domingo, 23 de fevereiro de 2020

CARNAVAL DE ANTONINA...45 ANOS REGISTRANDO A FOLIA

Desde 1975 tento registrar os personagens do Carnaval de Antonina...O melhor do Paraná, alegre, animado e muito criativo. Uma diversidade de representações e tipos de brincadeiras.
Hoje, em 2020, volto pra avenida para registrar algumas imagens que me falam, não somente da festa, mas da cumplicidade com a mesma.
Em 2011, editei junto ao MEC/Lei Rouanet o livro 
"Carnaval de Antonina-35 anos de cumplicidade". Foram selecionadas 
200 imagens do meu acervo pessoal e montado uma linha do tempo 
desta importante festa popular.
E vamos enfrente...até os cinquenta.






quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

O BONDE ERRADO...Epitácio Machado no Divã do Jekiti


Hoje no divã recebemos o amigo Epitácio Machado, o Pita que irá nos relatar algumas das suas histórias. Conta aí Pita!

O BONDE ERRADO.
“ Bem é o seguinte: foi em uma viagem de retorno do Rio de Janeiro pra Curitiba, e já vim cansado...Desta viagem. Chegando na antiga rodoviária de Curitiba - hoje Terminal Guadalupe...Cansado que...Achei um barzinho por perto pra tomar um ‘refrigerante’ uma tal de Trevisan...E embalei. Na hora de pegar o ônibus pra Antonina - tinha a Dovaltur na época e também a Estrela Azul, do norte do Paraná...Irati...Mas, em lugar de pegar o azul da Dovaltur, entrei nesse que ia pra Irati, pois era parecido. Bem...Embarquei no ônibus e dormi, pois estava embalado, devido a ‘mardita” Trevisan. Daí, chegando no destino, em Irati é claro, o motorista me abordou: Acorda!!!Acorda! Acordei e pensei... Graças a deus cheguei em Antonina. Desculpe, respondeu o motorista – você está enganado, nós estamos em Irati. Então, desembarquei e fui me localizar, pois não tinha mais horário de ônibus pra Curitiba. Me indicaram uma pousada e lá fui eu. Pior, coisa...Pois o que tinha de pulga, quase vim carregado pelas pulgas pra Antonina.”

Essa é uma das histórias, se eu lembrar de outra te conto. Mas pera aí...Tem mais uma boa:
 
Epitácio Machado, o Pita. No divã.

DESCANSADINHA
“ Carnaval...Filhos da Capela...Dois anos atrás, estava em uma Ala dos Fundadores, a ala de frente...Com cartola e tudo que tinha direito, e despencou uma chuva torrencial...Daquelas que sempre deixam pra cair na hora do desfile.
Como não queria me molhar para preservar a fantasia, entrei na Cantina da dona Fátima – por sinal minha prima, perguntei a ela se poderia dar uma descansada por ali mesmo, mas na hora que ela percebesse que a Capela fosse sair, ela que me avisasse. Parou a chuva, mas nessa descansadinha...Apaguei também. Quatro horas da manhã acordei e não tinha nem Capela e mais nada. – Epitácio acabou o carnaval, me informou a Fátima.
Minha ‘descansadinha’ foi além da hora, desfilaram todas as Escolas de Samba da cidade e eu dormi. Peguei a fantasia e solitariamente atravessei a avenida já vazia.
Histórias dos carnavais.”
 
Nossa equipe de 'psicanalistas do riso'.

Se você tem uma história interessante, chegue no Jekiti, conte que nos gravamos e publicamos.
Assim vamos construindo a nossa historia popular.
Participe!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Tudo pronto...Olha eu aqui!

Iluminação precária na Pç. Feira Mar
Faltando pouco mais de dez dias para o carnaval, a cidade precisa se preparar para receber milhares de foliões. A Avenida do Samba, como de costume, recebe infraestrutura para a festa. Mas não se pode esquecer o entorno, principalmente o Setor Histórico. Da Praça Central- Cel.Macedo, a Praça da Feira Mar, Mercado e Trapiche, o logradouro da Carioca...Ponta da Pita e adjacências.

Ar de abandono
A Praça Cel Macedo está com ar de abandono. É pouco ou quase nada pequenas ações que estão sendo realizadas por voluntários. Precisa realmente de uma “maquiagem”, tipo poda de árvores, melhorar o sistema de iluminação, terminar a pintura das muretas (que foram iniciadas em julho de 2017), iluminar o coreto e recuperar os bebedouros quebrados e sem torneiras. Arrumar calçadas e passeio...Etc. Sem falar da tal iluminação da Fonte que foi recuperada em 2017 e até o momento a Secretaria de Obras, não instalou os equipamentos a ela entregue em dezembro do mesmo ano. É bom ressaltar, que não existe nenhum projeto para a recuperação da praça. Opa, quase esqueci do Jekiti. O ponto de ônibus e de encontro das pessoas que gostam de bater um papo, precisa urgentemente de melhorias. Desde a parte estrutural, elétrica, iluminação e pintura. O Jekiti, durante o carnaval é local de mil e uma utilidades e merece um tratamento especial.

Obra pela metade
Uma das mazelas do poder público municipal, é começar um serviço e não concluir.
Conheço até uma amiga que apelidou o tal órgão responsável de Secretaria de Obras pela Metade, e com razão.
Não é de hoje que se inicia uma melhoria e não se conclui. A atual gestão parece ter sido contaminada pelo “vírus da metade”. Quer ver um exemplo: iniciaram a pintura dos balaústres da Feira-Mar em outubro de 2018 e mereceu até postagem do setor de divulgação do gabinete, mas até o momento – após um ano e alguns meses, a pintura não foi concluída. Em 2017 também iniciaram a pintura da Secretaria de Educação de cor azul, passem lá e vejam...Ainda não concluíram.  A tal Garage Municipal, iniciada na gestão do Canduca até agora não foi concluída. Uma simples poda na praça, só foi feita a metade, pois o caminhão quebrou e nunca mais retornaram. E muitas outras, se listada faltaria espaço pra tanto inacabado.

A espera
Outra mazela palaciana, é prever recursos para realização de projeto de recuperação de algum imóvel ou logradouro. Por exemplo: a Estação Ferroviária quando foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas, a prefeitura não trocou mais nenhuma telha, nem ao menos limpou as calhas. Deixaram o prédio em péssimas condições, a espera de um provável projeto. As condições estavam tão precárias, que quase os recursos destinados a reforma, não conseguiria cobrir. Hoje temos uma Estação recuperada, graças a boa vontade do Iphan e articulações políticas da atual gestão.

Na Praça da Feira Mar acontece o mesmo problema. Segundo a placa ali instalada, o logradouro deveria ter passado por reformas, mas até o momento apenas deparamos com uma espaço sucateado, com poucos bancos, sem lixeiras, bebedouro e durante a noite em total penumbra. Se faz necessário uma ação emergencial para a melhoria da iluminação, pois a semana que vem teremos o carnaval e o local iluminado dará mais segurança a comunidade e mostrara todo o “charme” do local.

O mesmo acontece com o Trapiche, que aguarda recursos, mas é uma lástima, principalmente o flutuante.

É muito bom sair por aí fazendo selfie - prática costumeira do nosso alcaide, a frente de “suas” realizações. Melhor seria, realizar pequenas e importantes ações para melhorar o nosso dia-a-dia, como colocação de lixeiras, recuperação de calçadas, acessibilidade e sinalização de trânsito.
Parece que as coisas simples e de baixo custo não atrai os políticos. Mas são essenciais para se melhor viver em uma cidade.

A semana que vem tem carnaval.
“...que bom seria sonhar tudo de novo”

E Tenho Dito!

domingo, 9 de fevereiro de 2020

DIVÃ DO JEKITI - A bolsinha dos 20 mil dólares


Meu amigo Zé Goto, conta uma das suas histórias do nosso carnaval.
Conta aí Zé:

A bolsinha dos 20 mil dólares.

“Era uma vez, numa segunda-feira de carnaval, lá pelos anos noventa, todos vestidos de mulher – dia das Escandalosas - bem em frente de casa, Jorginho e Tico Fayad respectivamente, os dois vestidos a caráter e de vermelho pra variar (atleticanos).
Todos estávamos nos preparando para sair a avenida e aquilo lotado, mas lotado que não cabia mais nem pensamento.
Aí, passam dois caras com a camisa do flamengo, e Tico - vascaíno roxo...não sei o quê?!...E Jorginho também quis avançar nos caras. Tico agarrou Jorginho, e nesse exato momento passava a polícia militar – pessoal de fora que não os conhecia, agarraram os dois - que apesar do apelo da plateia dizendo que não era briga e sim brincadeira entre pai e filho. Mas os policiais foram taxativos e os levaram pra a delegacia, onde deveriam se explicar.
Foram levados até a viatura, que estava parada na Rua do Eduardo Bó, e queriam joga-los no camburão...Aí, chega Eliana, cunhada de Tico, e tenta argumentar: -Eles não são vagabundos, não coloquem eles na viatura! Mas nada resolveu. A Eliana foi empurrada por um policial e no momento, chegou o vereador Jefferson Fonseca e argumentou junto aos policiais, que os rapazes eram gente de Antonina, e não estavam brigando. Não houve acordo, e foram resolver o impasse na delegacia de polícia. Os argumentos serviram ao menos para serem levados sentados na viatura e não no camburão, como pretendiam os policiais.

Zé Goto - Contador de história

Tico estava com uma bolsinha, que na hora da confusão, sem ele perceber, foi retirada por sua cunhada Eliane e guardada em sua casa.
Chegando na delegacia, a primeira pergunta que Tico fez, foi sobre a bolsinha.
– Cadê minha bolsinha? Meu cigarro? ... E tinha 20 mil....Cadê minha bolsinha? E ficou repetindo insistentemente. A insistência foi tanta encima dessa tal bolsinha, que o escrivão antes de registrar a ocorrência...Indagou: - Senhor, tinha 20 mil reais? Tico respondeu...Não 20 mil dólares! E aí começou uma grande confusão...Pois Tico questionava que a tal bolsinha deveria ter ficado na viatura. E insistentemente repetia: - Eu quero minha bolsinha!
O escrivão atencioso e preocupado, liga pra viatura que atendeu a ocorrência – só pra ter uma ideia, na segunda de carnaval, a cidade fica “entupida” pra viatura chegar a delegacia, três quadras da avenida, demorava mais de meia hora – e se reportou aos policiais, dizendo que o senhor que foi levado à delegacia sentiu falta de uma bolsinha, que continha além de cigarros a importância de 20 mil dólares. Os policiais, revistaram toda a viatura e não encontraram a tal bolsinha.
O escrivão então falou ao Tico: Meu senhor a tal bolsinha não está lá!
Nesse vai e vem passaram mais de hora e os dois continuaram detidos.
Até a chegada da Eliane. Mas Tico continuava a insistir no desaparecimento da tal bolsinha que continha 20 mil dólares. Eliane então esclareceu, que na hora da confusão toda, pegou a tal bolsa, e que não continha nenhuma grande importância. Estavam cigarros e alguns trocados.
Daí, como o escrivão já conhecia as “figuras”, caíram na gargalhada e os dois foram imediatamente liberados para voltarem a brincar na avenida. Mas sem a tal bolsinha dos 20 mil dólares”. Ainda bem que prevaleceu o espírito de carnaval.

José Goto
08.02.2020


A platéia presente.

Venho contar suas histórias. É bom de contar e de ouvir, assim 
resgatamos o nosso rico repertório popular.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

EM FEVEREIRO...TEM CARNAVAL...

Antonina...Tem carnaval!

E MUITA POLÍTICA.

Política e carnaval são ingredientes de difícil harmonia, principalmente em um ano de eleições municipais.
Pelo lado da política, nota-se que uma grande parcela do eleitorado, é de opinião que o poder público não deveria gastar recursos com o evento. Enquanto outros, aguardam a festa para se divertir, e os empresários das áreas de hospedagem, gastronomia e serviços, contam com a data, para melhorar o faturamento e movimentar a economia da cidade.

Essas divergências sempre causaram preocupações aos gestores públicos. Já tivemos prefeitos – por pressão dos desinteressados - que enxugaram os recursos para a festa e outros que extravasaram o caixa da prefeitura, com contratações absurdas. É só ver suas prestações de contas.
Em todo início de gestão, quase sempre ouvimos o mesmo discurso: “vamos gastar o mínimo, pois o orçamento que temos não foi por nós elaborado”. A nova equipe tenta fazer “das tripas...coração” e monta um projeto enxuto. Mas no desenvolver do samba, as coisas vão se modificando e o caldo engrossa. Gasta-se “muito”.

No ano seguinte segue o baile e começa tudo de novo. As mesmas desculpas, mesmos problemas. E isso estou falando apenas de recursos para infraestrutura do evento, porque o carnaval mesmo quem faz é quem gosta e gasta: os carnavalescos, as Escolas de Samba, Blocos...E o povo brincalhão! Que raramente consegue recurso, ou se consegue, vem com cara de “esmola” e favor.

É bom deixar claro, que não estou me definindo quer por um ou outro lado, mas sim, na simples narrativa de bastidor.

Eleições e carnaval
Sendo o carnaval em ano eleitoral, os candidatos irão correr atrás dos votos dos foliões.
O atual mandatário, sequer imagina uma derrota nas urnas. E vai, é obvio, jogar as cartas na avenida - creio que não falte recursos para a festa. E não só ele como os demais pretendentes.
O formato é autofágico. As agremiações, por outro lado, “sempre” correram atrás dos político pra arrumar recursos em troca de apoio, prática que hoje, ao menos, está sendo rejeitada pela população. É preciso ficar atendo a estes tipos de comportamento, e fazer do nosso carnaval uma grande festa, com o mínimo envolvimento eleitoreiro e clientelista.

Cultura e Geração de Renda
O Carnaval - com “C” maiúsculo mesmo - precisa fazer parte dos Programas Governamentais. É uma das maiores festas populares do planeta e da nossa cidade. Mas é preciso ser tratado com rigor, respeito, planejamento e principalmente com profissionalismo.
Nossa grande festa cultural - da cidade Patrimônio do Brasil, precisa ser entendida e absorvida pelos políticos de plantão, dos pretendentes, do empresariado e principalmente pela população. Não necessariamente ser aceita por todos, mas degustada e entendida.
Nosso carnaval é fruto da nossa rica diversidade e se faz necessário, transforma-lo – no caso Antonina, em gerador de renda e emprego. Durante o ano inteiro.
Ou continuaremos repetindo o mesmo enredo dos clamores.

“Sonhei que era carnaval, festa do povo...
Que bom seria sonhar tudo de novo” Relem.

E tenho dito!



02.02.2020 Eh Eh Eh!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

LIVRO COM FOTOGRAFIAS DO CARNAVAL DE ANTONINA...Só R$80,00

Sobre capa do livro. Capa dura em edição de luxo.
Estou disponibilizando do meu acervo (restam apenas 70), dez livros de fotografias 
“Carnaval de Antonina- 35 anos de cumplicidades” editado em 2011, que
 podem ser adquiridas diretamente comigo, com desconto especial do preço de mercado, 
de R$120,00 por R$80,00, 
para pagamento a vista ou no cartão de débito.
 Não aceito cheque!

O livro “Carnaval de Antonina- 35 anos de cumplicidades” contém 
mais de duzentas imagens dos carnavais da cidade, no período de 1975 a 2010, 
com textos do escritor Cristovan Tezza e do crítico de arte Sergio Kirdziej.

PROMOÇÃO VÁLIDA
DE 01 A 25 DE FEVEREIRO
(Terça-feira de carnaval).
Solicite in-box ou pelo Wathsap: 99906-4081

CORRA PRA GARANTIR O SEU EXEMPLAR!

Também pode ser adquirido na Livraria da Barca e na Arte-Nina no 
Mercado Municipal a preço de banca.

Miolo em papel couché. 200 imagens.
 Algumas imagens do livro:




Fotógrafo e Rei Momo.

 Também pode ser adquirido na Livraria da Barca e na Arte-Nina no 
Mercado Municipal a preço de banca.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DIVÃ DO JEKITI...Aparecendo a cueca e Não tem vaga. Historias de Sabico

Meu amigo Sabico, Paulo Roberto Cordeiro, vai contar umas das suas histórias:

Aparecendo a cueca
“São várias histórias meu amigo Eduardo, mas tem uma, na época do carnaval e das Escandalosas que a gente se divertia muito. Saiamos eu, Marcus Porvinha, Tico e Moacirzinho Tararaca...Enfim, uma série de amigos da época. Mas cada uma tirava sarro do outro, porque todos estavam mal vestidos, e dizíamos assim: se você fosse mulher não conquistaria ninguém...Não ganharia sequer um cigarro. Pois bem, daí Moacirzinho não queria sair, mas a gente insistiu, porque ele achava que o seu vestido estava aparecendo a parte traseira, lógico, quando ele olhava no espelho...Na frente estava certinho, mas quando ele virava pra ver atrás, a gente puxava e ele no espelho via que estava tudo legal, mas que nada, atrás ficava tudo visível. E aí, Moacirzinho ficou bravo, porque na rua ouviu de alguém, que sua traseira estava exposta...Ou seja, um bundão de cueca é claro, mas ele ficou uma fera, principalmente comigo, que havia garantido que tudo estava perfeito.

E daí o que aconteceu? Aconteceu que, naquela época tínhamos em casa, uma cabeça gigante feita de papel-maché, e papai me emprestou a tal cabeça pra sair sem ser reconhecido. Mas, a raiva do Moacirzinho contra mim era tanta, que aqui nas imediações do Jekiti recebi uma paulada na cabeça e fiquei zonzo no carnaval inteiro, porque aquilo fez uma eco, dentro da tal máscara que quase me matou. Mas ninguém brigou, porque prevaleceu o momento de brincadeira e a amizade entre os amigos.
Não é uma história pra dar muita rizada, como a história do Acrizinho. Então vamos lá: 

Radialista Paulo Roberto Cordeiro/ Sabico.

Não tem vaga?!
Quando íamos ao cinema, no saudoso Cine Ópera, ficávamos de prontidão a espera do apagar das luzes para sentarmos no lugar reservado pela namorada ou pretendente. Na época, as meninas entravam, sentavam e guardavam o lugar ao seu lado, para seu candidato.
No apagar das luzes e início da sessão – Futebol...Canal 100...Etc, Acrizinho se animou para ocupar o lugar reservado pela Marga – sua pretendente...E foi entrando na fileira, pois o provável lugar estava na metade da fila. E foi indo...Com licença...Com licença...Mas quando ele chegou, eu só ouvi ele falar assim: Não tem vaga!?!? E daí o que aconteceu? Voltou, porque já tinha alguém sentado no lugar ‘vago’ (na época quando o cinema estava lotado, era proibido reservar poltrona) ...E ele saiu feroz e de fininho – como dizíamos na época... Ficou de bico, grudado na parede do cinema...E perdeu a chance de passar uma agradável sessão de cinema, ao lado da sua amada.
E muitas dessas aconteciam, pois dificilmente a gente sentava com a namorada, antes do apagar das luzes e muitas vezes ficávamos assistindo o filme em pé e sozinho.
Histórias do nosso tempo...Que valem ouro.”

A platéia presente. Momento de descontração.

Esta é mais uma das história contadas no Jekiti. Se você quiser contar alguma coisa de sua historia de vida ou curiosidades que aconteceram em Antonina, fale conosco, a gente reúne uns amigos, você conta a gente se diverte e depois eu publico no “Divã do Jekiti”.
Aguardem que vem muita coisa boa.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA

Placa da Obra

REFORMA E REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA

Está prevista a revitalização da Praça Feira Mar, que deveria, segundo a placa ser iniciada em setembro passado e sua entrega, ainda pra temporada 2020, agora no dia 20 de janeiro.
Como em outras administrações, esta continua com as mesmas práticas, sem consultar ninguém, e acreditando em sua “expertise” como fala no alcaide Zé. Ninguém sabe o que será feito e quando.
Para refrescar a memória, o local foi objeto de concurso nacional de projeto urbanístico, promovido pelo Conselho Estadual de Arquitetura, isso em 2016. Participaram mais de trinta equipes de arquitetos, com projetos de altíssima qualidade e beleza.
Sabemos que, o recurso de R$366mil não daria para executar tais projetos, mas poderiam, dentro de um bom senso, contatar com alguma equipe participante, na tentativa de negociar adaptações e possível execução.
Não sabemos o que será executado. Seria pertinente a destinação de uma área para eventos (espaço carente na cidade), para que não tenhamos, como sempre, adaptar espaços para palco, banheiros, camarins...etc. Resultando em total quebradeira, para atender a necessidade do evento, e depois que acaba, ficam os buracos, as valetas e o descaso para a cidade e para os nossos minguados recursos.

Pintura nos canteiros (?)

Ontem, notei que alguém está pintando a cal os meios-fios dos canteiros do local, será que faz parte da maquiagem? Creio que não. Ruas, praças e prédios públicos e residenciais, antes de dar uma “lavada” de tinta, é preciso consultar o Iphan, pois o pessoal técnico poderá orientar tais procedimentos, amparado pela lei do tombamento.

Precisamos aprender a fazer as coisas bem feitas. E quando não sabemos, perguntar e solicitar aos que possuem a “expertise” do saber. Pecado é não querer enxergar e jogar no ralo o minguado dinheiro público. Nosso dinheiro!

QUE FRUTA É ESSA?


Maçã-de-elefante (google)

QUE FRUTA É ESSA?

Na praça da Feira Mar, ou Romildo Gonçalves Pereira, existe uma árvore creio que centenária, da qual sempre atraiu nossa atenção desde criança, devido ao formato de seus frutos.
Sua flor branca é belíssima, mas até então poucas eram as pessoas que sabiam seu nome e utilidade. Chamávamos de Fruta-pão, e assim quando alguém nos perguntava, para não ficar sem resposta...Era sempre a mesma: Fruta-pão. Mas Fruta-pão com certeza é outro tipo de fruto, que até poderá ser da mesma família.
Ontem, em conversa com velhos amigos, comentamos sobre a tal planta e seu fruto. Daí surgiu vários nomes, entre os quais, Maçã-de-elefante.

Arvore na Praça Feira Mar
Frutas Maçã-de-elefante
Com a facilidade da comunicação e da pesquisa, na hora acessei o google, e o nome mais conhecido é Maçã-de-elefante. Eis um trecho:

“Maçã-de-elefante (Dillenia indica) é conhecida popularmente de Flor-de-abril, Árvore-do-dinheiro, Bolsa-de-pastor e Dilênia; e pertence à família Dileniaceae.
A planta é originária da Ásia, mais especificamente da Índia, veio para o Brasil; possivelmente, com a comitiva de D. João VI como planta ornamental, foi espalhada em várias regiões, mas não é uma planta muito conhecida e pouco usada na gastronomia.
É uma árvore ornamental com folhas grandes, enrugadas e seus frutos são grandes de casca dura, que se organiza por sobreposição como se fosse uma cabeça de repolho; os frutos, depois de formados, se assemelham a um coco verde e possuem sementes pequenas.”

Nossa “estranha” árvore que dá um também “estranho” fruto, a qual com convicção afirmávamos que não serviria para nada, a não ser pra amassar os capôs dos carros, durante os tórridos dias de verão - quando procurávamos sua frondosa sombra para se proteger, de uma hora pra outra descobre-se seu verdadeiro nome e uma variada função. Desde alimentar como também terapêuticas.
Sua presença em nossa praça é notada desde os tempos onde o local era pátio de armazenamento de mercadoria, que abasteciam os navios que aqui aportavam, ou seja, nas primeiras décadas do século passado.

Espero que com esta divulgação, nossa velha e saudável árvore de Maçã-de-elefante, seja ainda mais protegida pela população e continue nos presentear com seu oxigênio, sua sobra, flores e frutas...por muitas e muitas décadas.
E quando alguém lhe perguntar, que fruta é essa? Pode responder com convicção: Maçã-de-elefante.


Comparação entre Fruta-pão e Maçã-de-elefante

Fruta-pão
Maçã-de-elefante

Fontes de referência:  


Outras utilidades:
Remédio Caseiro p/ Artrite e Artrose - Como Fazer

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Queima de fogos no trapiche...E por que não?

Show pirotécnico no trapiche municipal 31 dez 2017
Queima de fogos no trapiche...E por que não?

O Réveillon de 2017 foi programado para ter a “Festa da Virada” na Praça da Feira Mar, com shows, Praça de Alimentação e queima de fogos. Dias antes da realização do evento, nosso prefeito Zé Paulo achou – para seu bem – exonerar “todos” os cargos comissionados. A Secretaria de Turismo e Cultura ficou acéfala e somente aconteceu o show pirotécnico e a tradicional virado do ano na Ponta da Pita (de inciativa da comunidade).

A virada na Feira Mar foi divulgada nas agências de viagens e os hotéis se prepararam para o evento, então programado e divulgado. Creio que aqueles que vieram participar da festa, não saíram contentes.

No Réveillon de 2018 a prefeitura ignorou nossa proposta e somente apoiou o evento da Ponta da Pita. Acho lastimável a não concretização deste evento, o qual poderia marcar a atual administração e de fato tornar nossa orla central um verdadeiro espaço de eventos e festas. Isso é turismo.

Não aceito ignorar a importância da iniciativa e tentar justificar falta de recursos para sua realização, pois tem-se gasto muito com outro tipo de festa, que não soma para a já cambaleada trade turística da cidade (se é que podemos assim chama-la).

Publico algumas imagens e a peça publicitária do chamamento ao evento.
Ano que vem, último ano desta cambaleada gestão, poderia muito bem se despedir com uma grande festa de virada de ano. A cidade merece...todos gostam, gera divulgação e renda para o município.

Feliz 2020. Tenho dito!

Cartaz do evento
Show pirotécnico.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

VÍTIMA DO BASEADO


“Há muitos anos atrás, Rachid Cecyn tinha uma Aero Willys... Azul de taxi, e era o irmão dele – Foeda - que dirigia o carro, mas só fazia viagem pra Paranaguá... Curitiba não queria se expor. Aí, marcaram uma viagem...Miguel Cecyn e uns amigos...O esquema era ir no navio e pegar droga. Fizeram, mas sem que o motorista soubesse o motivo da viagem. Foeda, foi ao porto, parou o carro e os passageiros – uns quatro ou cinco – a turma da fumaça - pegaram a droga em um pacote e colocaram no carro. Foeda não sabia o que era, e na viagem de retorno, começaram a fumar dentro do veículo, mas como estava chovendo...Uma chuva torrencial, tiveram que fechar os vidros das janelas, e consequentemente a fumaça foi inalada por Foeda.
Antes de chegar em Morretes, Foeda começou a cantar...Queria se jogar no rio, sem saber qual era o motivo de tanta euforia.
Zé Luiz que me contou essa história...E foi verídica.”

Contada por Maneco Gomes


Manoel Gomes no Jekiti, 28/11/2019

Mais uma das nossas histórias populares.
 Venha contar um causo, eu gravo e publico. 
Assim, lentamente vamos reconstruindo nossa memória.
Histórias do Jekiti. Aguarde que vem mais!


Salvaguardar o Iphan é investir no Brasil: alerta ao povo brasileiro em defesa do nosso país


Obra do Iphan em Antonina. Espaço Armazém Macedo.


As entidades abaixo subscritas denunciam, por meio deste, o processo de desmonte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em curso desde 2016 e agravado hoje com um brutal corte orçamentário, com a nomeação de pessoal desqualificado para suas superintendências regionais e um cenário de incertezas sobre o perfil do futuro dirigente da autarquia.
Há mais de oito décadas, o Iphan se manteve como o carro chefe da política de Patrimônio Cultural em nosso país. O Instituto não apenas trabalhou continuadamente em todos os momentos na construção de nossa ideia de nação. Por meio das políticas de preservação, o Instituto dinamiza a economia das áreas em que atua, resgatando cidades históricas do ostracismo, diversificando e qualificando as atividades produtivas envolvidas na conservação dos bens tombados, preservando e difundindo nossos saberes e fazeres, criando atrativos e fomentando o turismo.
O projeto de desmonte do Iphan é subordinado ao projeto de destruição das políticas culturais de conjunto. Tal ataque às nossas instituições veio à tona em maio de 2016 quando se tentou extinguir o Ministério da Cultura e o próprio Iphan, por meio da criação de uma Secretaria de Patrimônio paralela. Na ocasião, a sociedade civil, por meio de suas organizações, se mobilizou contra o golpe, em defesa de nossa Cultura e do Patrimônio Nacional, obtendo uma vitória parcial.
Mas os ataques à nossa cultura voltam a recrudescer no atual governo. A pretexto de combater um suposto “marxismo cultural” – uma lamentável contradição em termos –, forças externas se aliam a setores retrógrados interessados na mera manutenção do privilégio de poucos com vistas a combater nossa cultura de conjunto e a destruir nossa memória e nosso patrimônio em particular.
Na prática, o Governo Federal hoje vem empreendendo uma política de desmonte velado ao Iphan: por meio de um corte da ordem de 72% em seu orçamento; por meio de sua subordinação à pasta do Turismo, numa inversão total de valores; por meio da nomeação de superintendentes sem experiência ou formação na área de patrimônio em estados importantes para nossa memória como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul ou Paraná, meramente por sua filiação política a partidos da base do governo; por meio, enfim, da ameaça de nomeação de uma cúpula nacional do órgão – incluindo sua presidência – sem experiência ou qualificação na área de Patrimônio, seguindo uma agenda de destruição das instituições nacionais.
Há dois dias, foi exonerada a presidente Kátia Bogéa, à frente da autarquia desde 2016 e servidora aposentada do órgão, com subsequente nomeação de Luciana Féres – arquiteta com experiência na área de patrimônio – e anulação desta mesma nomeação poucas horas depois. Esse processo claudicante evidencia as pressões pela desarticulação do Iphan e sua entrega ao obscurantismo.
Trata-se de uma política de desmonte. Mas destruir nosso patrimônio nacional e sua principal instituição reguladora é destruir a construção histórica de nossa ideia de nação: um trabalho de décadas hoje ameaçado.
O Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro, formado em outubro de 2019 como uma resposta a tais ataques, alerta a toda a nação para tal ação , conclamando todas as organizações populares a mobilizarem-se em defesa de nossa cultura e de nosso Instituto de Patrimônio Histórico e Nacional na mesma medida em que a atual Administração intensifica seus ataques. Não apenas pela preservação de nossa memória, mas também porque salvaguardar o Iphan é investir no Brasil.
Brasília, 14 de dezembro de 2019.
Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro

- Aba – Associação Brasileira de Antropologia
- Abap – Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas
- Abea – Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura
- ABGC – Associação Brasileira de Gestão Cultural
- Anpuh – Associação Nacional de História
- Anparq – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo
- Anpocs – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
- Anpege – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia
- Anpur – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional
- Aneac – Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal
- Icomos Brasil – Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios
- FNA – Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas
- Fenea – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo
- IAB-DN – Instituto dos Arquitetos do Brasil
- Docomomo Brasil – Seção Brasileira do Comitê Internacional para a Documentação e Conservação de Edifícios, Sítios e Conjuntos do Movimento Moderno

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O turismo no litoral do Paraná – Desperdício do potencial?



Ex-secretário de Turismo de Antonina fala sobre o nosso potencial turístico desperdiçado
Publicado no Jornal Água Verde/Curitiba. 03/12/2019

Atividade comercial sazonal, o turismo merece atenção especial dos governantes e administradores para melhorar a qualidade de vida das populações litorâneas. Entretanto, não é o que vem acontecendo nos últimos tempos em nosso litoral: praias poluídas e trapiches abandonados não são atrativos para turistas e populações do nosso litoral.
Para falar sobre o turismo no litoral entrevistamos o professor universitário Eduardo Nascimento, mais conhecido em Antonina como Eduardo Bó, ex-secretário de Turismo daquela cidade nos anos de 2005 e 2017. Idealizador – ao lado da professora Márcia Fontoura – do tradicional Festival de Inverno de Antonina, que neste ano completa 30 anos.
Ex-morador do bairro Água Verde, em Curitiba, é autor de sete livros e produz um blog na cidade de Antonina.
O professor Eduardo reside na casa em que nasceu, construída pelos bisavós, no centro da cidade de Antonina.



terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Show no Armazém Macedo

No próximo sábado, 07 dezembro,19h, tem mais música no Armazém Macedo, 
promovido pela Empresa Biapó, contratada pelo Iphan e responsável pela obra. 
Desta vez o show estará a cargo do BRASIL IN TRIO.
Se faz necessário a participação da comunidade nos eventos, pois agora já estão 
sendo realizados no espaço em reforma. Maneira pela qual, nos antoninenses, iremos tomando conhecimento da importância da obra, para o desenvolvimento da 
nossa cultura e do turismo local, caso seja bem administrada.
Vamos nos preparando, pois o investimento por parte do Governo Federal, 
via Iphan está sendo farto. Agora é transformar tudo em vida, arte e geração de renda.
Até sábado!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ELEIÇÕES 2020...QUEM SE HABILITA?

Imagem meramente ilustrativa.

Faltando pouco menos de um ano para as eleições municipais, previstas a serem realizadas a 04 de outubro, a movimentação de prováveis candidaturas, já agita os ânimos locais.
O atual prefeito Zé Paulo, que desde seu primeiro dia de mandato, trabalha pensando tão somente na reeleição, aposta em sua performance de “cara obreiro” como carro chefe de sua campanha. E há de se reconhecer, que das últimas gestões – lamentáveis - esta seja a que menos ruim se apresenta.
Mas não custa nada voltar um pouco a história eleitoral recente, que nenhum dos gestores conseguiram se reeleger, nem Kleber, nem Canduca e muito menos o João Domero. Aliás, os dois últimos, devido seus altos índices de rejeição, sequer conseguiram apoio para se candidatar. Após o advento da reeleição, somente a Mônica conseguiu tal façanha, se elegendo em 1996, e reeleita em 2000. Mas, a própria, nas últimas eleições não convenceu o eleitorado e acumula três derrotas consecutivas.

O que tudo indica é que novamente teremos um embate, entre o atual prefeito Zé Paulo e a ex-prefeita e eterna candidata Munira Peluzo- Mônica. Uma verdadeira batalha no “tapetão judiciário” travada pelas duas pré-candidaturas, poderá mudar totalmente o rumo da eleição. No caso Mônica por ter suas contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores e no caso Zé Paulo, por estar respondendo por vários processos de improbidade administrativa, denunciados pelo MP, que se julgados, poderá absolve-lo, como também poderá condená-lo e afasta-lo do embate.
No momento estas são as duas prováveis pré-candidaturas. Mas ainda poderemos contar com candidatos que concorreram as eleições de 2014... Mas, não creio que atinjam seus objetivos. A não ser que haja novidades.

O que dá pra perceber é que a comunidade está ávida à uma NOVA candidatura. Alguém com credibilidade – quando digo credibilidade, é que tenha um considerável leque de realizações na comunidade- com ideias novas e principalmente com compromisso com a cidade. Que possa constituir um grupo competente e especializado nas áreas da administração pública. Eleições aqui se ganha em 90 dias...Quem se habilita?

No âmbito das eleições proporcionais, para eleger vereadores, a novidade é que não haverá mais coligações partidárias. Cada partido deverá eleger seus candidatos, ficando as coligações somente para as eleições majoritárias, ou seja, pra prefeito e vice.

A dança nem começou, mas é bom preparar os tamancos e a rabeca, pois haverá muito barulho e ranger de dentes. Vamos aguardar.

Calendário eleitoral
04 de maio 2020 – prazo para os eleitores transferirem ou retirarem seus títulos;
20 de julho a 05 de agosto – período para realização da convenções partidárias;
31 de agosto – início da propaganda eleitoral;
03 de outubro – último dia para divulgação de propaganda política em jornal e internet;
04 de outubro – Dia das eleições.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Divã do Jekiti...A mala de Joubert.

O advogado, amigo e frequentador assíduo, Valnei Pinheiro da Veiga – que não tem apelido, uma raridade na cidade, apareceu no Jekiti com uma mala tipo 007 e nos contou que a tal raridade pertenceu ao ex-prefeito Joubert Gonzaga Vieira:

“Dia desses, passando defronte à casa do Doutor Joubert (falecido recentemente) deparei com uma mala...meio ‘encostada’ na calçada. Falei com a sua esposa e ela me presenteou. Esta mala, além de Joubert - segundo vestígios, também pertenceu ao Desembargador Antonio Loyola Vieira, seu filho, e com ela ele viajou a França...pois no seu interior encontrei um ticket de passagem da Air France. Recebi a mala, mandei dar uma bela limpeza...E pra mim não tem dinheiro que pague, o seu valor estimativo." 

Valnei, Beto de Abreu e Manoel Camargo...e a mala de Joubert.
Esta é mais uma das historias do Jekiti.
Aguardem que vem mais.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

TREM...MEMÓRIA FOTOGRÁFICA.


Enquanto aguardamos o retorno do trem de passageiro a Antonina, anunciado para o dia 20 de dezembro de 2019,  que será recepcionado com Estação Reformada e todas as festividades de praxe. 
Revendo meu acervo, encontrei uma “jóia” lembrança... a imagem de um trem..Que chegou – também na Estação Ferroviária, mas em plena atividade funcional, as 13h30min do dia 06 de novembro de 2005.

Na época, então Secretário de Turismo da gestão, interagimos em conjunto com a ABPF-PR, na pessoa do senhor Carlos (portuga), para que este equipamento fosse reformado, assim como um pequeno vagão jardineira, o qual pretendíamos com sua modéstia e calma chegada, presentear a cidade, bem no dia do seu aniversário. E isso ocorreu!
Enquanto as autoridades participavam do palanque assistindo o desfile festivo, esteva em Morretes, junto ao pessoal da ABPF, preparando o trem para sua primeira viagem. Cuja chegada foi anunciada ao prefeito, sobre o presente que havíamos recebido.

Após rigorosa vistoria dos equipamentos e da linha pela ANTT, a linha foi liberada no início de 2006 e funcionou até 2008, com passeios nos finais de semana, operacionalizado por uma automotriz alemã. O referido equipamento, serviu de suporte técnico, necessário a operacionalidade da linha.
Coisas da história.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Seis de novembro, comemorando o quê?



Desde criança fomos ensinados que no dia seis de novembro a gente comemora o aniversário da cidade. E assim ficou. Mas é aniversário do quê?
Bem...outra coisa que aprendemos, é que seria a Emancipação Política de Paranaguá...O mais correto seria nossa autonomia política, conquistada com a instalação da Villa Antonina em substituição a Freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa, instancia de caráter político religioso.

Conta nossa história... Segundo Ermelino de Leão ¹, que “a instalação da Villa se deu com uma certa demora por parte do Senhor Ouvidor Branco, de Paranaguá, pois a portaria com a criação da Villa, Cadeia e Câmara Municipal, foi emitida pelo governador da Capitania Geral de São Paulo, Antonio Manoel de Melo Castro e Mendonça, em 29 de agosto de 1797.” E a sua instalação somente dois meses e alguns dias após.
E prossegue: “Reunidos em local mais próprio da freguesia do Pilar, o Dr Ouvidor Branco, o escrivão da Ouvidoria, Capitão de Ordenanças José Morato do Canto, as pessoas principais da terra e o povo, deu-se começo a cerimônia, em consequência a ordem do Governador da Capitania de São Paulo...e erigia a Villa Antonina, em memória do príncipe Antônio (filho de D.João VI e Carlota Joaquina).”

Completa ainda...” Após a cerimônia, passou o Ouvidor a designar os locais onde seriam construídos a Casa de Câmara e Cadeia e também o Pelourinho “símbolo da justiça”, que consistia em um robusto tronco, com argolas e correntes de ferro.
Findo os atos formais, foi então decretada a instalação da Villa e seu desmembramento, cujos limites estipulados na lei, viriam desde a Ilha do Teixeira até aos cumes da serra que o separavam de Curitiba, ficando incluso os povoados de Morretes e Porto de Cima.

Realmente um ato louvável de se comemorar, a conquista de uma autonomia política, administrativa, cuja economia dependeria do trabalho da Câmara, de seu Ouvidor e da pequena população. Isso é 1797. O pequeno povoado ficou em festa, tendo a Igreja Matriz como ponto alto das comemorações.

Interessante recapitular sua primeira eleição para escolha de “pelouros” – pessoas que deveriam votar e escolher os camaristas. Segundo consta, foram escolhidos: Manoel Vieira Espiga (17 votos), Tenente Joaquim da Silva Pereira (13 votos), Antonio Gonçalves Cordeiro (13 votos), Manoel Jose Alvares (14 votos), Joaquim Antonio da Cruz (11 votos) e o Capitão Luiz Gomes de Medeiros (11 votos).

Nossa rica história de altos e baixos momentos políticos e econômicos nos faz refletir sobre o que devemos comemorar.
Será que a nossa decadência econômica marcada a ferro na segunda metade do século passado, nos beneficiou?  Será que a nossa estagnada paisagem ungida de ruínas com alma de decadência se transforma em objeto de grandiosidade e orgulho? Mas pra onde iremos?

Nossas crianças amanhã irão desfilar pela avenida saudando os políticos de plantão, em comemoração à vida – que já é uma grande causa.
Antonina estará completando 222 anos de sua criação como vila. O momento é de encantamento com o visual rememorado de vários monumentos importantes na cidade. É muito bom. Faz muito tempo cuja data não tínhamos quase nada a comemorar, mas creio, que ainda é pouco...Muito pouco!

A cidade da história, Patrimônio Nacional, pede e merece muito mais que ter seu vestido roto recuperado. Merece dar condições de renda e emprego para sua comunidade, tratar melhor suas crianças e idosos – que mantem a maior parte da renda do município, tratar seus esgoto e dragar sua baía. Ser tratada com respeito pelos políticos... Melhorar seu sistema de distribuição de água e energia elétrica...fora outras “coisitas” mais...Que aqui não vem a caso.
Precisamos aprender a planejar, coisa que nenhum governo até este momento fez...
E plantar flores.    Viva Antonina...em seu aniversário. Viva!

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¹Ermelino de Leão, “Antonina Homens e Fatos, 1918.