quinta-feira, 26 de março de 2020

Saudade de gente...fotografias.


Em tempo de recolhimento preventivo contra o COVID 19, aproveito pra rever e arrumar meus arquivos de imagens digitais. Ao abrir a pasta GENTE, percebi quantas pessoas amigas já nos deixaram e em sua maioria por motivos naturais da vida. Selecionei algumas imagens e estou postando aos meu pequeno público virtual, que com certeza, alguns irão “viajar” no tempo, porque saudades é a palavra que somente existe em nosso vocabulário.
                                                           Então aproveite!  





                                                                                                              

quarta-feira, 25 de março de 2020

ESTRADA DA GRACIOSA...um recorte da história.

Portal da Estrada da Graciosa, Antonina, inicio do século XIX.

ESTRADA DA GRACIOSA...um recorte da história.

O caminho mais antigo que liga Antonina a Curitiba é a Estrada da Graciosa. Tudo indica que o seu nome é fruto da nomenclatura da antiga Vila Antonina, antes Freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa, Pilar da Graciosa...Ou Sítio da Graciosa. Local do então Capitão Mor Manoel do Valle Porto, português, considerado seu fundador, que por aqui aportou em 1712, e doador do terreno onde foi erigida a capela em louvor a Santa do Pilar.

Contexto                                                                                                                 
Com a expansão econômica da região e principalmente da Vila Antonina (1797), os caminhos eram árduos para se chegar ao primeiro planalto, ou seja, a Curitiba. 
Comumente, cargas e passageiros deveriam embarcar e desembarcar suas canoas nos portos de Porto de Cima e Morretes e a viagem pelo Rio Cubatão (Nhundiaquara), era considerada perigosa. Sem considerar ainda a jornada serra a dentro, através do Caminho do Itupava, em lombo de animal, até chegar a Curitiba.
As canoas faziam a travessia de Morretes aos Portos de Antonina e Paranaguá e abasteciam as cidades. Tal era a importância deste entreposto que o encarregado era nomeado pelo Ouvidor da Comarca e cobrava altas taxas para movimentação das cargas.

Incansáveis lutas
Enquanto nossos vizinhos, Paranaguá e Morretes lutavam para melhorias do antigo Caminho do Itupava, os antoninenses lutavam pela abertura do Caminho da Graciosa, que iria facilitar o acesso ao seu porto e reduziria a árdua tarefa de travessia das canoas.
A luta até certo ponto e momento parecia em vão, devido ao poder dos envolvidos. Segundo o historiador Ermelino de Leão (1), logo após a instalação da Vila Antonina, a primeira Câmara tratou de realizar a legítima aspiração dos seus munícipes: a reabertura do caminho da Graciosa. E teve a acolhida da comunidade e das autoridades curitibanas. “O Capitão-mor de Curitiba, Lourenço Ribeiro de Andrade prontamente atendeu ao apelo dos capelistas, mandando consertar a picada até o cume da serra, para encontrar-se com a turma que a Câmara de Antonina tinha enviado para a restauração do histórico caminho.”
A 17 de novembro de 1738, os curitibanos enviaram a primeira equipe para a reabertura do caminho: “Essa bandeira levantou...Uma grande cruz, para que servisse e fosse público”.
Mas não foi fácil não, embargos foram feitos por parte dos vizinhos, chegando até a proibir o transito pela estrada, conforme edital de 12 de junho de 1798, do Ouvidor Geral Dr. Branco (2), sob penas severas. Mas a decisão do embargo foi derrubada em 1807, pelo Governador de São Paulo, que ordenou a abertura da estrada ao público (3).
 
Carroças com carregamento de Erva-Mate ao Porto de Antonina.
Século XIX. Autor desconhecido.
Primeiras passagens
A 16 de agosto de 1807, romeiros a Nossa Senhora do Pilar fizeram a primeira viagem pela estrada, para testar sua viabilidade, apesar de ainda não estar concluída e afirmaram: “Transpusemos com a maior felicidade, com mais de sessenta animais carregados, sem que qualquer um ficasse mutilado e ferido. E que a distância da Villa até Borda do Campo seria de sete léguas, que o terreno era muito mais vantajoso que o do Itupava, porque evita os perigos do rio Cubatão (Nhundiaquara) e os despenhadeiros da serra.” (4)

Ação definitiva
Ermelino de Leão, (5) nos atenta ainda que: foi certeiro o movimento reivindicatório das comunidades de Antonina, Paranaguá e Curitiba, quando informaram ao Governo Imperial a lastimável situação das vias de comunicação da comarca. “Então, o Governo Real julgou acertado intervir, baixando a carta régia de 17 de julho de 1820, que mandava proceder a reconstrução da Estrada da Graciosa, incumbindo o serviço ao Tenente Coronel Inácio de Sá Soto Maior...”  Data da qual podemos considerar como definitiva para sua abertura.

Vista da Estrada ja concluída.
Autor desconhecido.
Ações posteriores
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (6), as obras de construção da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido iniciadas logo após a criação da Província do Paraná (1853), por ordem do seu primeiro presidente, Zacarias de Góis Vasconcelos. Até a metade do século XX, a Estrada da Graciosa permaneceu como única estrada pavimentada do Estado, sendo importante rota de escoamento da produção agrícola (café, erva-mate e madeira) do Paraná rumo ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina.

Em setembro de 1959, o governador Moysés Lupion - fez a entrega oficial do tráfego do trecho que vai da ponte sobre o rio Mãe Catira a São João da Graciosa (PR-51), na rodovia Curitiba-Antonina. O trecho pavimentado (asfalto) ligava Antonina à estrada imperial da Graciosa, colocando finalmente Antonina em contato com a capital Curitiba. (7)

A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao Governo do Paraná que utiliza a antiga rota imperial em direção ao litoral do Estado, interligando o município de Quatro Barras às cidades de Antonina e Morretes (8). Comprimento da pista: 28,5 km.

Hoje a Estrada da Graciosa continua servindo as cidades que interliga e a todo litoral paranaense. Não mais transita carga e é protagonista dos nossos mais importantes produtos turísticos da região, com sua paisagem exuberante, seu calçamento de paralelepípedos, curvas acentuadas, sua mata protegida e sua diversidade de espécies.
Isso é um pouco da nossa estrada...Graciosa.

Eduardo Nascimento

24 de março de 2020
Em quarentena do Covit 19

Referencias:
(1)Agostinho, Ermelino de Leão.”Antonina, fatos e homens...”1918. pag 79.
(2) Idem...pag 80.
(3) Idem...pag 83.
(4)Idem...pag 83. 
(5)Idem...pag 122
(7) Histórias do Ayrton Cornelsen (Lolô ), 1960.

sexta-feira, 20 de março de 2020


ESTOURO DE FOGUETE

Meu amigo e frequentador do Jekiti Carlos Augusto do Carmo, mais conhecido como Chico Preguiça. Fala aí Chico Beleza...Digo, Preguiça:

“A beleza é de Caetano. Caetano não gosta que o chame de Pupuca. Fica bravo pra caralho! E na época ele era ‘metido’ a mandar nos amigos, ser o cabeça de tudo...Tudo! Era Caetano prá cá...Caetano pra lá...E o padre em questão com o pai dele - que era muito amigo, deu os fogos da Festa de Agosto, pra ele montar na escadaria da igreja. Daí... Caetano pra cá, Caetano pra lá, monta aqui e acolá. E montamos todas as baterias, de acordo com sua indicação.
Mas, para proteger os fogos, teríamos que passar uma lona por cima, evitando a chuva ou serração. No mês de agosto tem sempre uma ‘serraçãozinha’ e poderia danifica-los. Na hora de montar a lona, então, Caetaninho não derruba uma baga de cigarro no meio dos fogos e não estoura tudo?! Foi tudo pro ar de uma só vez.

Carlos Augusto do Carmo, o Chico Preguiça.

Na época tínhamos 17 ou 18 anos, bem antes de prestar o serviço militar.
Então, foi isso que aconteceu: ‘queimamos’ todos os foguetes antes da festa. Mas na hora da comemoração aos festejos da nossa padroeira, por um ato milagroso, o céu foi iluminado por milhares de foguetes, que até hoje não se sabe quem bancou.
Pergunta pra ele!”

04 out 2019

N.Ed. Blog: Se você tem uma historia ou causo popular interessante, vem contar pra nós. A gente grava e publica. Bom pra historia da nossa cidade!

terça-feira, 17 de março de 2020

EM TEMPO DE CORONA VIRUS - Medidas de Proteção


Professor da UFSC especialista em pandemias indica medidas de proteção para a ida ao mercado
17/03/2020 09:58 

[Atualização – às 20h09  de 17/03/2020 – no item 5, foi corrigida a quantidade de água sanitária ideal para higienizar alimentos*]

O professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Oscar Bruña-Romero estabeleceu algumas medidas de prevenção fundamentais no combate à pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19). Ele traz orientações a serem utilizadas no cotidiano da população, como ao usar um veículo ou na ida ao mercado. Bruña-Romero é doutor pela Universidad de Navarra, na Espanha, e tem experiência em imunologia, biologia molecular, virologia/parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: vírus recombinantes, desenvolvimento de vacinas e diagnóstico imunológico e molecular de doenças infecciosas.

“Esta semana ainda poderemos ir ao mercado sem máscara. Quando os casos começarem a aumentar, pode ser que tenhamos que escolher horários do dia em que o mercado esteja mais vazio”, alertou o professor. Ele esclareceu que a máscara cirúrgica comum não protege e só serve para evitar que uma pessoa doente espalhe ainda mais a infecção.

Veja as medidas de precaução definidas pelo professor:

1. Nunca fique a menos de um metro de outro ser humano;
2. Considere sempre a sua mão suja. Nunca leve a mão à boca, ao olho ou nariz enquanto estiver no mercado, nem para coçar, nem para tocar nos cabelos;
3. Pague suas compras no cartão. Não aceite moedas e muito menos notas de papel até depois da pandemia;
4. Guarde álcool gel e álcool 70 com um rolo de papel toalha no carro. Coloque as compras no porta-malas e, em seguida, abra a porta do carro e passe álcool gel na mão (ainda fora do veículo). Molhe uma folha de papel toalha com álcool 70 e passe no volante, no freio de mão e na alavanca das marchas. Passe também na maçaneta (alavanca) da porta de dentro do carro, nos controles dos vidros e nos controles do rádio. Não faça desinfecção do carro por fora, é necessário sempre considerar que o veículo possa estar contaminado. Feche a porta, sente-se e desfrute a viagem;
5. Higienize os alimentos ao chegar em casa, principalmente aqueles que serão consumidos crus. Lave em água corrente e mergulhe as verduras e frutas em uma solução contendo água sanitária diluída em água. Observe no rótulo da água sanitária a diluição ideal e o tempo necessário para deixar o alimento em imersão. Se não tiver essa informação no rótulo, busque outra marca, pois alguns produtos não devem ser utilizados em alimentos. Depois disso, enxágue com bastante água. Passe álcool 70 em embalagens de alimentos que serão armazenadas.;
6. Caso tenha comprado itens que não são comestíveis, passe um álcool 70 neles ou deixe ao sol direto por duas horas, no mínimo;
7. Sempre que chegar em casa da rua, tire os sapados e troque a roupa. Lave os braços até o cotovelo. É fundamental ter uma ‘roupa de casa’, e a ‘roupa de rua’ que não quiser lavar diariamente, deixe sempre no mesmo lugar. Volte a vesti-la apenas imediatamente antes de necessitar sair para a rua novamente. Não transite em casa com ‘roupa de rua’.
8. Passe álcool 70 em todas as torneiras das pias de casa uma vez por dia, nas maçanetas das portas e nas chaves de casa e do carro;
9. Passe álcool 70 no seu celular, tablet, notebook, teclados e mouse uma vez por dia. Considere-os sempre sujos (lave as mãos ou passe álcool gel depois de usar);
10. E, claro, sempre em caso de dúvida: lave as mãos.
Boas compras!

segunda-feira, 2 de março de 2020

FOTOGRAFIAS DO CARNAVAL DE ANTONINA 2020


FOTOGRAFIAS DO CARNAVAL DE ANTONINA 2020

Parceria resgata passeio da Maria Fumaça entre Antonina e Morretes

Imagem da Estação ( link)

Serão passeios diários e casados com a descida do trem pela Serra do Mar, a partir de abril. Retomada da clássica atração se tornou possível com a parceria entre o Governo do Estado e a Rumo Logística.

O Litoral do Paraná vai ganhar ainda neste semestre uma nova (e clássica) atração, capaz de representar de maneira definitiva um movimento de regionalização turística entre Antonina e Morretes. A Maria Fumaça voltará a passear no trecho entre as duas cidades. Serão passeios diários e casados com a descida do trem pela Serra do Mar.

Esse resgate só foi possível porque o Governo do Estado e a empresa Rumo Logística formalizaram um protocolo de intenções no ano passado para a revitalização da ligação férrea. A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade sem fins lucrativos que promove a conservação do patrimônio histórico ferroviário brasileiro, será responsável pela operação.

As obras na ligação de 16 quilômetros estão em andamento e no final do ano passado um teste natalino comprovou o interesse das cidades pela iniciativa. Com esse ramal, o turista poderá conhecer as duas cidades históricas do Litoral passando pela Mata Atlântica de trem. As últimas excursões que transportaram turistas de maneira regular usando a linha aconteceram na década de 1990.

Segundo a ABPF, os trechos serão diários, conforme a demanda, e a operação deve ser iniciada já em abril, depois da manutenção que a Maria Fumaça recebe em Rio Negrinho (SC). “O intuito é de fomentar o turismo, porque a ABPF e as cidades dependem da receita do turismo para sobreviver. Todo dinheiro da bilheteria será usado para o museu que vamos criar em Antonina ou Morretes. A ideia é ter um centro de memória do trem, tão importante para essas cidades”, explica Marlon Ilg, vice-presidente da associação.

“Morretes é uma potência turística e Antonina está ressurgindo. Com grande divulgação na Região Metropolitana de Curitiba, com quase três milhões de habitantes, e os parceiros certos como a Serra Verde Express, que já transportou quase quatro milhões de pessoas em duas décadas, com quem estamos trabalhando diversos pacotes, acreditamos em uma demanda muito expressiva, como nas outras oito operações similares que temos espalhadas pelo País”, complementa.

ATRAÇÕES - A programação inicial prevê viagens de 50 minutos a 1 hora de duração, com atrações locais dentro dos vagões. Há, inclusive, projetos envolvendo os produtos típicos do Litoral, perspectiva idealizada em parceria com o Morretes Convention e Visitors Bureau, entidade apolítica e sem fins lucrativos formada por empresas empenhadas em apoiar o desenvolvimento do turismo local.

“É um projeto muito completo. Estamos conversando com Paraná Turismo e com as duas prefeituras, amadurecendo a operação para ter tudo pronto até a Páscoa. Temos mais de 40 anos de experiência no mercado e queremos replicar o sucesso do trem do vinho do Rio Grande do Sul”, acrescenta Marlon. “Teremos teatro, música regional, e roteiros casados, além de uma locomotiva totalmente repaginada e o visual emblemático da Serra do Mar paranaense”.

LIGAÇÃO – A Maria Fumaça trará mais energia para a estação ferroviária histórica de Antonina, que foi restaurada nos últimos anos. A estação está ligada à história ferroviária do Paraná, iniciada com a inauguração do trecho Curitiba-Paranaguá, em 1885.

A construção ocorreu em 1916, após o incêndio que destruiu a antiga estrutura, e com um investimento de R$ 1,4 milhão houve troca do telhado, substituição dos sistemas elétricos e eletrônicos, reforma dos banheiros e sistemas hidráulicos e a restauração das esquadrias de madeira. Há, inclusive, exposições pelo local.

Já a estação de Morretes existe desde 1883, mas seu prédio original foi substituído por um novo edifício de concreto e alvenaria em estilo art déco na década de 1950. A ferrovia foi projetada pelos irmãos Rebouças. À época (1885) foi uma das mais ousadas obras de engenharia do mundo.

“É algo que toda a população espera, retomar a ligação diária desse trecho histórico. O Paraná cresceu a partir das locomotivas do Litoral, e queremos usar esse caminho para contar um pouco sobre a importância da Mata Atlântica e das outras possibilidades do município. É uma conquista que só trará benefícios para o Litoral”, afirma Allana Cristina Araújo, responsável pela programação turística da prefeitura de Antonina.

HISTÓRIA - A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária é uma entidade civil sem fins lucrativos de cunho histórico, cultural e educativo. A missão é promover o resgate e a conservação do patrimônio histórico ferroviário brasileiro, disponibilizando os bens à visitação pública, desde que a conservação do bem não seja colocada em risco.




domingo, 1 de março de 2020

TROCANDO AS CUECAS...Vale a pena ler de novo?!?!?!

Imagem meramente ilustrativa. Capa do livro.

TROCANDO AS CUECAS
Publicado no Blog Palavra do Bó em 10/10/2011 e no livro “Tenho dito” em 2012*

Neste último sete de outubro, dia fatídico àqueles que adoram pular de galho partidário para concorrer às próximas eleições municipais, a correria na cidade em busca de novos adeptos foi catastrófica. No Jekiti – central de observação à curta distância – as cabeças mais se movimentavam do que torcida em jogos de tênis. Valia tudo para conseguir mais um aliado ao grupo que visa dar continuidade ou ganhar o poder.
A praça Cel. Macedo foi mais uma vez palco de decisões partidárias, pois o velho “PT de guerra” abriu espaço para uma descarregada fecal enviada por algum emissário superior. Como continuamos “deitados-à-beira-do-mar” e a apenas 5m do seu nível, tudo vai descendo lentamente e aqui se aloja com a maior natureza, para o bem de toda a banguela, manca e safada corte política.
O circo somente começou a contratar novos atores para o próximo espetáculo do dia 07 de outubro de 2012.
Até a primeira-dama e um provável candidato à majoritária também tentaram filiar-se ao “puro e intocável partido”, mas não conseguiram despertar confiança dos abnegados “guardiões”.
A manobra em desobstruir o pequeno mas ainda “confiável” grupo que comanda o partido mais importante do país em nossa cidade não passa de mais uma baixaria orquestrada pela turma do atual prefeito, em busca de forçar mais uma vez o apoio para a sua reeleição. O preço não importa, o que importa é colocar bodes expiatórios em lugares estratégicos para desestabilizar qualquer outra pretensão que não seja favorável à reeleição do atual mandatário.
Por outro lado, com a saída da ex-prefeita “Mônica” do páreo, devido à reprovação de mais uma de suas contas pela Câmara dos Vereadores, outros postulantes correram atrás de possíveis acertos e prévios compromissos. O atual prefeito, que se elegeu pelo PPS, trocou a sigla pelo PSD. O secretário da Saúde trocou o PPS pelo PMDB. E muitos que estavam no grupo do PSDB se mandaram para o PPS. A debandada foi geral e, apesar de termos mais de 20 partidos disponíveis, faltaram siglas para a correria desenfreada daqueles que precisam se agarrar em “umas letrinhas”, para uma negociata com o próximo mandatário.
A troca até parece de cuecas dos usuários cagões, o pior mesmo é que pegaram novas cuecas... mas já com marcas de freadas.

*livro “Tenho dito. Antonina...Crônicas, casos e acasos.” Publicado em 2012, Edição do autor. É uma coletânea de textos publicados no Blog www.palavradobo.blogspot.com.br
Mais de cem ensaios sobre a movimentação política da cidade, entre os anos de 2006 a 2011. Boa leitura para quem gosta de fazer política. Os livros poderão ser adquiridos na Livraria Da Barca, na Artenina ou pessoalmente com o autor, pelo preço de R$30,00.
Ou poderá solicitar via-online, que enviarei até sua residência, com uma pequena taxa de Sedex.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

CARNAVAL DE ANTONINA...45 ANOS REGISTRANDO A FOLIA

Desde 1975 tento registrar os personagens do Carnaval de Antonina...O melhor do Paraná, alegre, animado e muito criativo. Uma diversidade de representações e tipos de brincadeiras.
Hoje, em 2020, volto pra avenida para registrar algumas imagens que me falam, não somente da festa, mas da cumplicidade com a mesma.
Em 2011, editei junto ao MEC/Lei Rouanet o livro 
"Carnaval de Antonina-35 anos de cumplicidade". Foram selecionadas 
200 imagens do meu acervo pessoal e montado uma linha do tempo 
desta importante festa popular.
E vamos enfrente...até os cinquenta.






quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

O BONDE ERRADO...Epitácio Machado no Divã do Jekiti


Hoje no divã recebemos o amigo Epitácio Machado, o Pita que irá nos relatar algumas das suas histórias. Conta aí Pita!

O BONDE ERRADO.
“ Bem é o seguinte: foi em uma viagem de retorno do Rio de Janeiro pra Curitiba, e já vim cansado...Desta viagem. Chegando na antiga rodoviária de Curitiba - hoje Terminal Guadalupe...Cansado que...Achei um barzinho por perto pra tomar um ‘refrigerante’ uma tal de Trevisan...E embalei. Na hora de pegar o ônibus pra Antonina - tinha a Dovaltur na época e também a Estrela Azul, do norte do Paraná...Irati...Mas, em lugar de pegar o azul da Dovaltur, entrei nesse que ia pra Irati, pois era parecido. Bem...Embarquei no ônibus e dormi, pois estava embalado, devido a ‘mardita” Trevisan. Daí, chegando no destino, em Irati é claro, o motorista me abordou: Acorda!!!Acorda! Acordei e pensei... Graças a deus cheguei em Antonina. Desculpe, respondeu o motorista – você está enganado, nós estamos em Irati. Então, desembarquei e fui me localizar, pois não tinha mais horário de ônibus pra Curitiba. Me indicaram uma pousada e lá fui eu. Pior, coisa...Pois o que tinha de pulga, quase vim carregado pelas pulgas pra Antonina.”

Essa é uma das histórias, se eu lembrar de outra te conto. Mas pera aí...Tem mais uma boa:
 
Epitácio Machado, o Pita. No divã.

DESCANSADINHA
“ Carnaval...Filhos da Capela...Dois anos atrás, estava em uma Ala dos Fundadores, a ala de frente...Com cartola e tudo que tinha direito, e despencou uma chuva torrencial...Daquelas que sempre deixam pra cair na hora do desfile.
Como não queria me molhar para preservar a fantasia, entrei na Cantina da dona Fátima – por sinal minha prima, perguntei a ela se poderia dar uma descansada por ali mesmo, mas na hora que ela percebesse que a Capela fosse sair, ela que me avisasse. Parou a chuva, mas nessa descansadinha...Apaguei também. Quatro horas da manhã acordei e não tinha nem Capela e mais nada. – Epitácio acabou o carnaval, me informou a Fátima.
Minha ‘descansadinha’ foi além da hora, desfilaram todas as Escolas de Samba da cidade e eu dormi. Peguei a fantasia e solitariamente atravessei a avenida já vazia.
Histórias dos carnavais.”
 
Nossa equipe de 'psicanalistas do riso'.

Se você tem uma história interessante, chegue no Jekiti, conte que nos gravamos e publicamos.
Assim vamos construindo a nossa historia popular.
Participe!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Tudo pronto...Olha eu aqui!

Iluminação precária na Pç. Feira Mar
Faltando pouco mais de dez dias para o carnaval, a cidade precisa se preparar para receber milhares de foliões. A Avenida do Samba, como de costume, recebe infraestrutura para a festa. Mas não se pode esquecer o entorno, principalmente o Setor Histórico. Da Praça Central- Cel.Macedo, a Praça da Feira Mar, Mercado e Trapiche, o logradouro da Carioca...Ponta da Pita e adjacências.

Ar de abandono
A Praça Cel Macedo está com ar de abandono. É pouco ou quase nada pequenas ações que estão sendo realizadas por voluntários. Precisa realmente de uma “maquiagem”, tipo poda de árvores, melhorar o sistema de iluminação, terminar a pintura das muretas (que foram iniciadas em julho de 2017), iluminar o coreto e recuperar os bebedouros quebrados e sem torneiras. Arrumar calçadas e passeio...Etc. Sem falar da tal iluminação da Fonte que foi recuperada em 2017 e até o momento a Secretaria de Obras, não instalou os equipamentos a ela entregue em dezembro do mesmo ano. É bom ressaltar, que não existe nenhum projeto para a recuperação da praça. Opa, quase esqueci do Jekiti. O ponto de ônibus e de encontro das pessoas que gostam de bater um papo, precisa urgentemente de melhorias. Desde a parte estrutural, elétrica, iluminação e pintura. O Jekiti, durante o carnaval é local de mil e uma utilidades e merece um tratamento especial.

Obra pela metade
Uma das mazelas do poder público municipal, é começar um serviço e não concluir.
Conheço até uma amiga que apelidou o tal órgão responsável de Secretaria de Obras pela Metade, e com razão.
Não é de hoje que se inicia uma melhoria e não se conclui. A atual gestão parece ter sido contaminada pelo “vírus da metade”. Quer ver um exemplo: iniciaram a pintura dos balaústres da Feira-Mar em outubro de 2018 e mereceu até postagem do setor de divulgação do gabinete, mas até o momento – após um ano e alguns meses, a pintura não foi concluída. Em 2017 também iniciaram a pintura da Secretaria de Educação de cor azul, passem lá e vejam...Ainda não concluíram.  A tal Garage Municipal, iniciada na gestão do Canduca até agora não foi concluída. Uma simples poda na praça, só foi feita a metade, pois o caminhão quebrou e nunca mais retornaram. E muitas outras, se listada faltaria espaço pra tanto inacabado.

A espera
Outra mazela palaciana, é prever recursos para realização de projeto de recuperação de algum imóvel ou logradouro. Por exemplo: a Estação Ferroviária quando foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas, a prefeitura não trocou mais nenhuma telha, nem ao menos limpou as calhas. Deixaram o prédio em péssimas condições, a espera de um provável projeto. As condições estavam tão precárias, que quase os recursos destinados a reforma, não conseguiria cobrir. Hoje temos uma Estação recuperada, graças a boa vontade do Iphan e articulações políticas da atual gestão.

Na Praça da Feira Mar acontece o mesmo problema. Segundo a placa ali instalada, o logradouro deveria ter passado por reformas, mas até o momento apenas deparamos com uma espaço sucateado, com poucos bancos, sem lixeiras, bebedouro e durante a noite em total penumbra. Se faz necessário uma ação emergencial para a melhoria da iluminação, pois a semana que vem teremos o carnaval e o local iluminado dará mais segurança a comunidade e mostrara todo o “charme” do local.

O mesmo acontece com o Trapiche, que aguarda recursos, mas é uma lástima, principalmente o flutuante.

É muito bom sair por aí fazendo selfie - prática costumeira do nosso alcaide, a frente de “suas” realizações. Melhor seria, realizar pequenas e importantes ações para melhorar o nosso dia-a-dia, como colocação de lixeiras, recuperação de calçadas, acessibilidade e sinalização de trânsito.
Parece que as coisas simples e de baixo custo não atrai os políticos. Mas são essenciais para se melhor viver em uma cidade.

A semana que vem tem carnaval.
“...que bom seria sonhar tudo de novo”

E Tenho Dito!

domingo, 9 de fevereiro de 2020

DIVÃ DO JEKITI - A bolsinha dos 20 mil dólares


Meu amigo Zé Goto, conta uma das suas histórias do nosso carnaval.
Conta aí Zé:

A bolsinha dos 20 mil dólares.

“Era uma vez, numa segunda-feira de carnaval, lá pelos anos noventa, todos vestidos de mulher – dia das Escandalosas - bem em frente de casa, Jorginho e Tico Fayad respectivamente, os dois vestidos a caráter e de vermelho pra variar (atleticanos).
Todos estávamos nos preparando para sair a avenida e aquilo lotado, mas lotado que não cabia mais nem pensamento.
Aí, passam dois caras com a camisa do flamengo, e Tico - vascaíno roxo...não sei o quê?!...E Jorginho também quis avançar nos caras. Tico agarrou Jorginho, e nesse exato momento passava a polícia militar – pessoal de fora que não os conhecia, agarraram os dois - que apesar do apelo da plateia dizendo que não era briga e sim brincadeira entre pai e filho. Mas os policiais foram taxativos e os levaram pra a delegacia, onde deveriam se explicar.
Foram levados até a viatura, que estava parada na Rua do Eduardo Bó, e queriam joga-los no camburão...Aí, chega Eliana, cunhada de Tico, e tenta argumentar: -Eles não são vagabundos, não coloquem eles na viatura! Mas nada resolveu. A Eliana foi empurrada por um policial e no momento, chegou o vereador Jefferson Fonseca e argumentou junto aos policiais, que os rapazes eram gente de Antonina, e não estavam brigando. Não houve acordo, e foram resolver o impasse na delegacia de polícia. Os argumentos serviram ao menos para serem levados sentados na viatura e não no camburão, como pretendiam os policiais.

Zé Goto - Contador de história

Tico estava com uma bolsinha, que na hora da confusão, sem ele perceber, foi retirada por sua cunhada Eliane e guardada em sua casa.
Chegando na delegacia, a primeira pergunta que Tico fez, foi sobre a bolsinha.
– Cadê minha bolsinha? Meu cigarro? ... E tinha 20 mil....Cadê minha bolsinha? E ficou repetindo insistentemente. A insistência foi tanta encima dessa tal bolsinha, que o escrivão antes de registrar a ocorrência...Indagou: - Senhor, tinha 20 mil reais? Tico respondeu...Não 20 mil dólares! E aí começou uma grande confusão...Pois Tico questionava que a tal bolsinha deveria ter ficado na viatura. E insistentemente repetia: - Eu quero minha bolsinha!
O escrivão atencioso e preocupado, liga pra viatura que atendeu a ocorrência – só pra ter uma ideia, na segunda de carnaval, a cidade fica “entupida” pra viatura chegar a delegacia, três quadras da avenida, demorava mais de meia hora – e se reportou aos policiais, dizendo que o senhor que foi levado à delegacia sentiu falta de uma bolsinha, que continha além de cigarros a importância de 20 mil dólares. Os policiais, revistaram toda a viatura e não encontraram a tal bolsinha.
O escrivão então falou ao Tico: Meu senhor a tal bolsinha não está lá!
Nesse vai e vem passaram mais de hora e os dois continuaram detidos.
Até a chegada da Eliane. Mas Tico continuava a insistir no desaparecimento da tal bolsinha que continha 20 mil dólares. Eliane então esclareceu, que na hora da confusão toda, pegou a tal bolsa, e que não continha nenhuma grande importância. Estavam cigarros e alguns trocados.
Daí, como o escrivão já conhecia as “figuras”, caíram na gargalhada e os dois foram imediatamente liberados para voltarem a brincar na avenida. Mas sem a tal bolsinha dos 20 mil dólares”. Ainda bem que prevaleceu o espírito de carnaval.

José Goto
08.02.2020


A platéia presente.

Venho contar suas histórias. É bom de contar e de ouvir, assim 
resgatamos o nosso rico repertório popular.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

EM FEVEREIRO...TEM CARNAVAL...

Antonina...Tem carnaval!

E MUITA POLÍTICA.

Política e carnaval são ingredientes de difícil harmonia, principalmente em um ano de eleições municipais.
Pelo lado da política, nota-se que uma grande parcela do eleitorado, é de opinião que o poder público não deveria gastar recursos com o evento. Enquanto outros, aguardam a festa para se divertir, e os empresários das áreas de hospedagem, gastronomia e serviços, contam com a data, para melhorar o faturamento e movimentar a economia da cidade.

Essas divergências sempre causaram preocupações aos gestores públicos. Já tivemos prefeitos – por pressão dos desinteressados - que enxugaram os recursos para a festa e outros que extravasaram o caixa da prefeitura, com contratações absurdas. É só ver suas prestações de contas.
Em todo início de gestão, quase sempre ouvimos o mesmo discurso: “vamos gastar o mínimo, pois o orçamento que temos não foi por nós elaborado”. A nova equipe tenta fazer “das tripas...coração” e monta um projeto enxuto. Mas no desenvolver do samba, as coisas vão se modificando e o caldo engrossa. Gasta-se “muito”.

No ano seguinte segue o baile e começa tudo de novo. As mesmas desculpas, mesmos problemas. E isso estou falando apenas de recursos para infraestrutura do evento, porque o carnaval mesmo quem faz é quem gosta e gasta: os carnavalescos, as Escolas de Samba, Blocos...E o povo brincalhão! Que raramente consegue recurso, ou se consegue, vem com cara de “esmola” e favor.

É bom deixar claro, que não estou me definindo quer por um ou outro lado, mas sim, na simples narrativa de bastidor.

Eleições e carnaval
Sendo o carnaval em ano eleitoral, os candidatos irão correr atrás dos votos dos foliões.
O atual mandatário, sequer imagina uma derrota nas urnas. E vai, é obvio, jogar as cartas na avenida - creio que não falte recursos para a festa. E não só ele como os demais pretendentes.
O formato é autofágico. As agremiações, por outro lado, “sempre” correram atrás dos político pra arrumar recursos em troca de apoio, prática que hoje, ao menos, está sendo rejeitada pela população. É preciso ficar atendo a estes tipos de comportamento, e fazer do nosso carnaval uma grande festa, com o mínimo envolvimento eleitoreiro e clientelista.

Cultura e Geração de Renda
O Carnaval - com “C” maiúsculo mesmo - precisa fazer parte dos Programas Governamentais. É uma das maiores festas populares do planeta e da nossa cidade. Mas é preciso ser tratado com rigor, respeito, planejamento e principalmente com profissionalismo.
Nossa grande festa cultural - da cidade Patrimônio do Brasil, precisa ser entendida e absorvida pelos políticos de plantão, dos pretendentes, do empresariado e principalmente pela população. Não necessariamente ser aceita por todos, mas degustada e entendida.
Nosso carnaval é fruto da nossa rica diversidade e se faz necessário, transforma-lo – no caso Antonina, em gerador de renda e emprego. Durante o ano inteiro.
Ou continuaremos repetindo o mesmo enredo dos clamores.

“Sonhei que era carnaval, festa do povo...
Que bom seria sonhar tudo de novo” Relem.

E tenho dito!



02.02.2020 Eh Eh Eh!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

LIVRO COM FOTOGRAFIAS DO CARNAVAL DE ANTONINA...Só R$80,00

Sobre capa do livro. Capa dura em edição de luxo.
Estou disponibilizando do meu acervo (restam apenas 70), dez livros de fotografias 
“Carnaval de Antonina- 35 anos de cumplicidades” editado em 2011, que
 podem ser adquiridas diretamente comigo, com desconto especial do preço de mercado, 
de R$120,00 por R$80,00, 
para pagamento a vista ou no cartão de débito.
 Não aceito cheque!

O livro “Carnaval de Antonina- 35 anos de cumplicidades” contém 
mais de duzentas imagens dos carnavais da cidade, no período de 1975 a 2010, 
com textos do escritor Cristovan Tezza e do crítico de arte Sergio Kirdziej.

PROMOÇÃO VÁLIDA
DE 01 A 25 DE FEVEREIRO
(Terça-feira de carnaval).
Solicite in-box ou pelo Wathsap: 99906-4081

CORRA PRA GARANTIR O SEU EXEMPLAR!

Também pode ser adquirido na Livraria da Barca e na Arte-Nina no 
Mercado Municipal a preço de banca.

Miolo em papel couché. 200 imagens.
 Algumas imagens do livro:




Fotógrafo e Rei Momo.

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Mercado Municipal a preço de banca.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DIVÃ DO JEKITI...Aparecendo a cueca e Não tem vaga. Historias de Sabico

Meu amigo Sabico, Paulo Roberto Cordeiro, vai contar umas das suas histórias:

Aparecendo a cueca
“São várias histórias meu amigo Eduardo, mas tem uma, na época do carnaval e das Escandalosas que a gente se divertia muito. Saiamos eu, Marcus Porvinha, Tico e Moacirzinho Tararaca...Enfim, uma série de amigos da época. Mas cada uma tirava sarro do outro, porque todos estavam mal vestidos, e dizíamos assim: se você fosse mulher não conquistaria ninguém...Não ganharia sequer um cigarro. Pois bem, daí Moacirzinho não queria sair, mas a gente insistiu, porque ele achava que o seu vestido estava aparecendo a parte traseira, lógico, quando ele olhava no espelho...Na frente estava certinho, mas quando ele virava pra ver atrás, a gente puxava e ele no espelho via que estava tudo legal, mas que nada, atrás ficava tudo visível. E aí, Moacirzinho ficou bravo, porque na rua ouviu de alguém, que sua traseira estava exposta...Ou seja, um bundão de cueca é claro, mas ele ficou uma fera, principalmente comigo, que havia garantido que tudo estava perfeito.

E daí o que aconteceu? Aconteceu que, naquela época tínhamos em casa, uma cabeça gigante feita de papel-maché, e papai me emprestou a tal cabeça pra sair sem ser reconhecido. Mas, a raiva do Moacirzinho contra mim era tanta, que aqui nas imediações do Jekiti recebi uma paulada na cabeça e fiquei zonzo no carnaval inteiro, porque aquilo fez uma eco, dentro da tal máscara que quase me matou. Mas ninguém brigou, porque prevaleceu o momento de brincadeira e a amizade entre os amigos.
Não é uma história pra dar muita rizada, como a história do Acrizinho. Então vamos lá: 

Radialista Paulo Roberto Cordeiro/ Sabico.

Não tem vaga?!
Quando íamos ao cinema, no saudoso Cine Ópera, ficávamos de prontidão a espera do apagar das luzes para sentarmos no lugar reservado pela namorada ou pretendente. Na época, as meninas entravam, sentavam e guardavam o lugar ao seu lado, para seu candidato.
No apagar das luzes e início da sessão – Futebol...Canal 100...Etc, Acrizinho se animou para ocupar o lugar reservado pela Marga – sua pretendente...E foi entrando na fileira, pois o provável lugar estava na metade da fila. E foi indo...Com licença...Com licença...Mas quando ele chegou, eu só ouvi ele falar assim: Não tem vaga!?!? E daí o que aconteceu? Voltou, porque já tinha alguém sentado no lugar ‘vago’ (na época quando o cinema estava lotado, era proibido reservar poltrona) ...E ele saiu feroz e de fininho – como dizíamos na época... Ficou de bico, grudado na parede do cinema...E perdeu a chance de passar uma agradável sessão de cinema, ao lado da sua amada.
E muitas dessas aconteciam, pois dificilmente a gente sentava com a namorada, antes do apagar das luzes e muitas vezes ficávamos assistindo o filme em pé e sozinho.
Histórias do nosso tempo...Que valem ouro.”

A platéia presente. Momento de descontração.

Esta é mais uma das história contadas no Jekiti. Se você quiser contar alguma coisa de sua historia de vida ou curiosidades que aconteceram em Antonina, fale conosco, a gente reúne uns amigos, você conta a gente se diverte e depois eu publico no “Divã do Jekiti”.
Aguardem que vem muita coisa boa.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA

Placa da Obra

REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA

Está prevista a revitalização da Praça Feira Mar, que deveria, segundo a placa ser iniciada em setembro passado e sua entrega, ainda pra temporada 2020, agora no dia 20 de janeiro.
Como em outras administrações, esta continua com as mesmas práticas, sem consultar ninguém, e acreditando em sua “expertise” como fala no alcaide Zé. Ninguém sabe o que será feito e quando.
Para refrescar a memória, o local foi objeto de concurso nacional de projeto urbanístico, promovido pelo Conselho Estadual de Arquitetura, isso em 2016. Participaram mais de trinta equipes de arquitetos, com projetos de altíssima qualidade e beleza.
Sabemos que, o recurso de R$366mil não daria para executar tais projetos, mas poderiam, dentro de um bom senso, contatar com alguma equipe participante, na tentativa de negociar adaptações e possível execução.
Não sabemos o que será executado. Seria pertinente a destinação de uma área para eventos (espaço carente na cidade), para que não tenhamos, como sempre, adaptar espaços para palco, banheiros, camarins...etc. Resultando em total quebradeira, para atender a necessidade do evento, e depois que acaba, ficam os buracos, as valetas e o descaso para a cidade e para os nossos minguados recursos.

Pintura nos canteiros (?)

Ontem, notei que alguém está pintando a cal os meios-fios dos canteiros do local, será que faz parte da maquiagem? Creio que não. Ruas, praças e prédios públicos e residenciais, antes de dar uma “lavada” de tinta, é preciso consultar o Iphan, pois o pessoal técnico poderá orientar tais procedimentos, amparado pela lei do tombamento.

Precisamos aprender a fazer as coisas bem feitas. E quando não sabemos, perguntar e solicitar aos que possuem a “expertise” do saber. Pecado é não querer enxergar e jogar no ralo o minguado dinheiro público. Nosso dinheiro!

QUE FRUTA É ESSA?


Maçã-de-elefante (google)

QUE FRUTA É ESSA?

Na praça da Feira Mar, ou Romildo Gonçalves Pereira, existe uma árvore creio que centenária, da qual sempre atraiu nossa atenção desde criança, devido ao formato de seus frutos.
Sua flor branca é belíssima, mas até então poucas eram as pessoas que sabiam seu nome e utilidade. Chamávamos de Fruta-pão, e assim quando alguém nos perguntava, para não ficar sem resposta...Era sempre a mesma: Fruta-pão. Mas Fruta-pão com certeza é outro tipo de fruto, que até poderá ser da mesma família.
Ontem, em conversa com velhos amigos, comentamos sobre a tal planta e seu fruto. Daí surgiu vários nomes, entre os quais, Maçã-de-elefante.

Arvore na Praça Feira Mar
Frutas Maçã-de-elefante
Com a facilidade da comunicação e da pesquisa, na hora acessei o google, e o nome mais conhecido é Maçã-de-elefante. Eis um trecho:

“Maçã-de-elefante (Dillenia indica) é conhecida popularmente de Flor-de-abril, Árvore-do-dinheiro, Bolsa-de-pastor e Dilênia; e pertence à família Dileniaceae.
A planta é originária da Ásia, mais especificamente da Índia, veio para o Brasil; possivelmente, com a comitiva de D. João VI como planta ornamental, foi espalhada em várias regiões, mas não é uma planta muito conhecida e pouco usada na gastronomia.
É uma árvore ornamental com folhas grandes, enrugadas e seus frutos são grandes de casca dura, que se organiza por sobreposição como se fosse uma cabeça de repolho; os frutos, depois de formados, se assemelham a um coco verde e possuem sementes pequenas.”

Nossa “estranha” árvore que dá um também “estranho” fruto, a qual com convicção afirmávamos que não serviria para nada, a não ser pra amassar os capôs dos carros, durante os tórridos dias de verão - quando procurávamos sua frondosa sombra para se proteger, de uma hora pra outra descobre-se seu verdadeiro nome e uma variada função. Desde alimentar como também terapêuticas.
Sua presença em nossa praça é notada desde os tempos onde o local era pátio de armazenamento de mercadoria, que abasteciam os navios que aqui aportavam, ou seja, nas primeiras décadas do século passado.

Espero que com esta divulgação, nossa velha e saudável árvore de Maçã-de-elefante, seja ainda mais protegida pela população e continue nos presentear com seu oxigênio, sua sobra, flores e frutas...por muitas e muitas décadas.
E quando alguém lhe perguntar, que fruta é essa? Pode responder com convicção: Maçã-de-elefante.


Comparação entre Fruta-pão e Maçã-de-elefante

Fruta-pão
Maçã-de-elefante

Fontes de referência:  


Outras utilidades:
Remédio Caseiro p/ Artrite e Artrose - Como Fazer