domingo, 29 de março de 2020
COVID 19...Relatório do Imperial College London.
Veja todos os gráficos: https://medium.com/altru%C3%ADsmo-eficaz-brasil/corona-v%C3%ADrus-o-martelo-e-a-dan%C3%A7a-d396553e928b
quinta-feira, 26 de março de 2020
Saudade de gente...fotografias.
Em tempo de
recolhimento preventivo contra o COVID 19, aproveito pra rever e arrumar meus
arquivos de imagens digitais. Ao abrir a pasta GENTE, percebi quantas pessoas
amigas já nos deixaram e em sua maioria por motivos naturais da vida.
Selecionei algumas imagens e estou postando aos meu pequeno público virtual,
que com certeza, alguns irão “viajar” no tempo, porque saudades é a palavra que
somente existe em nosso vocabulário.
Então
aproveite!
Veja todas as fotos: fotografiaeduardonascimento.blogspot.com/2020/03/saudadespessoas.html
quarta-feira, 25 de março de 2020
ESTRADA DA GRACIOSA...um recorte da história.
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| Portal da Estrada da Graciosa, Antonina, inicio do século XIX. |
ESTRADA DA GRACIOSA...um recorte da história.
O caminho mais antigo que liga Antonina a Curitiba é a
Estrada da Graciosa. Tudo indica que o seu nome é fruto da nomenclatura da antiga
Vila Antonina, antes Freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa, Pilar da
Graciosa...Ou Sítio da Graciosa. Local do então Capitão Mor Manoel do Valle
Porto, português, considerado seu fundador, que por aqui aportou em 1712, e
doador do terreno onde foi erigida a capela em louvor a Santa do Pilar.
Contexto
Com a expansão econômica da região e principalmente da Vila Antonina (1797), os caminhos eram árduos para se chegar ao primeiro planalto, ou seja, a Curitiba.
Com a expansão econômica da região e principalmente da Vila Antonina (1797), os caminhos eram árduos para se chegar ao primeiro planalto, ou seja, a Curitiba.
Comumente, cargas e passageiros deveriam embarcar e
desembarcar suas canoas nos portos de Porto de Cima e Morretes e a viagem pelo
Rio Cubatão (Nhundiaquara), era considerada perigosa. Sem considerar ainda a
jornada serra a dentro, através do Caminho do Itupava, em lombo de animal, até
chegar a Curitiba.
As canoas faziam a travessia de Morretes aos Portos de
Antonina e Paranaguá e abasteciam as cidades. Tal era a importância deste
entreposto que o encarregado era nomeado pelo Ouvidor da Comarca e cobrava
altas taxas para movimentação das cargas.
Incansáveis lutas
Enquanto nossos vizinhos, Paranaguá e Morretes lutavam para
melhorias do antigo Caminho do Itupava, os antoninenses lutavam pela abertura
do Caminho da Graciosa, que iria facilitar o acesso ao seu porto e reduziria a
árdua tarefa de travessia das canoas.
A luta até certo ponto e momento parecia em vão, devido ao
poder dos envolvidos. Segundo o historiador Ermelino de Leão (1), logo após a
instalação da Vila Antonina, a primeira Câmara tratou de realizar a legítima aspiração
dos seus munícipes: a reabertura do caminho da Graciosa. E teve a acolhida da
comunidade e das autoridades curitibanas. “O
Capitão-mor de Curitiba, Lourenço Ribeiro de Andrade prontamente atendeu ao
apelo dos capelistas, mandando consertar a picada até o cume da serra, para
encontrar-se com a turma que a Câmara de Antonina tinha enviado para a
restauração do histórico caminho.”
A 17 de novembro de 1738, os curitibanos enviaram a primeira
equipe para a reabertura do caminho: “Essa
bandeira levantou...Uma grande cruz, para
que servisse e fosse público”.
Mas não foi fácil não, embargos foram feitos por parte dos
vizinhos, chegando até a proibir o transito pela estrada, conforme edital de 12
de junho de 1798, do Ouvidor Geral Dr. Branco (2), sob penas severas. Mas a
decisão do embargo foi derrubada em 1807, pelo Governador de São Paulo, que
ordenou a abertura da estrada ao público (3).
Primeiras passagens
A 16 de agosto de 1807, romeiros a Nossa Senhora do Pilar
fizeram a primeira viagem pela estrada, para testar sua viabilidade, apesar de
ainda não estar concluída e afirmaram: “Transpusemos
com a maior felicidade, com mais de sessenta animais carregados, sem que
qualquer um ficasse mutilado e ferido. E que a distância da Villa até Borda do
Campo seria de sete léguas, que o terreno era muito mais vantajoso que o do
Itupava, porque evita os perigos do rio Cubatão (Nhundiaquara) e os
despenhadeiros da serra.” (4)
Ação definitiva
Ermelino de Leão, (5) nos atenta ainda que: foi certeiro o
movimento reivindicatório das comunidades de Antonina, Paranaguá e Curitiba,
quando informaram ao Governo Imperial a lastimável situação das vias de
comunicação da comarca. “Então, o Governo
Real julgou acertado intervir, baixando a carta régia de 17 de julho de 1820, que mandava proceder a reconstrução da Estrada
da Graciosa, incumbindo o serviço ao Tenente Coronel Inácio de Sá Soto
Maior...” Data da qual podemos
considerar como definitiva para sua abertura.
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| Vista da Estrada ja concluída. Autor desconhecido. |
Ações posteriores
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (6),
as obras de construção da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido
iniciadas logo após a criação da Província do Paraná (1853), por ordem do seu
primeiro presidente, Zacarias de Góis Vasconcelos. Até a metade do século XX, a
Estrada da Graciosa permaneceu como única estrada pavimentada do Estado, sendo
importante rota de escoamento da produção agrícola (café, erva-mate e madeira)
do Paraná rumo ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina.
Em setembro de 1959, o governador Moysés Lupion - fez a
entrega oficial do tráfego do trecho que vai da ponte sobre o rio Mãe Catira a
São João da Graciosa (PR-51), na rodovia Curitiba-Antonina. O trecho
pavimentado (asfalto) ligava Antonina à estrada imperial da Graciosa, colocando
finalmente Antonina em contato com a capital Curitiba. (7)
A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é
uma estrada pertencente ao Governo do Paraná que utiliza a antiga rota imperial em
direção ao litoral do Estado, interligando o município de Quatro Barras às
cidades de Antonina e Morretes (8). Comprimento da pista: 28,5 km.
Hoje a Estrada da Graciosa continua servindo as cidades que
interliga e a todo litoral paranaense. Não mais transita carga e é protagonista
dos nossos mais importantes produtos turísticos da região, com sua paisagem
exuberante, seu calçamento de paralelepípedos, curvas acentuadas, sua mata
protegida e sua diversidade de espécies.
Isso é um pouco da nossa estrada...Graciosa.
Eduardo Nascimento
24 de março de 2020
Em quarentena do Covit 19
Referencias:
(2) Idem...pag 80.
(3) Idem...pag 83.
(4)Idem...pag 83.
(5)Idem...pag 122
(7) Histórias do Ayrton Cornelsen (Lolô ), 1960.
sexta-feira, 20 de março de 2020
ESTOURO DE FOGUETE
Meu amigo e frequentador do Jekiti Carlos Augusto do Carmo,
mais conhecido como Chico Preguiça. Fala aí Chico Beleza...Digo, Preguiça:
“A beleza é de Caetano. Caetano não gosta que o chame de Pupuca.
Fica bravo pra caralho! E na época ele era ‘metido’ a mandar nos amigos, ser o
cabeça de tudo...Tudo! Era Caetano prá cá...Caetano pra lá...E o padre em
questão com o pai dele - que era muito amigo, deu os fogos da Festa de Agosto,
pra ele montar na escadaria da igreja. Daí... Caetano pra cá, Caetano pra lá,
monta aqui e acolá. E montamos todas as baterias, de acordo com sua indicação.
Mas, para proteger os fogos, teríamos que passar uma lona
por cima, evitando a chuva ou serração. No mês de agosto tem sempre uma ‘serraçãozinha’
e poderia danifica-los. Na hora de montar a lona, então, Caetaninho não derruba
uma baga de cigarro no meio dos fogos e não estoura tudo?! Foi tudo pro ar de
uma só vez.
| Carlos Augusto do Carmo, o Chico Preguiça. |
Na época tínhamos 17 ou 18 anos, bem antes de prestar o serviço militar.
Então, foi isso que aconteceu: ‘queimamos’ todos os foguetes
antes da festa. Mas na hora da comemoração aos festejos da nossa padroeira, por
um ato milagroso, o céu foi iluminado por milhares de foguetes, que até hoje
não se sabe quem bancou.
Pergunta pra ele!”
04 out 2019
N.Ed. Blog: Se você tem uma historia ou causo popular interessante, vem contar pra nós. A gente grava e publica. Bom pra historia da nossa cidade!
terça-feira, 17 de março de 2020
EM TEMPO DE CORONA VIRUS - Medidas de Proteção
Professor da UFSC especialista em pandemias indica medidas
de proteção para a ida ao mercado
17/03/2020 09:58
[Atualização – às 20h09
de 17/03/2020 – no item 5, foi corrigida a quantidade de água sanitária
ideal para higienizar alimentos*]
O professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e
Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Oscar
Bruña-Romero estabeleceu algumas medidas de prevenção fundamentais no combate à
pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19). Ele traz orientações a serem
utilizadas no cotidiano da população, como ao usar um veículo ou na ida ao
mercado. Bruña-Romero é doutor pela Universidad de Navarra, na Espanha, e tem
experiência em imunologia, biologia molecular, virologia/parasitologia, atuando
principalmente nos seguintes temas: vírus recombinantes, desenvolvimento de
vacinas e diagnóstico imunológico e molecular de doenças infecciosas.
“Esta semana ainda poderemos ir ao mercado sem máscara.
Quando os casos começarem a aumentar, pode ser que tenhamos que escolher
horários do dia em que o mercado esteja mais vazio”, alertou o professor. Ele
esclareceu que a máscara cirúrgica comum não protege e só serve para evitar que
uma pessoa doente espalhe ainda mais a infecção.
Veja as medidas de precaução definidas pelo professor:
1. Nunca fique a menos de um metro de outro ser humano;
2. Considere sempre a sua mão suja. Nunca leve a mão à boca,
ao olho ou nariz enquanto estiver no mercado, nem para coçar, nem para tocar
nos cabelos;
3. Pague suas compras no cartão. Não aceite moedas e muito
menos notas de papel até depois da pandemia;
4. Guarde álcool gel e álcool 70 com um rolo de papel toalha
no carro. Coloque as compras no porta-malas e, em seguida, abra a porta do
carro e passe álcool gel na mão (ainda fora do veículo). Molhe uma folha de
papel toalha com álcool 70 e passe no volante, no freio de mão e na alavanca
das marchas. Passe também na maçaneta (alavanca) da porta de dentro do carro,
nos controles dos vidros e nos controles do rádio. Não faça desinfecção do
carro por fora, é necessário sempre considerar que o veículo possa estar
contaminado. Feche a porta, sente-se e desfrute a viagem;
5. Higienize os alimentos ao chegar em casa, principalmente
aqueles que serão consumidos crus. Lave em água corrente e mergulhe as verduras
e frutas em uma solução contendo água sanitária diluída em água. Observe no
rótulo da água sanitária a diluição ideal e o tempo necessário para deixar o
alimento em imersão. Se não tiver essa informação no rótulo, busque outra marca,
pois alguns produtos não devem ser utilizados em alimentos. Depois disso,
enxágue com bastante água. Passe álcool 70 em embalagens de alimentos que serão
armazenadas.;
6. Caso tenha comprado itens que não são comestíveis, passe
um álcool 70 neles ou deixe ao sol direto por duas horas, no mínimo;
7. Sempre que chegar em casa da rua, tire os sapados e
troque a roupa. Lave os braços até o cotovelo. É fundamental ter uma ‘roupa de
casa’, e a ‘roupa de rua’ que não quiser lavar diariamente, deixe sempre no
mesmo lugar. Volte a vesti-la apenas imediatamente antes de necessitar sair
para a rua novamente. Não transite em casa com ‘roupa de rua’.
8. Passe álcool 70 em todas as torneiras das pias de casa
uma vez por dia, nas maçanetas das portas e nas chaves de casa e do carro;
9. Passe álcool 70 no seu celular, tablet, notebook,
teclados e mouse uma vez por dia. Considere-os sempre sujos (lave as mãos ou
passe álcool gel depois de usar);
10. E, claro, sempre em caso de dúvida: lave as mãos.
Boas compras!
Fonte: www.noticias.ufsc.br
segunda-feira, 2 de março de 2020
Parceria resgata passeio da Maria Fumaça entre Antonina e Morretes
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| Imagem da Estação ( link) |
Serão passeios diários e casados com a descida do trem
pela Serra do Mar, a partir de abril. Retomada da clássica atração se tornou
possível com a parceria entre o Governo do Estado e a Rumo Logística.
O Litoral do
Paraná vai ganhar ainda neste semestre uma nova (e clássica) atração, capaz de
representar de maneira definitiva um movimento de regionalização turística
entre Antonina e Morretes. A Maria Fumaça voltará a passear no trecho entre as
duas cidades. Serão passeios diários e casados com a descida do trem pela Serra
do Mar.
Esse resgate só foi possível porque o Governo do Estado e
a empresa Rumo Logística formalizaram um protocolo de intenções no ano passado
para a revitalização da ligação férrea. A Associação Brasileira de Preservação
Ferroviária (ABPF), entidade sem fins lucrativos que promove a conservação do
patrimônio histórico ferroviário brasileiro, será responsável pela operação.
As obras na ligação de 16 quilômetros estão em andamento
e no final do ano passado um teste natalino comprovou o interesse das cidades
pela iniciativa. Com esse ramal, o turista poderá conhecer as duas cidades
históricas do Litoral passando pela Mata Atlântica de trem. As últimas
excursões que transportaram turistas de maneira regular usando a linha
aconteceram na década de 1990.
Segundo a ABPF, os trechos serão diários, conforme a
demanda, e a operação deve ser iniciada já em abril, depois da manutenção que a
Maria Fumaça recebe em Rio Negrinho (SC). “O intuito é de fomentar o turismo,
porque a ABPF e as cidades dependem da receita do turismo para sobreviver. Todo
dinheiro da bilheteria será usado para o museu que vamos criar em Antonina ou
Morretes. A ideia é ter um centro de memória do trem, tão importante para essas
cidades”, explica Marlon Ilg, vice-presidente da associação.
“Morretes é uma potência turística e Antonina está
ressurgindo. Com grande divulgação na Região Metropolitana de Curitiba, com
quase três milhões de habitantes, e os parceiros certos como a Serra Verde
Express, que já transportou quase quatro milhões de pessoas em duas décadas,
com quem estamos trabalhando diversos pacotes, acreditamos em uma demanda muito
expressiva, como nas outras oito operações similares que temos espalhadas pelo
País”, complementa.
ATRAÇÕES - A programação inicial prevê viagens de 50
minutos a 1 hora de duração, com atrações locais dentro dos vagões. Há,
inclusive, projetos envolvendo os produtos típicos do Litoral, perspectiva
idealizada em parceria com o Morretes Convention e Visitors Bureau, entidade
apolítica e sem fins lucrativos formada por empresas empenhadas em apoiar o
desenvolvimento do turismo local.
“É um projeto muito completo. Estamos conversando com
Paraná Turismo e com as duas prefeituras, amadurecendo a operação para ter tudo
pronto até a Páscoa. Temos mais de 40 anos de experiência no mercado e queremos
replicar o sucesso do trem do vinho do Rio Grande do Sul”, acrescenta Marlon.
“Teremos teatro, música regional, e roteiros casados, além de uma locomotiva
totalmente repaginada e o visual emblemático da Serra do Mar paranaense”.
LIGAÇÃO – A Maria Fumaça trará mais energia para a
estação ferroviária histórica de Antonina, que foi restaurada nos últimos anos.
A estação está ligada à história ferroviária do Paraná, iniciada com a
inauguração do trecho Curitiba-Paranaguá, em 1885.
A construção ocorreu em 1916, após o incêndio que
destruiu a antiga estrutura, e com um investimento de R$ 1,4 milhão houve troca
do telhado, substituição dos sistemas elétricos e eletrônicos, reforma dos
banheiros e sistemas hidráulicos e a restauração das esquadrias de madeira. Há,
inclusive, exposições pelo local.
Já a estação de Morretes existe desde 1883, mas seu
prédio original foi substituído por um novo edifício de concreto e alvenaria em
estilo art déco na década de 1950. A ferrovia foi projetada pelos irmãos
Rebouças. À época (1885) foi uma das mais ousadas obras de engenharia do mundo.
“É algo que toda a população espera, retomar a ligação
diária desse trecho histórico. O Paraná cresceu a partir das locomotivas do
Litoral, e queremos usar esse caminho para contar um pouco sobre a importância
da Mata Atlântica e das outras possibilidades do município. É uma conquista que
só trará benefícios para o Litoral”, afirma Allana Cristina Araújo, responsável
pela programação turística da prefeitura de Antonina.
HISTÓRIA - A Associação Brasileira de Preservação
Ferroviária é uma entidade civil sem fins lucrativos de cunho histórico,
cultural e educativo. A missão é promover o resgate e a conservação do
patrimônio histórico ferroviário brasileiro, disponibilizando os bens à
visitação pública, desde que a conservação do bem não seja colocada em risco.
Fonte: http://www.sedest.pr.gov.br/Noticia/Parceria-resgata-passeio-da-Maria-Fumaca-entre-Antonina-e-Morretes?fbclid=IwAR1M_41ptRoIkJeLZckq_1Da42b0znEdzK5ewL_SfFuyzKhbin-VanQPz3k
domingo, 1 de março de 2020
TROCANDO AS CUECAS...Vale a pena ler de novo?!?!?!
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| Imagem meramente ilustrativa. Capa do livro. |
TROCANDO AS CUECAS
Publicado no Blog Palavra do Bó em 10/10/2011 e no livro “Tenho
dito” em 2012*
Neste último sete de outubro, dia fatídico àqueles que
adoram pular de galho partidário para concorrer às próximas eleições
municipais, a correria na cidade em busca de novos adeptos foi catastrófica. No
Jekiti – central de observação à curta distância – as cabeças mais se
movimentavam do que torcida em jogos de tênis. Valia tudo para conseguir mais
um aliado ao grupo que visa dar continuidade ou ganhar o poder.
A praça Cel. Macedo foi mais uma vez palco de decisões
partidárias, pois o velho “PT de guerra” abriu espaço para uma descarregada
fecal enviada por algum emissário superior. Como continuamos
“deitados-à-beira-do-mar” e a apenas 5m do seu nível, tudo vai descendo
lentamente e aqui se aloja com a maior natureza, para o bem de toda a banguela,
manca e safada corte política.
O circo somente começou a contratar novos atores para o
próximo espetáculo do dia 07 de outubro de 2012.
Até a primeira-dama e um provável candidato à majoritária
também tentaram filiar-se ao “puro e intocável partido”, mas não conseguiram
despertar confiança dos abnegados “guardiões”.
A manobra em desobstruir o pequeno mas ainda “confiável”
grupo que comanda o partido mais importante do país em nossa cidade não passa
de mais uma baixaria orquestrada pela turma do atual prefeito, em busca de
forçar mais uma vez o apoio para a sua reeleição. O preço não importa, o que
importa é colocar bodes expiatórios em lugares estratégicos para desestabilizar
qualquer outra pretensão que não seja favorável à reeleição do atual
mandatário.
Por outro lado, com a saída da ex-prefeita “Mônica” do
páreo, devido à reprovação de mais uma de suas contas pela Câmara dos
Vereadores, outros postulantes correram atrás de possíveis acertos e prévios
compromissos. O atual prefeito, que se elegeu pelo PPS, trocou a sigla pelo
PSD. O secretário da Saúde trocou o PPS pelo PMDB. E muitos que estavam no
grupo do PSDB se mandaram para o PPS. A debandada foi geral e, apesar de termos
mais de 20 partidos disponíveis, faltaram siglas para a correria desenfreada
daqueles que precisam se agarrar em “umas letrinhas”, para uma negociata com o
próximo mandatário.
A troca até parece de cuecas dos usuários cagões, o pior
mesmo é que pegaram novas cuecas... mas já com marcas de freadas.
*livro “Tenho dito. Antonina...Crônicas, casos e acasos.” Publicado
em 2012, Edição do autor. É uma coletânea de textos publicados no Blog www.palavradobo.blogspot.com.br
Mais de cem ensaios sobre a movimentação política da cidade,
entre os anos de 2006 a 2011. Boa leitura para quem gosta de fazer política. Os
livros poderão ser adquiridos na Livraria Da Barca, na Artenina ou pessoalmente
com o autor, pelo preço de R$30,00.
Ou poderá solicitar via-online, que enviarei até sua residência,
com uma pequena taxa de Sedex.
domingo, 23 de fevereiro de 2020
CARNAVAL DE ANTONINA...45 ANOS REGISTRANDO A FOLIA
Desde 1975 tento registrar os personagens do Carnaval de Antonina...O melhor do Paraná, alegre, animado e muito criativo. Uma diversidade de representações e tipos de brincadeiras.
Hoje, em 2020, volto pra avenida para registrar algumas imagens que me falam, não somente da festa, mas da cumplicidade com a mesma.
Em 2011, editei junto ao MEC/Lei Rouanet o livro
"Carnaval de Antonina-35 anos de cumplicidade". Foram selecionadas
200 imagens do meu acervo pessoal e montado uma linha do tempo
desta importante festa popular.
E vamos enfrente...até os cinquenta.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
O BONDE ERRADO...Epitácio Machado no Divã do Jekiti
Hoje no divã recebemos o amigo Epitácio
Machado, o Pita que irá nos relatar algumas das suas histórias. Conta aí Pita!
O BONDE ERRADO.
“ Bem é o seguinte: foi em uma
viagem de retorno do Rio de Janeiro pra Curitiba, e já vim cansado...Desta
viagem. Chegando na antiga rodoviária de Curitiba - hoje Terminal Guadalupe...Cansado
que...Achei um barzinho por perto pra tomar um ‘refrigerante’ uma tal de
Trevisan...E embalei. Na hora de pegar o ônibus pra Antonina - tinha a Dovaltur
na época e também a Estrela Azul, do norte do Paraná...Irati...Mas, em lugar de
pegar o azul da Dovaltur, entrei nesse que ia pra Irati, pois era parecido. Bem...Embarquei
no ônibus e dormi, pois estava embalado, devido a ‘mardita” Trevisan. Daí,
chegando no destino, em Irati é claro, o motorista me abordou: Acorda!!!Acorda!
Acordei e pensei... Graças a deus cheguei em Antonina. Desculpe, respondeu o
motorista – você está enganado, nós estamos em Irati. Então, desembarquei e fui
me localizar, pois não tinha mais horário de ônibus pra Curitiba. Me indicaram
uma pousada e lá fui eu. Pior, coisa...Pois o que tinha de pulga, quase vim
carregado pelas pulgas pra Antonina.”
Essa é uma das histórias, se eu
lembrar de outra te conto. Mas pera aí...Tem mais uma boa:
DESCANSADINHA
“ Carnaval...Filhos da
Capela...Dois anos atrás, estava em uma Ala dos Fundadores, a ala de
frente...Com cartola e tudo que tinha direito, e despencou uma chuva
torrencial...Daquelas que sempre deixam pra cair na hora do desfile.
Como não queria me molhar para
preservar a fantasia, entrei na Cantina da dona Fátima – por sinal minha prima,
perguntei a ela se poderia dar uma descansada por ali mesmo, mas na hora que
ela percebesse que a Capela fosse sair, ela que me avisasse. Parou a chuva, mas
nessa descansadinha...Apaguei também. Quatro horas da manhã acordei e não tinha
nem Capela e mais nada. – Epitácio acabou o carnaval, me informou a Fátima.
Minha ‘descansadinha’ foi além da
hora, desfilaram todas as Escolas de Samba da cidade e eu dormi. Peguei a
fantasia e solitariamente atravessei a avenida já vazia.
Histórias dos carnavais.”
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Tudo pronto...Olha eu aqui!
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| Iluminação precária na Pç. Feira Mar |
Faltando pouco mais de dez dias para o carnaval, a cidade
precisa se preparar para receber milhares de foliões. A Avenida do Samba, como
de costume, recebe infraestrutura para a festa. Mas não se pode esquecer o
entorno, principalmente o Setor Histórico. Da Praça Central- Cel.Macedo, a
Praça da Feira Mar, Mercado e Trapiche, o logradouro da Carioca...Ponta da Pita
e adjacências.
Ar de abandono
A Praça Cel Macedo está com ar de abandono. É pouco ou quase
nada pequenas ações que estão sendo realizadas por voluntários. Precisa realmente
de uma “maquiagem”, tipo poda de árvores, melhorar o sistema de iluminação, terminar
a pintura das muretas (que foram iniciadas em julho de 2017), iluminar o coreto
e recuperar os bebedouros quebrados e sem torneiras. Arrumar calçadas e
passeio...Etc. Sem falar da tal iluminação da Fonte que foi recuperada em 2017
e até o momento a Secretaria de Obras, não instalou os equipamentos a ela
entregue em dezembro do mesmo ano. É bom ressaltar, que não existe nenhum projeto
para a recuperação da praça. Opa, quase esqueci do Jekiti. O ponto de ônibus e
de encontro das pessoas que gostam de bater um papo, precisa urgentemente de
melhorias. Desde a parte estrutural, elétrica, iluminação e pintura. O Jekiti,
durante o carnaval é local de mil e uma utilidades e merece um tratamento
especial.
Obra pela metade
Uma das mazelas do poder público municipal, é começar um
serviço e não concluir.
Conheço até uma amiga que apelidou o tal órgão responsável de
Secretaria de Obras pela Metade, e com razão.
Não é de hoje que se inicia uma melhoria e não se conclui. A
atual gestão parece ter sido contaminada pelo “vírus da metade”. Quer ver um exemplo: iniciaram a pintura dos balaústres
da Feira-Mar em outubro de 2018 e mereceu até postagem do setor de divulgação
do gabinete, mas até o momento – após um ano e alguns meses, a pintura não foi
concluída. Em 2017 também iniciaram a pintura da Secretaria de Educação de cor
azul, passem lá e vejam...Ainda não concluíram.
A tal Garage Municipal, iniciada na gestão do Canduca até agora não foi
concluída. Uma simples poda na praça, só foi feita a metade, pois o caminhão quebrou
e nunca mais retornaram. E muitas outras, se listada faltaria espaço pra tanto
inacabado.
A espera
Outra mazela palaciana, é prever recursos para realização de
projeto de recuperação de algum imóvel ou logradouro. Por exemplo: a Estação
Ferroviária quando foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas, a
prefeitura não trocou mais nenhuma telha, nem ao menos limpou as calhas.
Deixaram o prédio em péssimas condições, a espera de um provável projeto. As
condições estavam tão precárias, que quase os recursos destinados a reforma,
não conseguiria cobrir. Hoje temos uma Estação recuperada, graças a boa vontade
do Iphan e articulações políticas da atual gestão.
Na Praça da Feira Mar acontece o mesmo problema. Segundo a
placa ali instalada, o logradouro deveria ter passado por reformas, mas até o
momento apenas deparamos com uma espaço sucateado, com poucos bancos, sem
lixeiras, bebedouro e durante a noite em total penumbra. Se faz necessário uma
ação emergencial para a melhoria da iluminação, pois a semana que vem teremos o
carnaval e o local iluminado dará mais segurança a comunidade e mostrara todo o
“charme” do local.
O mesmo acontece com o Trapiche, que aguarda recursos, mas é
uma lástima, principalmente o flutuante.
É muito bom sair por aí fazendo selfie - prática costumeira do nosso alcaide, a frente de “suas”
realizações. Melhor seria, realizar pequenas e importantes ações para melhorar o nosso
dia-a-dia, como colocação de lixeiras, recuperação de calçadas, acessibilidade
e sinalização de trânsito.
Parece que as coisas simples e de baixo custo não atrai os
políticos. Mas são essenciais para se melhor viver em uma cidade.
A semana que vem tem carnaval.
“...que bom seria sonhar tudo de novo”
E Tenho Dito!
domingo, 9 de fevereiro de 2020
DIVÃ DO JEKITI - A bolsinha dos 20 mil dólares
Meu amigo Zé Goto, conta uma das suas histórias do nosso carnaval.
Conta aí Zé:
A bolsinha dos 20 mil dólares.
“Era uma vez, numa segunda-feira de carnaval, lá pelos anos
noventa, todos vestidos de mulher – dia das Escandalosas - bem em frente de
casa, Jorginho e Tico Fayad respectivamente, os dois vestidos a caráter e de
vermelho pra variar (atleticanos).
Todos estávamos nos preparando para sair a avenida e aquilo lotado, mas lotado que não cabia mais nem pensamento.
Todos estávamos nos preparando para sair a avenida e aquilo lotado, mas lotado que não cabia mais nem pensamento.
Aí, passam dois caras com a camisa do flamengo, e Tico - vascaíno
roxo...não sei o quê?!...E Jorginho também quis avançar nos caras. Tico agarrou
Jorginho, e nesse exato momento passava a polícia militar – pessoal de
fora que não os conhecia, agarraram os dois - que apesar do apelo da plateia
dizendo que não era briga e sim brincadeira entre pai e filho. Mas os policiais
foram taxativos e os levaram pra a delegacia, onde deveriam se explicar.
Foram levados até a viatura, que estava parada na Rua do
Eduardo Bó, e queriam joga-los no camburão...Aí, chega Eliana, cunhada de Tico,
e tenta argumentar: -Eles não são vagabundos, não coloquem eles na viatura! Mas
nada resolveu. A Eliana foi empurrada por um policial e no momento, chegou o
vereador Jefferson Fonseca e argumentou junto aos policiais, que os rapazes
eram gente de Antonina, e não estavam brigando. Não houve acordo, e foram
resolver o impasse na delegacia de polícia. Os argumentos serviram ao menos
para serem levados sentados na viatura e não no camburão, como pretendiam os
policiais.
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| Zé Goto - Contador de história |
Tico estava com uma bolsinha, que na hora da confusão, sem ele perceber, foi retirada por sua cunhada Eliane e guardada em sua casa.
Chegando na delegacia, a primeira pergunta que Tico fez, foi
sobre a bolsinha.
– Cadê minha bolsinha? Meu cigarro? ... E tinha 20 mil....Cadê
minha bolsinha? E ficou repetindo insistentemente. A insistência foi tanta
encima dessa tal bolsinha, que o escrivão antes de registrar a ocorrência...Indagou:
- Senhor, tinha 20 mil reais? Tico respondeu...Não 20 mil dólares! E aí começou
uma grande confusão...Pois Tico questionava que a tal bolsinha deveria ter
ficado na viatura. E insistentemente repetia: - Eu quero minha bolsinha!
O escrivão atencioso e preocupado, liga pra viatura que
atendeu a ocorrência – só pra ter uma
ideia, na segunda de carnaval, a cidade fica “entupida” pra viatura chegar a
delegacia, três quadras da avenida, demorava mais de meia hora – e se
reportou aos policiais, dizendo que o senhor que foi levado à delegacia sentiu
falta de uma bolsinha, que continha além de cigarros a importância de 20 mil dólares.
Os policiais, revistaram toda a viatura e não encontraram a tal bolsinha.
O escrivão então falou ao Tico: Meu senhor a tal bolsinha
não está lá!
Nesse vai e vem passaram mais de hora e os dois continuaram detidos.
Até a chegada da Eliane. Mas Tico continuava a insistir no
desaparecimento da tal bolsinha que continha 20 mil dólares. Eliane então esclareceu,
que na hora da confusão toda, pegou a tal bolsa, e que não continha nenhuma
grande importância. Estavam cigarros e alguns trocados.
Daí, como o escrivão já conhecia as “figuras”, caíram na
gargalhada e os dois foram imediatamente liberados para voltarem a brincar na avenida.
Mas sem a tal bolsinha dos 20 mil dólares”. Ainda bem que prevaleceu o espírito
de carnaval.
José Goto
08.02.2020
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| A platéia presente. |
Venho contar suas histórias. É bom de contar e de ouvir, assim
resgatamos o nosso rico repertório popular.
domingo, 2 de fevereiro de 2020
EM FEVEREIRO...TEM CARNAVAL...
| Antonina...Tem carnaval! |
E MUITA POLÍTICA.
Política e carnaval são ingredientes de difícil harmonia,
principalmente em um ano de eleições municipais.
Pelo lado da política, nota-se que uma grande parcela do
eleitorado, é de opinião que o poder público não deveria gastar recursos com o
evento. Enquanto outros, aguardam a festa para se divertir, e os empresários das
áreas de hospedagem, gastronomia e serviços, contam com a data, para melhorar o
faturamento e movimentar a economia da cidade.
Essas divergências sempre causaram preocupações aos
gestores públicos. Já tivemos prefeitos – por pressão dos desinteressados - que
enxugaram os recursos para a festa e outros que extravasaram o caixa da
prefeitura, com contratações absurdas. É só ver suas prestações de contas.
Em todo início de gestão, quase sempre ouvimos o mesmo
discurso: “vamos gastar o mínimo, pois o orçamento que temos não foi por nós
elaborado”. A nova equipe tenta fazer “das tripas...coração” e monta um projeto
enxuto. Mas no desenvolver do samba, as coisas vão se modificando e o caldo
engrossa. Gasta-se “muito”.
No ano seguinte segue o baile e começa tudo de novo. As
mesmas desculpas, mesmos problemas. E isso estou falando apenas de recursos
para infraestrutura do evento, porque o carnaval mesmo quem faz é quem gosta e
gasta: os carnavalescos, as Escolas de Samba, Blocos...E o povo brincalhão! Que
raramente consegue recurso, ou se consegue, vem com cara de “esmola” e favor.
É bom deixar claro, que não estou me definindo quer por
um ou outro lado, mas sim, na simples narrativa de bastidor.
Eleições e carnaval
Sendo o carnaval em ano eleitoral, os candidatos irão
correr atrás dos votos dos foliões.
O atual mandatário, sequer imagina uma derrota nas urnas.
E vai, é obvio, jogar as cartas na avenida - creio que não falte recursos para
a festa. E não só ele como os demais pretendentes.
O formato é autofágico. As agremiações, por outro lado, “sempre”
correram atrás dos político pra arrumar recursos em troca de apoio, prática que
hoje, ao menos, está sendo rejeitada pela população. É preciso ficar atendo a
estes tipos de comportamento, e fazer do nosso carnaval uma grande festa, com o
mínimo envolvimento eleitoreiro e clientelista.
Cultura e Geração de Renda
O Carnaval - com “C” maiúsculo mesmo - precisa fazer
parte dos Programas Governamentais. É uma das maiores festas populares do
planeta e da nossa cidade. Mas é preciso ser tratado com rigor, respeito,
planejamento e principalmente com profissionalismo.
Nossa grande festa cultural - da cidade Patrimônio do
Brasil, precisa ser entendida e absorvida pelos políticos de plantão, dos pretendentes,
do empresariado e principalmente pela população. Não necessariamente ser aceita
por todos, mas degustada e entendida.
Nosso carnaval é fruto da nossa rica diversidade e se faz
necessário, transforma-lo – no caso Antonina, em gerador de renda e emprego.
Durante o ano inteiro.
Ou continuaremos repetindo o mesmo enredo dos clamores.
“Sonhei que era carnaval, festa do povo...
Que bom seria sonhar tudo de novo” Relem.
E tenho dito!
02.02.2020 Eh Eh Eh!
sábado, 1 de fevereiro de 2020
LIVRO COM FOTOGRAFIAS DO CARNAVAL DE ANTONINA...Só R$80,00
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| Sobre capa do livro. Capa dura em edição de luxo. |
Estou disponibilizando do meu acervo (restam apenas 70),
dez livros de fotografias
“Carnaval
de Antonina- 35 anos de cumplicidades” editado em 2011, que
podem ser
adquiridas diretamente comigo, com desconto especial do preço de mercado,
de R$120,00 por R$80,00,
para pagamento a
vista ou no cartão de débito.
Não aceito cheque!
O livro “Carnaval de Antonina- 35 anos de
cumplicidades” contém
mais de duzentas imagens dos carnavais da cidade,
no período de 1975 a 2010,
com textos do escritor Cristovan Tezza e do crítico de arte Sergio Kirdziej.
PROMOÇÃO VÁLIDA
DE 01 A 25 DE FEVEREIRO
(Terça-feira de carnaval).
Solicite in-box ou pelo Wathsap: 99906-4081
CORRA PRA GARANTIR O SEU EXEMPLAR!
Também pode ser adquirido na Livraria da Barca e na Arte-Nina
no
Mercado Municipal a preço de banca.
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| Miolo em papel couché. 200 imagens. |
Algumas imagens do livro:
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| Fotógrafo e Rei Momo. |
Também pode ser adquirido na Livraria da Barca e na Arte-Nina no
Mercado Municipal a preço de banca.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
DIVÃ DO JEKITI...Aparecendo a cueca e Não tem vaga. Historias de Sabico
Meu amigo Sabico, Paulo Roberto Cordeiro, vai contar umas
das suas histórias:
Não tem vaga?!
Aparecendo a cueca
“São várias histórias meu amigo Eduardo, mas tem uma, na
época do carnaval e das Escandalosas que a gente se divertia muito. Saiamos eu,
Marcus Porvinha, Tico e Moacirzinho Tararaca...Enfim, uma série de amigos da
época. Mas cada uma tirava sarro do outro, porque todos estavam mal vestidos, e
dizíamos assim: se você fosse mulher não conquistaria ninguém...Não ganharia
sequer um cigarro. Pois bem, daí Moacirzinho não queria sair, mas a gente insistiu,
porque ele achava que o seu vestido estava aparecendo a parte traseira, lógico,
quando ele olhava no espelho...Na frente estava certinho, mas quando ele virava
pra ver atrás, a gente puxava e ele no espelho via que estava tudo legal, mas
que nada, atrás ficava tudo visível. E aí, Moacirzinho ficou bravo, porque na rua
ouviu de alguém, que sua traseira estava exposta...Ou seja, um bundão de cueca
é claro, mas ele ficou uma fera, principalmente comigo, que havia garantido que
tudo estava perfeito.
E daí o que aconteceu? Aconteceu que, naquela época tínhamos
em casa, uma cabeça gigante feita de papel-maché, e papai me emprestou a tal
cabeça pra sair sem ser reconhecido. Mas, a raiva do Moacirzinho contra mim era
tanta, que aqui nas imediações do Jekiti recebi uma paulada na cabeça e fiquei
zonzo no carnaval inteiro, porque aquilo fez uma eco, dentro da tal máscara que
quase me matou. Mas ninguém brigou, porque prevaleceu o momento de brincadeira
e a amizade entre os amigos.
Não é uma história pra dar muita rizada, como a história do
Acrizinho. Então vamos lá:
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| Radialista Paulo Roberto Cordeiro/ Sabico. |
Não tem vaga?!
Quando íamos ao cinema, no saudoso Cine Ópera, ficávamos de prontidão
a espera do apagar das luzes para sentarmos no lugar reservado pela namorada ou
pretendente. Na época, as meninas entravam, sentavam e guardavam o lugar ao seu
lado, para seu candidato.
No apagar das luzes e início da sessão – Futebol...Canal
100...Etc, Acrizinho se animou para ocupar o lugar reservado pela Marga – sua pretendente...E
foi entrando na fileira, pois o provável lugar estava na metade da fila. E foi
indo...Com licença...Com licença...Mas quando ele chegou, eu só ouvi ele falar
assim: Não tem vaga!?!? E daí o que
aconteceu? Voltou, porque já tinha alguém sentado no lugar ‘vago’ (na época
quando o cinema estava lotado, era proibido reservar poltrona) ...E ele saiu
feroz e de fininho – como dizíamos na época... Ficou de bico, grudado na parede
do cinema...E perdeu a chance de passar uma agradável sessão de cinema, ao lado
da sua amada.
E muitas dessas aconteciam, pois dificilmente a gente
sentava com a namorada, antes do apagar das luzes e muitas vezes ficávamos assistindo
o filme em pé e sozinho.
Histórias do nosso tempo...Que valem ouro.”
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| A platéia presente. Momento de descontração. |
Esta é mais uma das história contadas no Jekiti. Se você quiser
contar alguma coisa de sua historia de vida ou curiosidades que aconteceram em
Antonina, fale conosco, a gente reúne uns amigos, você conta a gente se diverte
e depois eu publico no “Divã do Jekiti”.
Aguardem que vem muita coisa boa.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA
| Placa da Obra |
REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA
Está prevista a revitalização da Praça Feira Mar, que
deveria, segundo a placa ser iniciada em setembro passado e sua entrega, ainda
pra temporada 2020, agora no dia 20 de janeiro.
Como em outras administrações, esta continua com as mesmas
práticas, sem consultar ninguém, e acreditando em sua “expertise” como fala no
alcaide Zé. Ninguém sabe o que será feito e quando.
Para refrescar a memória, o local foi objeto de concurso
nacional de projeto urbanístico, promovido pelo Conselho Estadual de Arquitetura,
isso em 2016. Participaram mais de trinta equipes de arquitetos, com projetos
de altíssima qualidade e beleza.
Sabemos que, o recurso de R$366mil não daria para executar
tais projetos, mas poderiam, dentro de um bom senso, contatar com alguma equipe
participante, na tentativa de negociar adaptações e possível execução.
Não sabemos o que será executado. Seria pertinente a destinação
de uma área para eventos (espaço carente na cidade), para que não tenhamos,
como sempre, adaptar espaços para palco, banheiros, camarins...etc. Resultando
em total quebradeira, para atender a necessidade do evento, e depois que acaba,
ficam os buracos, as valetas e o descaso para a cidade e para os nossos
minguados recursos.
| Pintura nos canteiros (?) |
Ontem, notei que alguém está pintando a cal os meios-fios dos canteiros do local, será que faz parte da maquiagem? Creio que não. Ruas, praças e prédios públicos e residenciais, antes de dar uma “lavada” de tinta, é preciso consultar o Iphan, pois o pessoal técnico poderá orientar tais procedimentos, amparado pela lei do tombamento.
Precisamos aprender a fazer as coisas bem feitas. E quando
não sabemos, perguntar e solicitar aos que possuem a “expertise” do saber.
Pecado é não querer enxergar e jogar no ralo o minguado dinheiro público. Nosso
dinheiro!
QUE FRUTA É ESSA?
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| Maçã-de-elefante (google) |
QUE FRUTA É ESSA?
Na praça da Feira Mar, ou Romildo Gonçalves Pereira, existe
uma árvore creio que centenária, da qual sempre atraiu nossa atenção desde
criança, devido ao formato de seus frutos.
Sua flor branca é belíssima, mas até então poucas eram as
pessoas que sabiam seu nome e utilidade. Chamávamos de Fruta-pão, e assim quando
alguém nos perguntava, para não ficar sem resposta...Era sempre a mesma: Fruta-pão.
Mas Fruta-pão com certeza é outro tipo de fruto, que até poderá ser da mesma
família.
Ontem, em conversa com velhos amigos, comentamos sobre a tal
planta e seu fruto. Daí surgiu vários nomes, entre os quais, Maçã-de-elefante.
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| Arvore na Praça Feira Mar |
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| Frutas Maçã-de-elefante |
Com a facilidade da comunicação e da pesquisa, na hora
acessei o google, e o nome mais conhecido é Maçã-de-elefante. Eis um
trecho:
“Maçã-de-elefante
(Dillenia indica) é conhecida popularmente de Flor-de-abril,
Árvore-do-dinheiro, Bolsa-de-pastor e Dilênia; e pertence à família
Dileniaceae.
A planta é originária
da Ásia, mais especificamente da Índia, veio para o Brasil; possivelmente, com
a comitiva de D. João VI como planta ornamental, foi espalhada em várias
regiões, mas não é uma planta muito conhecida e pouco usada na gastronomia.
É uma árvore
ornamental com folhas grandes, enrugadas e seus frutos são grandes de casca
dura, que se organiza por sobreposição como se fosse uma cabeça de repolho; os
frutos, depois de formados, se assemelham a um coco verde e possuem sementes
pequenas.”
Nossa “estranha” árvore que dá um também “estranho” fruto, a
qual com convicção afirmávamos que não serviria para nada, a não ser pra
amassar os capôs dos carros, durante os tórridos dias de verão - quando procurávamos
sua frondosa sombra para se proteger, de uma hora pra outra descobre-se seu
verdadeiro nome e uma variada função. Desde alimentar como também terapêuticas.
Sua presença em nossa praça é notada desde os tempos onde o
local era pátio de armazenamento de mercadoria, que abasteciam os navios que
aqui aportavam, ou seja, nas primeiras décadas do século passado.
Espero que com esta divulgação, nossa velha e saudável
árvore de Maçã-de-elefante, seja ainda mais protegida pela população e continue
nos presentear com seu oxigênio, sua sobra, flores e frutas...por muitas e
muitas décadas.
E quando alguém lhe perguntar, que fruta é essa? Pode responder
com convicção: Maçã-de-elefante.
Comparação entre Fruta-pão e Maçã-de-elefante
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| Fruta-pão |
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| Maçã-de-elefante |
Fontes de referência:
Outras utilidades:
Remédio Caseiro p/ Artrite e Artrose - Como Fazer
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