E Tenho Dito...e feito.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

RESULTADO DA ENQUETE

RESULTADO DA ENQUETE

Como você avalia os 18 meses (1,5 ano) da Gestão João Domero?

Ótimo 5%
Bom 1%
Mais ou menos 3%
Ruim 6%
Péssimo 27%
Decepcionante 54%
NDA 0%
Total votantes: 154
Julho de 2014

O resultado de uma enquete, nada mais é que o retrato momentâneo do assunto a ser tratado. No caso da atual gestão municipal do prefeito João Domero, o resultado demonstra um total descontentamento com sua conduta. A maioria (54%) votou que a administração é DECEPCIONANTE. Somando os valores positivos teremos um total de 6% (ótimo e bom). Em compensação os negativos somam 87% (ruim, péssimo e decepcionante). O critério Decepcionante, dificilmente se encontra em uma enquete, mas como nosso eleitorado tem como critério à amizade e não a capacidade, achamos por bem inseri-lo. O resultado aparece que 54% do seu eleitorado está DECEPCIONADO com sua gestão.

COMPARAÇÃO
Se compararmos com a enquete feita pelo blog para avaliar os nove meses de gestão João Domero, feita em setembro de 2013 com esta avaliação, iremos perceber nitidamente o crescimento negativo quanto a sua performance.
Em setembro a maioria 33% votou que a administração era Péssima, agora a maioria 54% votou em Decepcionante, que anteriormente foi de 18%.
Enquanto 23% votaram em Ótimo e Bom, agora baixou para 6%. Em compensação Ruim, Péssimo e Decepcionante que indicaram 60%, agora subiram para 87%.
Os Mais ou Menos em setembro eram 12%, e agora 3%.

Números são números, ou são levados a sérios ou simplesmente descartados.
Para os “formados nas escolas da vida”...Ciência não serve para nada.
É tudo meio decepcionante.



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Antonina fervilha cultura em dias frios

 foto:André Rodrigues/ Gazeta do Povo
O 24º Festival de Inverno da UFPR tem programação extensa e vai até sábado na cidade litorânea  Publicado em 21/07/2014 Gazeta do Povo| GILSON GARRETT JR.

Teatro Municipal com pelo menos dois espetáculos por dia, apresentações de dança, lançamento de livro que conta a história da cidade, música ao vivo feita em um palco montado especialmente para o evento e na praça central. É assim que a cidade de Antonina, no litoral paranaense, vai ficar até o próximo sábado com o 24.º Festival de Inverno da UFPR (veja a programação). Além das atividades culturais, há oficinas que estão com as inscrições encerradas. Até o final da semana são esperadas 20 mil pessoas.
Estudantes da universidade, artistas paranaenses e comunidade, todos unidos com o objetivo de impulsionar a cultura em Antonina. Espera-se, também, atrair turistas. No show de abertura, no sábado, seis mil pessoas, segundo a organização, acompanharam o cantor e compositor de música folk Renato Teixeira.
Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultural da UFPR, Deise Picanço, coordenadora do projeto, o Festival é uma tentativa de fazer com que a universidade esteja mais perto da comunidade. “Nosso trabalho vai além das atividades culturais. Os professores da universidade farão um trabalho de formação junto com os educadores das 11 escolas municipais e seis estaduais que existem na cidade”, conta. No total, 30 estudantes de graduação e pós-graduação estão diretamente envolvidos com o projeto.
Entre as áreas envolvidas está a de Educação Física. Alunos comandam a ação que leva brincadeiras antigas para a Praça Coronel Macedo, no centro. As atividades são feitas todos os dias, das 14 horas às 17h30. A família Bueno esteve na praça para aproveitar o dia de sol que fez ontem. A administradora Viviani levou a filha Mariana, de 9 anos, para brincar. “Moro em Curitiba e vim para visitar minha família que mora aqui, mas nunca tinha visto o Festival. Eu adorei a ideia de resgatar essas brincadeiras para toda a família”, disse. Junto dela estavam o marido Luís e os sogros, Gilberto e Célia.
 

Eduardo Nascimento  foto:André Rodrigues/ Gazeta do Povo


Criador do festival
O professor da UFPR Eduardo Nascimento escolheu a cidade para lançar a terceira edição seu livro de fotografia chamado “Antonina dos Meus Dias: revisitada”. A seleção não foi por acaso. Ele, antoninense, é um apaixonado pela cidade litorânea e foi um dos fundadores do festival. “Quando decidimos criar esta estrutura, a intenção era que durasse pelo menos 25 anos. Era um grupo muito preocupado com a educação. A cidade estava extremamente carente de um projeto como este” diz. Na obra estão fotos que ele tirou ao longo de 15 anos, de 1975 até 1990.




segunda-feira, 14 de julho de 2014

Antonina dos meus dias.

Em 1980, a Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte do Paraná, em parceria com a Funarte editou meu primeiro álbum fotográfico, intitulado “Antonina dos meus dias”. Foram publicadas 60 fotografias em preto e branco, registradas no final da década de setenta. Com textos do artista Cleto de Assis e do crítico de arte Ennio Marques Ferreira.

Em 1994, a Editora da UFPR demonstrou interesse em republica-lo, ampliando o período de registro das imagens das décadas de setenta a oitenta. Foram substituídas trinta fotos e a edição preservou o mesmo formato e tamanho, nasceu o “Antonina dos meus dias – Revisitada”. 
Com texto do professor Sérgio Kirdziej.

Agora, 34 anos após a primeira edição e 20 anos da edição “revisitada”, a Editora da UFPR reedita o mesmo livro/álbum – nova capa e diagramação. Com prefácio do professor e arquiteto Key Imaguire Jr.
Para mim é questão de orgulho, vivenciar a reedição de minha primeira obra. Principalmente, por se tratar de imagens feitas sem outro compromisso além de simples registro, mas por tornar novamente acessível ao público, imagens da minha eterna e querida cidade natal.
Obrigado a todos, que de alguma maneira contribuíram para que, a minha rápida passagem neste diminuto canto do planeta fosse registrada com rasa pegada.

Algumas citações:
"...Mesmo comprovando que a ruína também é bela, Eduardo Nascimento não deseja que seu recado se transforme em uma mensagem de pessimismo ou desesperança. Mais parece, isto sim, uma demonstração de incontida ternura a essa Antonina que ele cultua, mas que, como amante possessiva, o mantém submisso e dependente".
Ennio Marques Ferreira Out.1980

"A Guarapírocaba da primeira vila não quer avenidas largas, nem muitos automóveis em suas ruas, nem mesmo para relembrar os tempos áureos de um dos portos mais movimentados do Brasil. Antonina quer, talvez, apenas reformar o seu vestido, alinhar as suas casas antigas, estender maior bem estar a seus habitantes. Sem perder a tranquilidade conquistada pela desatenção dos poderosos. Sem deixar de ser a Antonina de todos os nossos dias, a Antonina de Eduardo Nascimento".
Cleto de AssisOut.1980

"...O álbum Antonina dos meus dias, com fotos de Eduardo Nascimento, reúne vestígios do passado a imagens do presente. Artista de sensibilidade, estabelece o vínculo entre o que foi e o que está sendo: material a ser usado no futuro como auxiliar da história".
Carlos Drummond de Andrade Jornal do Brasil-Rio,24.01.1981

"...Por trás destas fotografias está um olhar atento à beleza, aquela que se encontra sempre que se vai disposto a tanto, com os olhos, a mente e o coração abertos".
Sérgio Kirdziej Set.1993 

“Contra todo o poder da mídia capitalista, estimuladora da competição, da poluição, da infernização, essa Antonina documentada pelo Eduardo Bó, eu vejo muito como a Antonina dos nossos dias – aqueles preconizados pelo Domenico de Masi para o homem do futuro”.
Key Imaguire Junior Março de 2014

Primeira Edição 1980
Edição Revisitada 1994
Segunda Edição Revisitada 2014


Lançamento segunda edição
 O lançamento da nova edição acontecerá no próximo domingo, 20 de julho, às 11h30 na sede da Ong Ademadan, Pç. Cel. Macedo 316- Antonina. Como parte do 24°Festival de Inverno da UFPR.



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Assim nasceu o Festival. Histórias e Estórias XXI

Cartaz do 1 Festival de Inverno
Festival de Inverno: 
um estado de espírito.
Eduardo Nascimento*

É muito difícil narrar uma história ou contar um "causo", quando se é um dos protagonistas . Vou tentar de todas as maneiras - sei que é quase impossível- ter um olhar bem imparcial,na intenção de interpretar as movimentações, atitudes e envolvimentos com personagens, instituições, valores e coisas  que participaram do projeto em questão.

O momento, a ideia e os referênciais
Um projeto não nasce por acaso, seja qual for a sua intenção e proposta ele requer alguns ingredientes fundamentais, tais como: experiência dos proponentes, conhecimento dos meios e fins a serem atingidos, uma equipe confiante, envolvimento da clientela, recursos financeiros e vontade política. Principalmente quando a iniciativa é de uma instituição pública.

Com o projeto Festival de Inverno não foi muito diferente. Em 1990, a Universidade Federal do Paraná vivia um novo momento político com a eleição, por via direta, do reitor  Carlos Alberto Faraco.  Enquanto o Governo Federal extinguia o Ministério da Cultura e  fechava inúmeras entidades culturais, como a Embrafilme e a Funarte, a atual administração da reitoria de então inovava com a implantação da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, atendendo assim uma das áreas mais deficitárias da instituição.  A Profa.Márcia Scholz de Andrade Kersten assume a nova pasta e com a equipe traça os primeiros passos para a criação de uma política voltada para a extensão e a cultura.  Márcia Simões da Fontoura, professora do Departamento de Artes é convidada e assume o cargo de Coordenadora de Cultura daquela Pró-Reitoria.

Nova equipe, novas pessoas, novas situações, e um compromisso de estabelecer avanços importantes para a instituição. A vontade era tanta, que já nos primeiros momentos da então criada Coordenação de Cultura, e a convite da Profa. Márcia Simões, participei - como Coordenador  do Curso de Educação Artística -  de uma reunião informal, na tentativa de juntos tentarmos trocar idéias e formatar uma proposta de ação cultural para aquela
coordenação. Despertava-nos a necessidade em se criar um projeto que viesse atender as aspirações do público universitário, nas áreas do fazer e do refletir artístico e de romper com as tradicionais atividades localizadas de sala de aula, forte característica da instituição. Mas o projeto, para ser marcante, precisava de novos ingredientes, de caráter contínuo, descentralizador, extensionista e comunitário, que reunisse os mais diversos fazeres artísticos, num envolvimento permanente, intenso e vibrante, de muita troca e criatividade. Isso se chamava Festival.
As nossas experiências acadêmicas e administrativas, somadas ainda às participações em Festivais de Inverno de Ouro Preto, Encontros de Artes da EMBAP, Projetos Uniarte, na Secretaria de Estado da Cultura e na Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná, vieram colaborar na criação de um projeto de extensão de ação cultural, com características próprias e visível viabilidade, respaldado ainda por total apoio da Reitoria. Assim nasceu a idéia do Festival de Inverno da UFPR.

"A Universidade não pode ser entendida apenas como uma casa de ensino formal, sala de aula e professor. Acho que a importância fundamental está justamente no trabalho de extensão e de pesquisa, e o Festival envolve tudo isso. Teremos professores da Universidade e professores de outras instituições atuando, teremos a apresentação de pesquisas e mais o trabalho de extensão à comunidade" defendia Márcia Simões¹

Após inúmeras reuniões e trocas de ideias e tendo como referência os festivais mineiros realizados há mais de vinte anos, elaboramos um pequeno projeto estruturado em três momentos distintos: minicursos (cursos teóricos de pequena duração), oficinas (cursos práticos) e espetáculos com apresentações públicas dos grupos artísticos da Universidade
- dança, orquestra e coral - e de convidados.
 As atividades seriam desenvolvidas em três períodos - manhã, tarde e noite - podendo o participante se inscrever em mais de uma atividade. O Festival seria realizado na primeira semana do mês de julho, precisamente de 31 de junho a 07 de julho de 1991, aproveitando o término do semestre letivo dos nossos cursos, podendo contar ainda com a permanência dos alunos da nossa universidade residentes no interior.
Sendo os espetáculos uma área fora dos nossos domínios, a Profa.Márcia convidou Rafael Pacheco - Coordenador de Eventos da Proec e Diretor do Grupo de Dança - para integrar o grupo e contribuir na elaboração das propostas.

A escolha do local
A descentralização das atividades da Universidade já era uma antiga reivindicação da comunidade paranaense e preocupação constante dos seus dirigentes. A escolha do local para o desenvolvimento do Festival era de vital importância para o sucesso do empreendimento. Acreditávamos que era necessário proporcionar aos participantes um novo endereço, uma mudança de local, estar em um lugar diferente - longe de seus afazeres costumeiros - onde as pessoas pudessem se envolver, em tempo integrar com a sua produção e aprendizagem. Nada melhor do que em uma pequena localidade, a beira mar, com cheiro de muita história, pouco barulho e sem poluição. Por estas e outras qualidades foi indicada – e escolhida – para sediar o projeto a cidade de Antonina.

"Independente dos objetivos da própria Universidade, o Festival vem ao encontro de uma velha aspiração da própria Antonina, de se firmar como polo cultural para, através disso, ganhar força como polo turístico - na condição de cidade litorânea de paisagem natural e histórica importante, já que perspectiva econômica não existe..." escreve Rosirene Germael².

Antonina é uma pequena cidade histórica do litoral do Paraná, com seus casarios antigos e ruas estreitas, construídas no começo do século XVIII, com uma bela baía rodeada pelas montanhas da Serra do Mar. Uma população tranquila (18.000 habitantes) que conserva suas tradições culturais e religiosas, e uma economia totalmente fragilizada, reflexo da desativação do seu terminal portuário e do fechamento das Indústrias Matarazzo nas décadas de 70 e 80. Situada a apenas 85 km de Curitiba, a cidade é servida por boas estradas, clima adequado, serviços essenciais, um pequeno número de hotéis e restaurantes, ou seja, um ambiente afinado com as expectativas do projeto.

Poderíamos ainda acrescentar outros pontos positivos  que vieram contribuir para a escolha da cidade, tais como a disponibilidade de espaços físicos dos velhos barracões industriais e portuários desativados, a vontade da comunidade em participar - ingrediente importante para o desenvolvimento do projeto -, a rica cultura local dos bons carnavais e de sua tradição musical, gerada pela Filarmônica, e finalmente o apoio demonstrado pela prefeitura.

A cidade também já tinha sido palco de vários projetos culturais, acumulando com isso experiência  ao longo do tempo. Em setembro de 1977, sediou o 9º Encontro de Arte Moderna, realização do Centro Acadêmico da Escola de Música e Belas Artes do Paraná
(DAGV), em uma experiência inédita de levar os alunos da Escola para uma atividade comunitária, fora do seu espaço habitual.  Coordenei este evento por exercer a presidência do Centro Acadêmico e acredito ter sido o Encontro a semente do projeto Festival. Em 1979, a cidade sediou a única edição do 1º Festival de Inverno de Antonina, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura. E mais tarde, em 1982, foi a vez da fase eliminatória regional do litoral do Festival de Música Todos os Cantos. Também promovido pelo Governo do Estado, com importante participação da comunidade antoninense.

A integração Universidade/Comunidade
Analisando os procedimentos e métodos adotados por promotores de projetos similares ao Festival, concluímos que seria necessário fazer todo um trabalho de interação com as comunidades envolvidas, principalmente com a da cidade de Antonina, pois só assim criaríamos um diferencial, vital para a realização e continuidade do intento. Aí começou a estruturação do projeto, agora com um novo e importante aditivo: conhecer os valores culturais da comunidade parceira. Era preciso fazer um trabalho de integração entre o querer e o fazer cultural das partes. Como antoninense, morador da cidade e professor da Universidade tomei como minha a responsabilidade de estabelecer o elo entre os principais envolvidos. Várias reuniões foram feitas com alguns segmentos da cidade, na tentativa de colher subsídios para então poder desenvolver um projeto que fosse ao encontro dos seus  anseios e necessidades. Marquei encontro com o maestro da Filarmônica, com os carnavalescos, professores da rede pública de ensino de 1º e 2º graus, artesãos, donos de restaurantes, hotéis, entre outros. Antonina não poderia servir simplesmente de hospedagem e cenário do Festival e sim de promotora viva e participativa do projeto. Fizemos inúmeras reuniões com o prefeito, funcionários municipais, inspetor de ensino e diretores de escolas.  Devido a sua importância regional, estivemos em Paranaguá e apresentamos a idéia aos diretores das escolas públicas estaduais das cidades litorâneas presentes na reunião realizada no Instituto de Educação. Recebemos apoio irrestrito do Diretor do Núcleo Regional de Educação da SEED, Sr.Edson Coelho, o qual aprovou a antecipação das férias de inverno para a primeira quinzena em toda a região do litoral, facilitando a participação dos professores das cidades vizinhas.
As partes pareciam se encaixar, e o projeto parecia estar pronto. Era hora de colocar na rua.

A equipe de trabalho
Márcia Simões, Coordenadora de Cultura se preocupava com o gerenciamento geral do projeto; Eduardo Nascimento com a Coordenação dos Cursos; Rafael Pacheco organizava os espetáculos; Lucinha Mion e Doris Guidolin se responsabilizavam por toda parte administrativa, assessoradas por uma pequena equipe de técnicos e professores da Pró-Reitoria. A administração superior corria atrás de recursos financeiros, já que o projeto não constava do orçamento de 1991. A Prefeitura de Antonina nomeou uma equipe de apoio para auxiliar nas tarefas locais. Todos trabalhavam para a realização do novo desígnio.

Além de todas as dificuldades encontradas - como é de costume para a realização de uma nova ideia - foi deflagrada, durante o período de organização e divulgação, uma greve geral dos funcionários das federais, que se estendeu até o final do Festival. Negociações foram feitas com as comissões de ética dos sindicatos para que fosse dado andamento ao projeto. As assessorias estavam todas paradas, comunicação social, transporte, malote, enfim, a Universidade parou para reivindicar o que lhe era justo naquele momento. Mas o nosso projeto continuou em andamento.

"O  Festival não tinha condições de parar, são mais de cem professores envolvidos, monitores, gente de fora. Quando se faz uma greve, a gente tem  que considerar este tipo de coisa, a perda que acarretaríamos. Embora de um lado a gente seja a favor da greve, de outro sabemos que o  Festival precisa acontecer”.defendia Márcia Simões³.

"O momento para buscar saídas é exatamente esse, o momento do caos. Não basta a Universidade fechar as portas. A gente tem que propor alternativas ao acesso ao conhecimento e a produção cultural. E uma alternativa é ir ao encontro da comunidade, convidando-a a consumir e a participar da produção existente. Infelizmente o projeto desse Festival ainda saiu das mãos de poucas pessoas até em função das dificuldades do momento." argumenta Eduardo Nascimento 4.

Assim nasceu o Festival de Inverno da UFPR, em Antonina.
  
Texto extraído do livro “Festival de Inverno da UFPR - 11 anos de cultura, arte e cidadania”. Ed. Proec – Ufpr 2001.

* Eduardo Nascimento-  Antonina 1951, É artista plástico, fotógrafo e  professor do Departamento de Design da UFPR. Bacharel em Pintura e Licenciado em Desenho pela EMBAP (1977-79), mestre em Comunicacão e Semiótica/Artes pela PUC/SP (94). Foi Coordenador do Curso de Educação Artística da UFPR(91-94) e Coordenador de Cultura da PROEC (94-96), com Márcia Simões idealizou e coordenou os primeiros festivais.

Citações
(1)     entrevista a Rosirene Gemael.Caderno Programe-se. Jornal Correio de Notícias, pag.b3, 23 de junho de 1991,Curitiba,Pr.
(2)     Rosirene Gemael. Caderno Programe-se. Jornal Correio de Notícias, pag.b3, 23 de junho de 1991,Curitiba,Pr.
(3)     entrevista a Rosirene Gemael.Caderno Programe-se. Jornal Correio de Notícias, pag.b3, 23 de junho de 1991,Curitiba,Pr.
(4)     entrevista a Rosirene Gemael.Caderno Programe-se. Jornal Correio de Notícias, pag.b6, 23 de junho de 1991,Curitiba,Pr.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vem aí mais um Festival de Inverno da UFPR


Vem aí mais um Festival de Inverno da UFPR
07/07/2014 | 00:23 | 

Antonina, no litoral paranaense, se prepara para receber a 24.ª edição do evento que leva cerca de 20 mil pessoas à cidade. A semana de oficinas e espetáculos começa no dia 19 e as inscrições para os cursos terminam hoje (7)
Terminam hoje (7) as inscrições para as oficinas do 24.º Festival de Inverno da UFPR, que agitará Antonina entre 19 e 26 de julho. O evento faz parte do calendário do município e reúne atrações culturais e artísticas voltadas a todas as idades. Com base no público das edições anteriores, cerca de 20 mil pessoas devem visitar ou se hospedar na cidade durante a semana.
Neste ano, são oferecidas cerca de 800 vagas em 36 oficinas – divididas entre infantis, para adultos, de aprimoramento e arte-educação. Doze delas serão ministradas em parceria com o Centro de Estudos do Mar e são destinadas apenas para a comunidade local. Uma das novidades desta edição é que todas as inscrições são gratuitas. Até o ano passado, apenas algumas turmas eram isentas da taxa, que variava entre R$ 40 e R$ 50. Os interessados podem optar por apenas uma oficina. A inscrição deve ser feita no site do evento (www.proec.ufpr.br/festival2014) ou em um posto montado no Theatro Municipal de Antonina.

Além das oficinas, a programação do evento conta ainda com 22 espetáculos musicais e teatrais, exposições, mostra de cinema do Serviço Social do Comércio (Sesc) e um passeio de cicloturismo do Programa Ciclovida. A formanda de Publicidade e Propaganda e presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPR, Cátia Farias, esteve em todos os festivais desde que entrou na universidade, em 2011. “Como sempre estava trabalhando, nunca pude aproveitar as oficinas, mas fui aos fins de semana e o clima da cidade é muito bom”, conta a jovem, que pretende ir novamente neste ano.



terça-feira, 1 de julho de 2014